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Mostrando postagens de Julho, 2013

Cardápio Poético dá brinde

Quer ganhar um livro? (do catálogo Ed. Costelas Felinas) basta enviar um poema seu para o Cardápio Poético e pronto! seu nome já está concorrendo ATENÇÃO: NÃO É VOTAÇÃO -  É SORTEIO!! -  envie o poema por e-mail (cacbvv@gmail.com) e pronto já estará concorrendo - O sorteio ocorrerá na reunião do Clube de Poetas do Litoral no final de agosto.
PARTICIPE - DIVULGUE - FAÇA ACONTECER

O TREM - Cida Micossi,

Dia e noite, noite e dia Segue a locomotiva, Dia e noite, noite e dia Dos trilhos sempre cativa.
Serpenteia lentamente Com o peso dos vagões, Grita e sofre e range os dentes Corta na noite os grotões, É um canto intermitente Machucando os corações.

A lente da beleza - Luciano Marques

Trago na algibeira do olhar a lente da beleza, capaz de iluminar os caminhos, ampliar horizontes e suavizar os sinais de cansaço e do conformismo trazidos pela inevitável ação do tempo. A beleza depende da forma como olhamos, da maneira como encaramos os acontecimentos. O que torna belo não são os adornos, mas o esforço em procurar algo de bom em tudo e em todos ao nosso redor. O mundo se modifica quando, primeiramente, modificamos a forma de olhá-lo e de aceitá-lo. A mudança de atitude é um antídoto vital para não deixarmos o olhar se contaminar pelas mazelas cotidianas. Mudar é, antes de mais nada, libertar-se de velhos hábitos, conceitos e pré-conceitos que engessam nosso entendimento. Mudar é quebrar paradigmas. Para isso, é preciso ter coragem e desprendimento. As dificuldades que muitas vezes advêm dessas mudanças, são extremamente necessárias para fortalecer os músculos da alma.

REGULAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO NO LIVRO VARAL ANTOLÓGICO 4

No próximo dia 2 de agosto estaremos lançando em Florianópolis, Santa Catarina, a terceira edição de nossas coletâneas: Varal Antológico 3, o qual foi lançado aqui em Genebra no dia 3 de maio deste ano durante o 27º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra.
Convidamos você para estar presente no lançamento e aproveitamos a oportunidade para enviar o regulamento para inscrição em nossa quarta edição, Varal Antológico 4, a qual será lançada durante o 28º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, que ocorrerá entre 30 de abril e 4 de maio de 2014.
Venha conosco!
Abraço amigo, Jacqueline Aisenman Editora-Chefe  Varal do Brasil

DÚVIDAS ENTRE EM CONTATO: varaldobrasil@gmail.com

Jogo do bicho Cultural - Ganhe

APOSTE GRÁTIS E GANHE

A Ed.Costelas Felinas comemora seus 15 anos com o lançamento internacional do livro Antologia de Poesía Cubana,  em parceria com o Grupo Convergencia de Batabanó (CUBA), edição bilíngue com prefácio de Teresinka Pereira. FATURE O SEU GRÁTIS!!!

pelo FACE Clique aqui - Jogo do Bicho Cultural - 
pelo BLOG ou pelo E-MAIL
Escreva, no comentário ou envie por e-mail (cacbvv@gmail.com) o bicho que você quer, da tabela abaixo, e pronto já está concorrendo.
O sorteio será pela FEDERAL do dia 27/07/2013. ATENÇÃO: cada participante só poderá apostar em 01 bicho.
PARTICIPE – COMPARTILHE – CURTA 
JÁ SAIU O RESULTADO - CONFIRA SEU BICHO

Lira & Antilirica Nordestinas - Iacyr Anderson Freitas

Belô Poético

9º Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte – 2013
 “A Poética que reconstrói o amor nas relações” Dedicado à memória da poeta Maria Clara Segóbia

De 26 a 28 de julho de 2013 Local: Teatro da Assembleia Legislativa de MG.
PROGRAMAÇÃO:

Centro de Exposições Imigrantes

GANHE - ÁLBUM POESIA ADESIVA

GANHE !!!

