A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético.
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NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO -
INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE FEVEREIRO/2014
INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE FEVEREIRO/2014
maiores informações: cacbvv@gmail.com
COMO FUNCIONA:
O concurso inicia em novembro de 2013 e termina em novembro de 2014 -
SELEÇÃO:
Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano.
Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL).
PREMIAÇÃO:
No fim do ano de 2014, já com todos os poetas participantes selecionados, a ed. Costelas Felinas editará a ANTOLOGIA CARDÁPIO POÉTICO e cada poeta selecionado receberá sem custo nenhum 05 exemplares da antologia.
COMO PARTICIPAR:
TEMA E ESTILO: LIVRES
- cada poeta poderá participar até com 02 poemas
- o poema deverá ter no máximo 15 linhas/versos - caso contrário será desclassificado.
- NÃO USAR PSEUDÔNIMO - (somente nome verdadeiro ou literário)
- deixe seu poema como comentário logo abaixo - inscrição até dia 27/03/2014.
ATENÇÃO: - seu poema só será postado depois de aprovado. Confira sua participação olhando mais tarde seu poema no comentário.
RESULTADO DO MÊS DE MARÇO
LEANDRO ANDREO - POEMA: RECONHECIMENTO
J.R. LIMA - POEMA: SIN SON, SIN RISA
Aos autores selecionados entrar em contato via e-mail cacbvv@gmail.com
Comentários
O sol brilhou mais forte
no Açude Velho
e eu me perdi em teus olhos
por três dias
você me deu aquela cachaça de jambú
que eu confundi com a fruta
jambo
de teor alcoolico 38%
pensei em levar a garrafa para casa
mas perdi no caminho
te prometi mil poesias de amor
e acabei escrevendo apenas essa
que nem é lá uma poesia de amor
mais parece um relato da viagem
que eu fiz para te encontrar
e me desencontrar
(Lima Júnior)
ela me olhou
com aqueles olhos
de gueixa
e com aqueles lábios
sabor de ameixa
me beijou naquela manhã
(Lima Júnior)
Se minha alma te esquecesse
A minha alma não seria a mesma
O meu corpo seria um outro,
O meu mundo seria um tudo...
Se minha alma te esquecesse
Não temeria o vento da solidão
Nem mesmo as dores da ilusão
Não temeria nada. Eu até voava!
Se minha alma te esquecesse
Sumiria mundo afora sem direção
Se minha alma te esquecesse...
Seria um outro; sem parte d'alma!
Valnei Cardoso.
Amor, queria poder dizer Amor!
Queria alguém pra me amar
Dormir e com este sonhar...
Não tenho. Já tive. Acabou.
Amor, queria dizer: te amo!
Queria alguém que me quisesse.
Seria a vida bela se eu tivesse
Um amor que não fosse insano
Queria, e quero. Mas não tenho
Um amor pouco mais sincero
Que fosse tudo menos mero
Que tivesse n'alma meu desenho
Valnei Cardoso
Feche os olhos, respire fundo,
Desligue-se daqui por um segundo
Acredite você pode melhorar o mundo
Feche os olhos, imagine outro lugar,
Onde as pessoas ainda saibam amar
Imagine um lugar divertido
Onde ser feliz não seja proibido
Feche os olhos, imagine um lugar diferente,
Onde a ganância não predomine a mente
Imagine um lugar qualquer
Onde não se mata pra conseguir o que quer
Feche os olhos, imagine um lugar sereno,
Onde no sangue não corra o veneno
Imagine um lugar são
Onde o ser humano não esteja em extinção
Feche os olhos, imagine um lugar perfeito,
Onde o coração ainda pulse no peito
Imagine um paraíso
Onde o dinheiro não compra um sorriso
Acredite, ainda dá tempo,
Não deixe o sonho ser levado pelo vento
Imagine um futuro da cor do céu
Onde a poesia tenha sabor de mel
E o lápis não chore as letras no papel
Fantasie, acredite, busque
Idealize.
Liliane Oliveira
E se o amanhã não chegar
E se o futuro falhar
E se o tempo fechar
E se o sonho acabar
Será que alguém vai notar o vazio?
Estarás pronto pra seguir sozinho?
E se o trajeto mudar
E se o destino improvisar
E se a luz se apagar
E se o show terminar
Será que o hoje valeu a pena?
Estarás pronto pra sair de cena?
E se o perdão não for dito
E se não der tempo de deixar escrito
E se partir o coração aflito
E se a ignorância sufocar o grito
Será que terás tempo de retroceder?
Estarás pronto pra se desprender?
