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Concurso Cardápio Poético - MARÇO

A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético.

O concurso é aberto a todos os interessados do Brasil ou do exterior (desde que escritos em língua portuguesa).

NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO - 

INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE FEVEREIRO/2014







maiores informações: cacbvv@gmail.com


COMO FUNCIONA:  
O concurso inicia em  novembro  de 2013 e termina em novembro de 2014 -

SELEÇÃO: 
Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano.
Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL).

PREMIAÇÃO: 


No fim do ano de 2014, já com todos os poetas participantes selecionados, a ed. Costelas Felinas editará a ANTOLOGIA CARDÁPIO POÉTICO e cada poeta selecionado receberá sem custo nenhum 05 exemplares da antologia.


COMO PARTICIPAR:

TEMA E ESTILO: LIVRES
  • cada poeta poderá participar até com 02 poemas
  • o poema deverá ter no máximo 15 linhas/versos - caso contrário será desclassificado.
  • NÃO USAR PSEUDÔNIMO - (somente nome verdadeiro ou literário)
  • deixe seu poema como comentário logo abaixo - inscrição até dia 27/03/2014.
ATENÇÃO: - seu poema só será postado depois de aprovado. Confira sua participação olhando mais tarde seu poema no comentário. 

RESULTADO DO MÊS DE MARÇO

AUTORES ESCOLHIDOS:
LEANDRO ANDREO - POEMA: RECONHECIMENTO
J.R. LIMA - POEMA: SIN SON, SIN RISA

Aos autores selecionados entrar em contato via e-mail cacbvv@gmail.com

Comentários

Formas de amor e amar

Existem várias formas de amor
Existem várias maneiras de amar
Cada qual do seu jeito
Cada qual no seu tempo
Cada qual no seu espaço
Existem várias formas de amor
Umas ficam no pensamento
Outras apenas na intenção
E tantas outras na realidade
Existem várias formas de amar
Todas elas são bem-vindas
E devem ser absorvidas
Para que a vida se torne mais forte
Para que a vida tenha mais vida
Com todas formas e maneiras de amor

Sil Crusco
Formas de amor e amar

Existem várias formas de amor
Existem várias maneiras de amar
Cada qual do seu jeito
Cada qual no seu tempo
Cada qual no seu espaço
Existem várias formas de amor
Umas ficam no pensamento
Outras apenas na intenção
E tantas outras na realidade
Existem várias formas de amar
Todas elas são bem-vindas
E devem ser absorvidas
Para que a vida se torne mais forte
Para que a vida tenha mais vida
Com todas formas e maneiras de amor

Silvia Crusco
Por uma janela

Por uma janela eu vejo o tempo
Por uma janela entra o vento
Por uma janela vejo o momento
Por uma janela sai meu sentimento
Por uma janela vem a vida
Por uma janela vai a certeza
Por uma janela que abre e fecha
Por uma janela que fecha e abre
Vão-se os anos

Silvia Crusco
Anônimo disse…
O amor invadiu os lábios
a pele, o cabelo, o sexo.
Deixou rastros e aromas
na pelos cantos do corpo.

O amor esculpiu os sonhos
e as despedidas.
O amor desenhou entre os lençois
o cio de toda fantasia.

O amor durou pouco,
mas deixou registrado
um diário de lembranças.

Marcela DuArte - Paraíba
Ampulheta de Proust * antonio Cabral Filho - RJ

Não quero saber
do tempo perdido
nem do tempo fruído.

Não vou ficar
esperando

nem Godot
nem Godard.

Meu negócio é a ampulheta
empulhando o tempo
nos bolsos de Marcel Proust.

edweinels disse…
FEROZ MADRUGADA

Velozes, as luzes
povoam de cruzes
a beira da estrada.

(Edweine Loureiro – Saitama/ Japão)
POEMA DE CLAUDIO GOMES - enviado por e-mail
*************

Para sempre

Fiquei calado.
Deixando o momento passar.
Poderia até me ajoelhar.
E te elogiar de uma forma retrô.
Falando sobre o verbo amar.
Ficar junto a ti quando o sol se pôr.
Para ver o entardecer em seguida.
E talvez por sorte eu tenha um outro momento.
Com azo te chamarei de querida.
E que se perpetue até o fim de minha vida.