é só escrever EU QUERO e você receberá um bicho para concorrer na federal do dia 17/07/2013  (quarta-feira).



envie EU QUERO para o e-mail cacbvv@gmail.com 

PARTICIPE e receba em sua casa 
o álbum POESIA ADESIVA

com 48 poesias autoadesivas com imagens coloridas.



promoção Movimento Ativista


JÁ SAIU O RESULTADO DO SORTEIO POESIA ADESIVA E OS ACERTADORES SÃO: 

Encontro poético - Academia Vicentina

Humor Cego - Vieira Vivo

página 24 do livro Humor Cego
Vieira Vivo

PORTUGAL em poesia de imagens

exposição PORTUGAL EM POESIA DE IMAGENS fotografias de Joanna Rocha poemas de Teresa Teixeira
revisão do texto pelos escritores Marcelo Ariel e Regina Alonso revisão da arte digital pelo fotógrafo Israel Diniz

Branca de Neve - Thais Lemes Pereira

Mordisquei a maçã da mesa
Vermelho fruto cor de sangue
Fervendo na chaleira da sala
Enquanto as crianças brincam

De tão vermelha e bela
Tocou-me os lábios amarga
Como choro de amor
E morte por uma brilhante adaga

Contemplo o espelho do quarto
O mais puro e admirável retrato
“Quem é mais bela do que eu?”

E com um beijo, meu desejo se desfaz!
Pobre e incoerente rapaz,
Alimentará mais sete bocas famintas. 

Thais Lemes Pereira

A nudez do poeta por Admmauro Gommes

O poema não é máscara que esconda a face de ninguém, mesmo que se procure ficar por trás das palavras, há de ser revelado nas entrelinhas, um pouco de quem verseja. A obra A nudez de escrever, de Roberto de Queiroz, provoca este entendimento. O autor sugere que o texto o denuncia, mostrando como se é internamente. Mas quando isso acontece, faz-se, como é de se esperar, pela força das metáforas, o que não diminui a veracidade, pois no que se vê percebe-se a existência de certas verdades, ou meias-verdades (que muda tudo).
            Mesmo assim, ele se expõe diante do espelho das letras e surge quase nu de seu sentimento, transparente, mas não todo exposto, como defendem os versos do livro citado (p. 39): “Escrever é se despir/ (si próprio e o sentimento)/ daquilo que há no âmago (...) que se expõem ao grafar.” Tudo vai muito bem, mas quando ele introduz a palavra “âmago,” carregada de ambiguidade, veste-se de novo em seu manto opaco, pois “âmago” oculta, indecifra qualquer sentimento,…

Sons de Melancolia - David Henrique

Ouço melodias
Que dilatam as paredes tênues
E intocáveis do coração.

Adornam a sensibilidade
Com o aconchego de afinadas notas macias,
Permitindo-se aveludar as conchas auriculares...

Provocando arrepios tão intensos,
Quanto o vendaval mais gelado

Que espirra nos ventres altos,
Desta cinza madrugada.
David Henrique N. de Lima

Poema - Marise Paxecu

1.1.5   NATUREZA NÃO É SÓ
FLORZINHA, GRAMA AMERICANA, MAMÃO
É TAMBÉM TSUNAME, VENENO, VULCÃO
Que BEIJA, ACARICIA, PERFUMA
ARRANHA, MATA, espeta
Ataca e morde na mão,
Quando não mata de prontidão.
1.1.6  nem por isso deixa de cê bão!
Marise Paxecu do livro Depois do Último

O sexo das letras - Roberto de Queiroz

Acasalam-se as letras em formação vocabular, amamentando-se em tetas e recomeçando a acasalar. Letras juntam-se a letras para uma babel vocalizar; letras tortas e não-tortas, tendendo-se a entortar. Vogais, adúlteras letras, traem suas consoantes nesse rude lapidar, em diferentessyllablesfortes, pretensão não-invulgar. Coisa louca, coisa perfeita, gesto maior, palavra feita, letra engolindo letra, coisa medonha refeita; paroxítono, o vocábuloeita?
Roberto de Queiroz Fonte: http://poesiavivadeipojuca.blogspot.com.br


Tempo - Flávia Borges

Vou me entregar aos ventos,
ventos do tempo que não sabe existir.
Ao horizonte aflorado,
quer me receber em seus braços
abraços de aconchego,
leveza e cuidado..
Vou me entregar aos átomos,
os que formam a mim,
formam cada partícula do tempo,
o tempo que não quer existir..
Vou me entregar as minhas células,
vivas,em chamas,
trabalhando a todo segundo,
segundos do tempo,
que se escondem em mim..

