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CAVALGADA - Hilda Curcio


Vou cavalgo todo o seu corpo
num cavalgar aprendizado lento
mas volto tartarugando por nosso cansaço de amor sexo
bom demais tanto desejo atrasado esculpido ainda no passado cupido
açoito seu desejo meu tão de mim a tartamudear nossos lábios...
À busca de força para apenas trotar
descobrir seus segredos à chave
enfim, desnudar qualquer mistério desse seu amor de antes
despi-lo com minhas mãos sôfregas desatadas equinas em seu peito nu
a mutilar seus pés que permaneçam em nosso leito de amor.
Calar? O amor não é silente, mas táctil.
Com sofreguidão casta carinho-me em suas pernas totalmente permissivas
num pulguear infindo após
jazo estremecida e louca fuçando suas partes impudicas
do amor repleto de mil desejos — mostra para o amor maior.
Entrega. Oferta de.
Cão sem dono lambo suas pernas pés
focinho suas orelhas nariz boca rosto todo.
Fomos entaramelar nossos corpos sob a ducha ainda fazendo sexo.
Também fizemos amor?

Hilda Curcio  
do livro Poemas Eróticos de Usina de Letras, 2010                                                                   


Comentários

Anônimo disse…
muito sensual... gostei...
Adalberto
Hilda Curcio disse…
Obrigada, Adalberto,por ter lido e comentado, bom saber que gostou.
Hilda Curcio disse…
Cláudia, minha amiguinha, obrigada pela força sempre.
Cris Dakinis disse…
ô amazonas de talento! Belo poema, parabéns! :)
Hilda Curcio disse…
Cris, adorei o amazonas. Grata sempre.
Hilda Curcio disse…
Cláudia, visitei seu sítio hoje, ficou boa a alteração. Aproveitei, cliquei em sua foto e li alguns poemas seus. Fiquei com vontade de ler "Chorando reticências" e "Mosaico de Insônia", desejo saber o preço de ambos pra enviar o dinheiro. Adorei "Ainda posso", demais!