Claudio Gomes
Nego Panda disse…
"Higlander Poético"
Minhas palavras, não são doces como o mel
Nem tão pouco possuem o amargo do fel
Acaso sou errado,
Que venha em mim a mão do carrasco
E que revele a fonte dos meus erros
O mais sábio não,
Eu não sou aquele que almeja tal tributo
Nem na desgraça dos outros
Gozar meu triunfo
Pra muitos, sou um insulto
Na história serei mais um vulto
E ao final dos meus dias
Saberei que imortalizei meu nome
Pois como muitos sou poeta 
E guerreiro da periferia .
Nego Panda disse…
Abc Poético

Atenção Bandalheira Corrupção
Deputados Espertos Farsantes
Governam Humildes,
Improdutivos Jamais Lutam
Melhorias Nenhuma
Observo
Periferia Querendo Recurso
Sofrendo
Trambiqueiros
Único Veredito Xadres
Zombaram.
A viagem do Clip


Era tarde, era Maria
Noite fria como Titanic
Frio, navio, na alma predadora
...alma humana de respostas
escrotas.
Cadeira que foi alvo de cismo,
Abismo morango no dissabor de minha
Loucura!
Perdido neste oceano de vícios
Busco o meu próprio nariz
Nessa pérfida nuvem de
Zeus!

Ari Mascarenhas
POEMA ENVIADO POR E-MAIL - de
Michelle Hernandes

******

borboletas
esquizofrênicas
precisam ser presas
depressa
ao papel ou
esvaem-se no tempo
perdem-se no espaço
caem na sarjeta
bêbadas
insones
apócrifas
de si mesmas
indigentes indigestas
confusas aliterações
sem reiterações
borboletas sibilantes
sussurram sufocantes
no peito de poetas
fibrilantes êxtases
exultantes jorros
pulsantes desejos
desvanecem
quiromaníacas

Michelle Hernandes
http://gentedepalavra.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Revista-Gente-de-Palavra-2.pdf
Daniela Novais disse…
...da poesia silenciosa...
...hoje decidi que,
pra não fazer silêncio,
ia fazer rascunho da minha vida
em poemas surdos,
na falta de te sussurar beijos
que sigam do leito da língua
ao pé do ouvido...

[Dànskï Lutrida]
Daniela Novais disse…
...espiral...
...cansada de andar em círculos,

foi andando em linha reta,

buscando curvas no caminho...

[Dànskï Lutrida]
Invasão de corpo e alma

Muitas vezes me pego a refletir
Como que a preguiça vem de mansinho
Invade nossa alma em nosso ninho
Querendo aos poucos nos destruir.

Então me acovardo e quero parar
O meu corpo padece, geme de dor.
Sendo que antes era, trabalhador.
Hoje em uma rede, eu quero ficar.

Sinto que é a falta de ocupação
Esmorece o corpo, desiludido.
Acontece aqui, e em toda nação.

Precisamos vencê-la para viver
Ser pessoa feliz e realizada
Para o mundo inteiro seguir você.

Aurineide Alencar
Vida e luta

Eu não sei definir qual o valor
Que se pode ter com tanto labor
Apenas obedeço, sigo em frente.
Algum dia triste, outro contente!

Trabalhar com saúde traz alegria
Nunca sinto canseira ao findar o dia
E volto para casa ainda feliz
Acreditando que Deus será meu juiz!

Vou levando a vida, em grande luta.
Cumprindo o destino, então reservado.
Esperar por melhora é uma disputa!

Neste mundo de hoje que o humano
Só busca o poder mais elevado
Chego a concluir que tudo é engano!

Aurineide Alencar
André Foltran disse…
* TODOS OS SANTOS *

Entre rifles, calado,
traduzo runas futuras.
(Os corvos anunciaram
jogos viscerais americanos!)

Lembra gostos mortos
— vermute, vagina —

desterrar debilmente
grossos cabelos brancos...

[André Foltran]
André Foltran disse…
* A UM PASSARINHO *

Volta passarinho,
pro meu botequim.
Volta, volta, volta:
volta para mim!
Inda levo a marca
mesma de Caim.
Não, não sou poeta
nem falo latim...
mas per omnia saecula
— até os confins —
beberei poesia
em copos de gim.