Flávia Borges

NOVAS CANTIGAS PRAIANAS

GANHE UM LIVRO

Quer ganhar um livro? (do catálogo Ed. Costelas Felinas) basta enviar um poema seu para o Cardápio Poético e pronto! seu nome já está concorrendo ATENÇÃO: NÃO É VOTAÇÃO -  É SORTEIO!! -  envie o poema por e-mail (poesia visual também vale)  cacbvv@gmail.com
e pronto já estará concorrendo - O sorteio ocorrerá na reunião do Clube de Poetas do Litoral no final de agosto. PARTICIPE - DIVULGUE - FAÇA ACONTECER

Na Presença de Maria - Jeanette Maria

SIMENON, HAMMETT DE BOMBACHA E MATE

W. J. Solha

O nome do homem – vê-se que descende de alemães – é Nelson Hoffman, de Roque Gonzales, Rio Grande do Sul, o advogado, contabilista, que criou um personagem excepcional, o advogado, contabilista, Dr. João Roque Landblut – vê-se que descende de alemães -, espécie de Holmes e Maigret amador, de Três Martírios, Rio Grande do Sul. Esse Landblut, já bastante conhecido por casos anteriores – tendo sido o principal O Homem e o Bar (romance de 1994) -, fatalmente se tornará famoso, agora, com A Mulher do Neves – coedição Ledix e Editora da URI, 2013.
Melhor do que Landblut, no entanto, se isso é possível, é a figura do título – mulher do Neves – a escultural, riquíssima, generosa e enigmática vítima de um crime que acaba de acontecer quando o relato começa... e que vai sendo construída aos poucos pela investigação solicitada pelo viúvo, que é o maior cliente do escritório do investigador bissexto e ... o maior suspeito do crime.

Desejos - Deise Torres

Olhares se cruzaram
         Sorrisos se encontraram
            Mãos se afagaram
           Perguntas simularam
           Respostas ensaiaram.
           Encontro marcaram
           Bocas se beijaram
           Corpos se amaram...
                 Perguntas?
                 Respostas?
              Já eram inúteis...
               E se calaram...
Deise Torres

poemas - icê dias

pele
traje da alma

planeta terra
quebracabeça de pedra

lágrima
a natureza aguaça em teu olhar

vida
embalagem da morte

noite
babydol do dia

dor
arde a sensação de perda

natureza morta II
arame farpado como fronteira

icê dias
do livro renda fria

Manada - Valdeck de Jesus

O zumbido de sempre Pra sempre Não há mais lugar na cova Mas todos querem entrar De capacete, mãos no volante Olhos vidrados Não ouvem o ‘bom dia’ O trânsito para Mas eles prosseguem Surdos, cegos, fingidos Nada os detém Nem mesmo o Engarrafamento Mais um morto Amém!
Valdeck de Jesus
11 de abril de 2013

POEMA DA PRECISÃO - Leonardo Só

Preciso arder-me nas chamas dos meus sonhos Para escapar desse universo agônico E atravessar as portas do dia Pulverizadas pelo fogo atômico.
Preciso erguer um brinde à irreverência E ao vinho espúrio desses velhos odres. Saber passar da forma para a essência E jogar fora meus versos de sementes podres.
Quero rolar de abismo para abismo, Beber a borra amarga do ostracismo E domar o enigma e seus velozes potros.
Preciso estar no tempo e fora dele Mudar de roupa ou trocar de pele
Sair de mim para viver nos outros. 
Leonardo Só

ALAMEDA DE AMIGOS MORTOS - Emanuel Medeiros Vieira

Alameda de amigos mortos: chamam-me para navegar no barco das parcas. manhã com cheiro de maresia, flor retorcida do cerrado, morangos na cesta. e tudo continuará. outro café, outro domingo, outro menino, e todo vento da memória já passou.
alameda de amigos mortos: nauta, navio encalhado, casco, gosto de sal, gaivota, porto, garrafa ao mar, bilhete.