E se o Adeus vier rapidamente
E se os planos mudarem de repente
E se essa “máquina” pifar pra valer
E agora? O que irás fazer?
E se o “depois”, depois não vim
E se o caminho não for tão longo assim
Que lembrança deixará por aqui?
A sua falta alguém irá sentir?
Pare um minuto, olhe lá no fundo
Pois tudo pode se perder
Em menos de um “Segundo”...
Liliane Oliveira
05:45 o alarme desperta
Hora de lavar o rosto
Outro dia começa
Na mesa do café
O pão todo murchinho
Uma olhadela rápida
Saio de fininho
No ponto de ônibus
O negócio tá feio
Uma hora de atraso
E ainda vem cheio
O motorista olha assustado
Com a onda de violência
Melhor tomar cuidado
40 sentados e 40 em pé
Pra sobreviver aqui
Tem que ter muita fé
Na estação de trem
Não é diferente
Um olhar sobre os ombros
Vejo um mar de gente
Lá ao longe a Engenhoca
Chega de mansinho
Começa então a guerra
Pra conseguir um cantinho
Preto, branco, magro não importa
Aqui não tem jeito
Todo mundo se encosta
Passos apressados
Passam pelo vão
Trabalhadores cansados
Lutam pelo seu pão
Chegar ao serviço
Atender o freguês
Trabalhar o dia todo
Com R$ 622,00 por mês
Todo dia por aqui é assim
Se bobear passam por cima de mim
Aqui vamos nós São Paulo
Entra ano e sai ano
Dia após dia
Essa é a “vida de um Paulistano”...
Liliane Oliveira
Rostos vazios na multidão
Passos silentes cortam a escuridão
Máscaras inertes sem expressão
Ocultam o aperto de um coração
São todos iguais, mas tão diferentes
Um sorriso no rosto, uma lágrima corrente
São todos iguais, mas ninguém se encosta
Não importa quem caiu, viram-se as costas
Sentimentos confusos reina a incompreensão
O Amor de mansinho escapando pelo vão
A noite não é mais uma criança
Esconde perigos, lá se vai à esperança
A cada segundo uma vida se esvai
Lá se vai o Amigo, a mãe ou o pai
O índice aumenta infelizmente
A terra chora ao receber os inocentes
Perguntas sem respostas ecoam no ar
O “até quando” que não quer calar
O “poderia ter sido eu” que não sai da mente
Ninguém está imune, por mais que se tente
Com o grito sufocado, assim vamos indo
Sem saber aonde chegar, assim nós seguimos
A cada dia que passa, sem perceber
Estamos...
Caindo...
Liliane Oliveira
Quando meus olhos...
Refletem nos teus,
Cheios de duvidas e de anseios...
Sinto que meus lábios...
Procuram incessantemente os teus,
No desejo de um beijo.
Quando os meus dedos...
Tocam a sua pele lisa e macia...
Minha boca logo contorna um sorriso.
E meu coração se enche de alegria.
Quando o meu nariz...
Sente o seu aroma nítido e delicioso,
Sinto o sangue pulsando pelas minhas veias.
Em um ritmo profundamente gostoso.
Autor: Marcão Costa.
Quando meus olhos...
Refletem nos teus,
Cheios de duvidas e de anseios...
Sinto que meus lábios...
Procuram incessantemente os teus,
No desejo de um beijo.
Quando os meus dedos...
Tocam a sua pele lisa e macia...
Minha boca logo contorna um sorriso.
E meu coração se enche de alegria.
Quando o meu nariz...
Sente o seu aroma nítido e delicioso,
Sinto o sangue pulsando pelas minhas veias.
Em um ritmo profundamente gostoso.
Autor: Marcão Costa.
***********************
Título: Defina o amor
Meu amor é assim,
surpresa, leveza...
Meu amor me olha,
sorri e também chora.
Meu amor é assim,
no espelho batom vermelho...
Meu amor é amar, brigar,
fugir e voltar.
Meu amor é assim, me liga,
não fala, saudades...
Meu amor é escada,
poesia e fada.
Meu amor é assim, encontra,
conta-me uma linda história.
Meu amor não tem fim,
nem meio e continua por mim.
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Título: Como é melhor
Como é melhor!
Melhor não odiar,
Melhor não lamentar,
Melhor ainda é não brigar e nem Matar.
Melhor não magoar,
Melhor não fofocar,
Melhor ainda é não confundir e nem se armar.
Como é melhor!
Melhor não vacilar,
Melhor não murmurar,
Melhor ainda é não trair
e nem se enganar.
Autor; José Carlos Teodosio
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Torta escrita
Enquanto jazem minhas palavras não ditas,
Procuro uma e outra mal dita. Ou maldita.
