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Mostrando postagens de Maio, 2013

CURIOSIDADE POÉTICA

Leia o poema Tabacaria, na página da revista Cabeça Ativa, lançada agora em maio,  e depois leia o artigo que recebemos da tradutora e amiga Marie-Claire Fichet que nos enviou o recorte do jornal Luxembuguês de setembro de 2011.














JULGAMENTO - apresente o seu!!!!

Clara Sznifer e Luciana Almeida convidam você a levar em prosa ou em verso 
o tema JULGAMENTO

apresente o seu também
entrada franca!!!

maiores informações:
Clara Sznifer - clsznifer@gmail.com
Luciana Almeida - luciana._teacher@hotmail.com


Negativa - Francisco Ferreira

Não me colhas ainda, Ceifeiro, o sinal está fechado o trem, na passagem de nível e o sanduíche pela metade!
Não! Não vamos ainda há um soneto a espera do “fecho de ouro”, meus sapatos desamarrados e a quentinha esfriando.
Não me prives desta vida monótona e presumível. Não foram anunciadas as cenas do próximo capítulo e o pênalti final não foi batido. Há beijos a serem negados mentiras e segredos, a revelar-se à revelia...
Provar a inexistência de anjos e OVNIs. Antes que me esqueça: tenho de retornar uma ligação, tomar um pileque experimentar substâncias proibidas...

Francisco Ferreira francisco.ferreira68@yahoo.com.br

O QUE DIZER ? - Teresinka Pereira

O poeta não sabe o que dizer ? Diga "angústia"  e o lápis começa a chorar no papel... Diga "coração" e as ânsias começam a borbulhar na garganta... Mas o pensamento é poderoso cúmplice: diga "alegria" e a esperança se abre como uma janela ao sol. Teresinka Pereira

VOCÊ - Hilda Curcio

Sia-vuma...! Sou uma gata a lamber felina seus pelos angorá siamesa... Sei você me quer malembe em suas ancas e num gesto incauto me aproxima do pecado gerador de... Não mais resisto a tanta espera. Coelha-me... Coelha-me muito que coelharei você... Tamanha a pressa premente a vontade de amar... Feridas não há, lambidas caninamente. A dor calara em meu seio que desatada de você arrancada de suas entranhas desvencilhada de seu peito perdi-me no primeiro e-mail — eu ciscando em seu galinheiro milho pouco para meu apetite insaciável de você empoleirada quero ir amar descuidado. Apenas com você.
Hilda Curcio

Um oculto retrato entre-mundos - Henrique Nunes

Dentro deste singular mundo Há outros vários, Aglutinados a um elo profundo E dissipados pelos armários.
Armazenam doses informativas, Infinitas, homogêneas, intuitivas Transcodificadas a todo vapor Ou mescladas ao frevo e o calor.
Entre os compassos ritmados da poesia E as tênues cores desenhadas à melodia...
Surge a genuína beleza das conexões mundanas Que talvez possa perecer, Por certas atitudes profanas.
David Henrique Nunes de Lima

O ESTRANGEIRO - Clara Sznifer

Outrora no reino do Sol
Ele enraizado no solo crestado,
Onde a vida explodia em cores,
 De lutas sem armas pelo amor
O mar azulejando as  praias...

Em seguida num canto sombrio
Onde a dor escorria pelos olhos.
Fez-se refém das fronteiras,
Em  concha de lembranças e lágrimas,

Só o passado como companheiro

Clara Sznifer

DESEJOS!! - Heloísa Crosio

Desejei ser  lagrima! Deslizar em teu rosto... Molhar teus lábios Entrar em tua boca!
Desejei ser sol! Aquecer teu corpo Como chama, como fogo!
Desejei ser lua! Invadir tua  madrugada E te cobrir de prata.
Desejei ser boca! Sugar tua carne ardente! Te enlouquecer!
Desejei ser pele molhada! Cheiro de fêmea a te envolver Nas tramas da minha loucura!!
Desejei ser corpo! Sentir teu infinito em mim! Teu prazer a me inundar!!
Desejei ser tua! Para sempre tua! Mulher!!!

Heloísa Crosio Do livro : A Arte de ser...Poeta

CANÇÃO DO ABUTRE - Leonardo Só

A quem brindar a taça desta ira? Que fazer desta morte que se nutre da carne? Desta solidão de abutre que dilacera entranhas de safira?
Que fazer deste enigmaque se estira feito pele de sapo em minha sombra? Desta pompa dos ritos da mentira e dos olhos satânicos da pomba.
Da inanição, varados pela pomba? Que fazer desta rosa e deste espinho? Deste morto ancorado nesta onda?
Que fazer desta nau que se arredonda no ventre da mulher, devagarinho? Desta paz que incendeia este caminho? ... Leonardo Só Poeta Clandestino

Trajes Poéticos - OVILEJO

estilo poético em que os versos que servem de desfecho a cada estrofe, irão, no fim, compor uma linha inteira.
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os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores do concurso.

PARTICIPE - CONCURSO POÉTICO
e tenha seu poema publicado na antologia Trajes Poéticos na faixa

Trajes Poéticos - RIMA EQUÍVOCA

rimas feitas quando os versos terminam com a mesma palavra, mas com significado diferente.
** os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que são os julgadores do concurso.


PARTICIPE - CONCURSO POÉTICO
e tenha seu poema publicado na antologia Trajes Poéticos na faixa

Verbo - resenha de Charlene França

Verbo de Cláudia Brino Ganhei há pouco tempo um sorteio e recebi como prêmio o livro Verbo da coordenadora do grupo literário Clube de Poetas do Litoral  e editora das edições Costelas Felinas Claudia Brino lançado em 2011. O livro  é forte e envolto em reflexões e até religiosidade. Cada um dos pronomes pessoais tem voz e vez nesse livro, intitulando cada capítulo e promovendo um diálogo que parte do singular para o plural. Os poemas são agrupados seguindo a ordem dos pronomes pessoais do caso reto, que iniciam cada texto que é cheio de singularidade como uma lágrima ou uma oração. Sua leitura é rápida, leve e intensa como um olhar ao espelho. Ele possui capas diferentes, que mostram um pouco do binômio foça/delicadeza que permeia o seu conteúdo. Amante dos poemas e da palavra, entrei na brincadeira e gostei muito do jogo. O tema central do livro é a palavra. Confessada, sussurrada, refletida e questionada. Com certeza um presentão. Eu li, nós amamos, todos devem conhecer!   Charl…

PERDAS E DANOS na voz de três mulheres

Três mulheres cantam o amor no Ao Café
Lançado em janeiro de 2012, o livro Perdas & Danos, de Madô Martins, ganhou poesias em francês na edição bilíngue publicada em novembro passado. Agora, esses poemas poderão não apenas ser lidos, mas também ouvidos nos dois idiomas, no espetáculo que acontece dia 24 de maio, sexta-feira, no Ao Café (Av. Siqueira Campos, 462, Boqueirão), às 19 horas, com entrada franca.