Manifestação Utópica - Vieira Vivo

Frases desconcertantes rodopiaram sobre a cabeça dos incautos e a ironia transbordou nos ares atingindo a cabeceira dos circunspectos
Intensa zombaria chafurdou aos saltos sobre a consciência lacrimejante dos anacoretas
E em meio à boquiabertos semblantes um refrão emergiu igual a um lamaçal nos dilúvios da periferia
E a plebe com tara, tacapes e tambores urrava, bramia, espumava e repetia:
Ninguém nota que é  uma cela esta vida? Mandantes, mandados, trabalho, condução, casa e comida?
Vieira Vivo do livro Solo Fértil - lançado em 2010

MALVINA - Cris Dakinis

Sem velas pra queimar Cem velas ela acendera Arderam por seu amor Um jovem pescador Que sequer a conheceu Treze flores ressecadas Sete cores desbotadas Malvina construiu um castelo Num nebuloso e etéreo altar Guardou a Lua Negra na noite Até o astro inteiro inchar Para dourar o seu caminho Cantou o vento do Norte Viajando pelos cumulus

Poema - Cláudia Brino

(sem título)

a noite é um olhar em repouso onde minhas mãos sustentam sonhos. toda vez a noite é a impaciência da mariposa presa na luz de minha insônia. e os anjos não condenam meu sonambulismo porque sabem do real pesadelo em que vivo. quando era criança achava
que o espelho era o fôlego de Deus.
Cláudia Brino do livro Mosaico da Insônia

INVERNO TRISTE - Suely Ribella

Hoje me deu saudade
das nossas noites de inverno,
das nossas conversas, 
das provocações mútuas,
das risadas...
do chá que tomávamos...

As noites não são mais as mesmas,
não há mais conversas...
O inverno tomou conta
da minha alma, do meu coração... 
A cada dia 
eu tenho uma saudade diferente... 
Tem sido assim, ultimamente... 

(Se ao menos você viesse
para enxugar estas lágrimas teimosas...) 

Suely Ribella © 

Poema - Glayson Carneiro

(sem título)

É loucura demais Tentar te esquecer Se disso for capaz  Sei que vou enlouquecer.
Prefiro então negar o pensamento sentido pois só de lembrar estou arrependido.
Volto a lembrar o brilho do teu sorriso que me faz delirar alterando o meu juízo.

Coragem - Marcelo Ignácio

Vem como sopro Razão de todo meu desgosto Coragem se toma Coragem se tem Será um começo Um recomeço Pagar um preço Um apreço Versos rasgados Uma carta de amor Cadê coragem Pra te dizer: Te amo Confeso Sou Covarde No amor Marcelo Ignácio

VENTILADOWN - Natan de Alencar

Ventilador. O som. Atenção.
O dia aquieta aos poucos pés e mãos.
Há profundidades que só descobrirei ao final da noite.
Espero antes ver o luar.
Espero apreender mais uma vez o luar.
Uma máquina fotográfica.
Um carregador. O ventila-
dor.

Espero ver o luar.
E aprendê-lo.
E apreendê-lo.
Prendê-lo à fala.
Carnavalizá-lo.
Comer o luar.
Como BIS.
Nas pedras pintá-lo.
Ninguém pinta como eu
Pinto.

in memoriam - Flavio Machado

para Clarice Lispector

as primeiras notícias chegaram por Ferreira Gullar (e o clarão de teu olhar soterrado resistindo ainda)
a morte invadindo a hora tardia das sombras silêncio de pesar dança das marés
clarice flutua brinca de bruxa no vento rosto de nuvens absorvido pela paisagem quadro em movimento
o desejo é facultativo a paixão segundo G H a fúria eterna arranca das entranhas um coração selvagem.

Flavio Machado

COISIFICA-RES - Hilda Curcio

Na tentativa de entender as coisas. Palhaço meus olhos para um lado, o outro — quandoas coisas todas conversam umas com as outras.Palram de mim todasdo meu lado — a madeira com a madeira, o vaso com o vaso, o copo com o copo brindam não sei quê, à lona;a xícara derrama-se qualquer no pires submisso.Dialoga a tristeza com o vazio,o bem com o mal,o amor com a falta de.O que importa não é a madeirao vaso o copo a xícara a tristeza o vazio o bem o mal o amor,mas como as coisas se comportamo que elas representame o espaço que ocupam em minha vida. Só.