Para que haja em minhas linhas sempre o que falar,
Saber, pensar, discorrer, imaginar.
Linhas essas tortas, sem rumos
Como quem anda sem mapas ou bússolas
E encontra novos mundos
Perdendo-se, encontram-se em novas buscas.
Aventurando-se pelo âmago do que sou,
Sentimentos e palavras brincam dizendo:
“Lembre-se bem de quem você amou!”
“Ponha no papel o seu tormento!”
Palavras, palavras, palavras...
Gritam e serpenteiam na minha mente
Preenchem o meu coração
Devoram meu dia lentamente.
Ah! Que abismo existe entre a mente e o coração!
As expressões que a mente teima em questionar
O coração bem sabe falar e escrever
Aquilo que minhas entrelinhas querem dizer.
Mas deixemos de lado toda essa prosa.
Está por demasiada melosa.
Já sinto o cheiro morno!
Vou dar uma olhada na minha torta que está no forno.
Tele(fonema)
Alô!
Aqui quem fala é seu amor.
Estava dormindo?
Percebi pela voz, quase sumindo.
Eu também queria te acordar pessoalmente.
Você não sabe o que aconteceu!
Hoje vi fotos suas, cheio de risos atraentes.
A sua falta, meu bem, bateu.
Quão grande é essa tão de saudade...
Estou lambendo seus fonemas
E transformando suas palavras em poemas.
Para que eu possa lembrar de cada palavra
Quando vier a tempestade.
Mas agora devo ir.
Há muita coisa me esperando por aqui.
Amanhã eu telefono novamente
Espero o dia passar ansiosamente.
Não vejo a hora de saciar meu desejo.
Perder-me na sua fala, nas suas sílabas.
Eu te amo.
Tchau,
Um beijo.
Lorrayne Johanson de Abreu.
Fechar os olhos
De manhã
E nunca mais morrer
De sono
É a tristeza do poeta
A brincadeira das crianças
E do sonhador
Somente um sonho
Viver, viver,
Sonhar e amar
É a tristeza
De quem não tem
Uma caminha
Para ninar
Ou o almoço
Do ano que vem
Brincar, brincar
Sorrir, viver
É os que querem
Os que não vivem
Sonhar, sonhar
E não morrer
É o que quer
Os que revivem
E quem não tem merece tudo
E tem quem vai e vai voltar
O Céu é grande, pequenino
A terra é o sol e o sol é o mar...
E o sertão de grande escolhas
É o ser(tão) de grandes secas
Por entre rios, lavas e roupas
Por entre vermes, mortes e vespas
E tem enchente
Tanta gente
Também tem
Quem não tem nada
Há fogo e ferro
Lá nos trilhos
Tristeza e choro
Nas estradas...
Quem vai seguindo pela vida
E tem quem sabe ouvir um não
Por uma súplica cearense
Deus faz chover mar no sertão...
A formiga perambula
Por entre as frutas
Amarulas. Bebidas.
Terras. Pastagens.
Cocô de boi.
Mijo de vaca.
Lixão.
Água de fossa.
Asfalto.
Empreitadas.
Ralos de pia
Mesa de deputados
E você vem me dizer que se eu comer
Que faz bem para a vista?
Meus versos são grãos de areia,
primitivos servos de etéreas eras,
repousam na afável concha de teus ouvidos.
Meus versos são grãos de areia,
que tua libido transmuta em pérolas:
faço poema como se te arrancasse suspiros.
Jeferson Bandeira
Cupido,
meu irmão,
manda mais uma dose
daquela de venenosa paixão.
Mas olha,
cessa, por favor,
sua renitente neurose
de só me mandar as de amor.
Jeferson Bandeira
mesmo que você chegue,
emburrado, mal resolvido,
entediado e xingando palavrões quilométricos.
Minha mão não se livrará da tremedeira,
mesmo que você esteja
descabelado,
amarrotado,
com meias palavras.
Porque eu te quero.
Assim,
sempre correndo,
cru, despreparado,
nu (de preferência).
Eu amo a tua essência.
Aryane Silva
Na cabeça, mil nós.
No coração, laços.
No corpo, nada além do normal,
Que ela repugna, diz que é feio,
Mas que sabe que é casca.
Passa da fachada e acha graça.
Olha no espelho,
vê o cabelo desgrenhado e ri.
Na bolsa, batons, agenda e lenço de papel.
Na boca, sede de amores e argumentos.
Ela, que nunca se pinta, mas ama vermelho.
Se dedica ao mundo inteiro,
mas hoje está feliz com sua inteireza.
Ela vive sua natureza.
Aryane Silva