[André Foltran]
Zenaide Abati disse…
TENTAÇÃO

Estou feliz e amada
Que mais posso querer
Nesse frio da madrugada
Ou enquanto o sol nascer?
Sou feliz e bem amada
E porque tanta aflição
Nesta longa madrugada
Tu és minha tentação.
Zenaide Abati disse…
Triste
Um poema não é triste
Posto que verte um sorriso ou mesmo uma inspiração.
Para a música vazia
Vira letra. Um poema não é triste:
Triste é o poeta!
Aforismo Valquiria Imperiano

Como dizer em poucas linhas
Coisas que falem da vida
Se a vida , ela , é tão rica?
Preciso de um dicionário
Para sintetizar 60 anos de vida
Em 15 linhas bem ditas!
Vasculho nos meus guardados
Lições escondidas no passado
Me vem então aforismos
Que até parecem banais
Finalizo então dizendo:
Se quiser faça o que eu digo,
Mas escute a prudência:
Cuidado com o quê dá na telha
Pois pode quebrar e virar caco
POEMA ENVIADO POR E-MAIL
***************

O POETA E O OPERÁRIO
Luiz Otávio Oliani

A Maiakóvski

o que difere
o poeta do operário?

na maquinaria
o trabalho braçal
dá lugar à escolha
de substantivos
verbos
metáforas

se um carrega cimento
terra areia
o outro esculpe o ser
talha a essência

se um usa espaçador de piso
espátula roldana
o outro opera em silêncio
na construção do poema

Luiz Otávio Oliani
POEMA ENVIADO POR E-MAIL
*********************

RESGATE
Luiz Otávio Oliani

como posso resgatar
o que não existe em mim ?
ao beijar a solidão
eu me dispo por inteiro
da escória que é o homem
na inútil tentativa
de ser Deus por um minuto

Luiz Otávio Oliani
POEMA ENVIADO POR E-MAIL DE Marcelo Ignácio
**************

Vida depois do carnaval

As feiras voltam
Os garis voltam
Os alunos voltam
Tudo retorna ao normal

Depois do carnaval
Não sabia que existia!
Vida depois do carnaval?
Para onde foi a alegria?

O trânsito voltou
Acabou a magia
E nada mudou
Que pena o carnaval acabou!!!

Marcelo Ignácio
POEMA ENVIADO POR E-MAIL DE
Marcelo Ignácio
*****************

Ucrânia

Guerra sem vencedores
Fadados a derrota
Cruel, estúpida e covarde
Ditadores sanguinarios e seus escarnios

Corpos são lixos
Pedaços e restos de carnes
Pai mata filho
Filho mata

Deus, Jesus
Pare com isso
O criador
Destrua á criatura

Tão perfeita
Tão impura
Agora agoniza
Sua morte

Marcelo Ignácio
Anônimo disse…
prosaicos



Monet está na sala com sua mulher e filho
reprodução barata enfeitando a sala recentemente pintada

a manhã move as cortinas
permitindo que a luz entre
a vida segue o ritmo ditado pela alternância
claro e escuro


Flávio Machado
IGREJA DO GURIRI disse…
(em meia folha de caderno com estrelas desenhadas a caneta – manuscrito/10-07-87)






as luzes e os homens
dançam em ritmo frenético
na multidão
a música da vida inteira
lembrança viva

estrelas iluminam os girassóis noturnos
alma cigana
entregar o sorriso
peito aberto
verso reto

encontrar na estrada
alma gêmea
luas de prata
e um rosto esculpido nas rochas.

Flávio Machado
IGREJA DO GURIRI disse…
(em meia folha de caderno com estrelas desenhadas a caneta – manuscrito/10-07-87)






as luzes e os homens
dançam em ritmo frenético
na multidão
a música da vida inteira
lembrança viva

estrelas iluminam os girassóis noturnos
alma cigana
entregar o sorriso
peito aberto
verso reto

encontrar na estrada
alma gêmea
luas de prata
e um rosto esculpido nas rochas.

Flávio Machado
sidcleinagasawa disse…
LIVRO

Em cada folha um poema
Na árvore um livro
Na sombra me livro.
sidcleinagasawa disse…
COMO SOU?

Como fogo
Queimo a língua
Constantemente
Anônimo disse…
Quebranto

Seus olho, os olhos meus...
Renderam-se em alumbramentos
num átimo, corrente de vento,
com sabor de azul piscina e o cheiro de pores-do-sol.
Mas veio o ciúme, o quebranto
mau-olhado nos olhos meus
e o azul brando do vento
virou vermelho descontentamento
em meus olhos, nos olhos seus...
E o gosto insalubre do pranto
rolando num pós encanto num fastio-inanição
cobriu de breu, no meu peito,
os meus olhos, os olhos seus...
...e os olhos do meu coração!


