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Vlamir Belfante - Cidadania e Primavera


Apesar de insistirmos no tema cidadania, com todo apoio da mídia, ainda falta muito para se esclarecer a respeito desse tema, que considero tão importante.
Pasmem senhores, mas já ouvi no ensino formal, ou seja, na escola, professores falando aos seus alunos sobre cidadania e daí, consequentemente argumentando sobre o “ser cidadão” e comentam com a faixa etária característica que para ser cidadão é necessário ter título de eleitor.
Ora, o discurso poderia ser outro, caso o objetivo efetivo daqueles que ensinam fosse realmente conscientizar o sujeito dos seus direitos e deveres para construir ou contribuir com um mundo melhor.
 
 
O simples agir criticamente, no bom sentido, faz do sujeito um pólo de eventual mudança social. O alerta de algo errado como, por exemplo, com o meio ambiente, no que tange ao descarte de material prejudicial ao solo, ao ar ou às águas; com o poder público nos seus diversos segmentos, com a saúde, com o ar que respiramos, com o som estridente daqueles que promovem badernas nos finais de semana, não respeitando os decibéis máximos que a lei impõe quanto ao volume do som, com aqueles que insistem em levar seus cães às praças e calçadas, fazendo sujeira que não é mais aceitável à sociedade, com o cheiro horrível e fuligens de sujeira de chaminés industriais, ainda nos dias de hoje, e outros.
Quando nos deparamos com situações desse tipo ou similares, devemos reagir sim, não para a simples melhoria pessoal, mas de toda uma sociedade que almejamos ser melhorada para nós, nossos filhos e toda a comunidade que nos rodeia.
Um simples grito de alerta a um meio de imprensa local, a uma rádio, aos meios sociais que tem dado abertura nesse sentido, aos representantes políticos, devidamente constituídos, fazem a diferença. Caso não funcione, tente outro meio.
A participação democrática e política, mais que um direito, mostra-se hoje, imperativamente, como um dever. Caso contrário, estaremos contribuindo para o degringolar de nossa vida em todos os sentidos.
Ficou assustado? Em todos os sentidos sim. No próprio Cristianismo, há o pecado por omissão. O que parece estar na moda hoje em dia. Muitos afirmam que não contatam autoridades porque nada fazem. Isso é apenas um pretexto. Você deve desabrochar para a cidadania assim como as flores começam a desabrochar nesse início de primavera.  Que seja bela. Há maneiras e maneiras de se falar com os homens. Talvez você não esteja dando o recado corretamente, ou então, à pessoa certa. Pense nisso. Mas,
EXERÇA SUA CIDADANIA!
Texto elaborado para o Jornal Enfim – SCS. Setembro de 2011.
Vlamir Belfante

prof_vlamir@yahoo.com.br

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