FIM DO DIA - Mariana Marins

O azul de Benedict abraça o sol Enfeitado com alguns punhados de algodão Ilumina os meus olhos como um farol E aquece de mansinho o meu coração É tanta beleza ao redor Que eu sei que um dia a gente aprende Aprende a ser melhor Aprende a ser gente O dia se vai e a noite aparece Com seus filhos e amantes a brilhar Desse momento ninguém jamais se esquece Pois sua luz foi feita para guiar Meu coração procura por respostas Mas estas jamais encontrará Contento-me com quaresmeiras formosas Brilhando no azul do mar
Mariana Marins

DESEJOS!! - Heloisa Crocio

Desejei ser  lagrima! Deslizar em teu rosto... Molhar teus labios Entrar em tua boca!
Desejei ser sol! Aquecer teu corpo Como chama, como fogo!
Desejei ser lua! Invadir tua  madrugada E te cobrir de prata.
Desejei ser boca! Sugar tua carne ardente! Te enlouquecer!

Pedras - Valéria R. Florenzano

Eu tive uma amiga de infância a quem eu convidava para todas as festas. Muitas fotos meu pai tirava.
Um dia, comparando fotos de anos seguidos, percebi o uso do mesmo vestido em duas festas de aniversário.
Assim que a encontrei, logo falei: ─ Você repetiu as roupas nas festas em que lhe convidei!
Muitos anos se passaram... Já adultas, trabalhávamos na mesma empresa. Notei que minha amiga de infância Repetia muito as roupas no trabalho.

Outros Sonhos - Suely Ribella

Neste livro, as emoções da autora ditam poemas que refletem a vida em preto e branco, sem deixar de lado o amor e suas cores.

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares.

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os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.              

Trajes Poéticos - TERÇA-RIMA

tipo de poema estrófico constituído por uma série de tercetos onde: o e o versos rimam entre si, a rima do verso fará par com o e o versos da estrofe seguinte, no último terceto é acrescentada uma linha cuja rima se faz com o verso da mesma estrofe.

Ciranda Literária do Destino

Ciclo - Bilá Bernardes

Minha mãe   já foi meu carrasco na infância e adolescência já castigou com chicotes também com ameaças ditadas pela religião e pela sua moral nas quais ela acreditava fariam bem no futuro
Minha mãe  já foi meu amparo quando meus filhos chegaram  Avó cujos netos bebês atraíam  e incomodavam quando cresciam
Hoje, dependente, insegura ainda resiste e impõe desejos mas os cuidados são nossos e, às vezes, o carrasco sou eu
Bilá Bernardes (vote neste poema clicando no nome do autor no rodapé do blog - -  lá embaixo de tudo)

Cromossomos - Cícero Lopes

Como somos? Somos fortes, somos frágeis, altos e baixos. Tenores ou mais sopranos! Cosmos somos! Somos os tais! Universais! E dos quintais provincianos! Somos mundanos! Somos como? Somos vitrais, plurais, irracionais. Uns animais! Talvez, normais em outro plano. Como eu somo? O dantes e o depois. Baião de dois, somado aos bois; resultado insano. Seria Shakespeariano A discussão e a ilusão. A pressão e a revolução. A intenção e a evolução. A ereção e a ovulação. Sem resposta, sem apostas. Somos bosta! Somos portas! Faca que corta. Idéia morta. Somos não! A divisão, a união, a amplidão, a informação, provocação e discussão! Vivenciando a contramão! Somos o olho no olho, do olho digital. Estamos na cena, na arena, na conversa coloquial. Não somos surdos, não somos mudos! Sim, somos curdos! Shiitas do partido doce radical. Traz-me o mangue e o asfalto. Trago o sangue e o fato, o correlato, o artefato, o aborto e o parto! ‘Tamos no salto, cheirando a mato. Não travo a língua nem o olfato e se não me decifras eu…