Francisco Ferreira
Perpétua Amorim disse…
A Lenda das Libélulas Azuis

Rasgou meus poemas, verso por verso
Destruiu as rimas
Palavras inteiras ficaram ao léu
O amor declarado saiu do papel

Eu, poeta
Chorei em sonetos
As lágrimas caíam
Uma a uma criando um anel
Onde prendia a alma da poesia
E, nesse circulo aprisionadas
As rimas e os versos se transformavam
Em Libélulas azuis.
Perpétua Amorim disse…
Permuta

Meu olhar de poeta
Tange estrelas
Na pastagem azul do infinito
Enquanto,
A lua vigia o gato
Que espreguiça sonolento
Ao meu lado.
ROBINSON SILVA ALVES disse…

MISTÉRIO
MOÇA COMO TE QUERO
MAS NINGUÉM PODE SABER

PAIXÃO PROIBIDA
DIFICIL DE RESOLVER

MOÇA COMO TE AMO
MAS NÃO POSSO FALAR

DOCE PECADO
ESTE MEU AMAR

TENS O PERFUME
DA MAIS BELA FLOR
PREFIRO A MORTE
A NÃO TER SEU AMOR

TEU NOME MISTÉRIO
DOCE ILUSÃO
DONA DOS MEUS SONHOS
DO MEU CORAÇÃO.



ROBINSON SILVA ALVES disse…
ROBINSON SILVA ALVES

MUDANÇA

PARA MUDAR MIL VIDAS
ESTRADAS INCERTAS
É PRECISO SEMEAR SONHOS
POETIZAR O MUNDO
SER POETA.
Derradeiro disse…

De olhos extenuados debruçados sobre o existir,
Observo! A noite dança serena no céu.
Demasiado longa demonstra-se a célebre festa,
Atenta aos seus voluptuosos convidados,
Que dançam sedutores salientando um invisível véu.

Pertenço a um tempo inventado,
Onde as horas são teorias,
Onde cada respirar possui uma ressonância,
E dissonante é o existir apressado, desesperado...

Por fim entrego-me ao consumir,
A fim de, graciosamente, partir,
Pois como me dissera o sábio,
Com sua voz de saudade pressentida,
- Viver e no fim deixar-se dar ao mundo, é a mais bela forma de pertencê-lo.

Tairine Oliveira
POEMA ENVIADO POR E-MAIL
*******************

CONCAVO E CONVEXO
Maria Luiza de Paiva Diniz

Adoro as pessoas que se vestem
de acordo consigo mesmas
e chocam as pessoas
padronizadas.

Olha-se a volta, e o que se vê?
Milhares de espelhos côncavos
a repetir reflexos...
caras e bocas,
modas e modos
que não formam
deformam
a beleza original

assim dilui-se a essência,
a forma pura de cada ser.

Só os desconexos,
São espelhos convexos
Reflexos da alma irrepetida
a repetir infinitamente
a multiplicidade
o milagre da vida!
POEMA ENVIADO POR E-MAIL
**********************

MÁSCARAS

Maria Luiza de Paiva Diniz

Revela os teus mistérios...
os casos sérios
que fazem parte
da história da tua vida
foi a vitória sobre a tua lida
que te fez assim...

Revela o insondável
que morto e insepulto
lateja no umbral
da alma que demonstras,
assombra a tua vida,
te mantém em pânico,
perdida em ti mesma
numa insana busca
do real motivo
quando só bastava
morrer num mergulho
ao fundo do teu poço
que é onde estás vivo!
geraldo trombin disse…
DO DIA PRA NOITE

Amanheço pólen,
Entardeço flor,
Anoiteço vaga-lume.

(geraldo trombin)
geraldo trombin disse…
TINTA INDISTINTA

Sou como tinta,
Se a lata ficar aberta,
Resseco, endureço,
Nada mais pinta!

(geraldo trombin)
J.R. Lima disse…
Intimidade

de um lado, a lua cheia
do outro, o sol poente
ali, a vida alheia
aqui, é só a gente

outros não verão
o outono-inverno
que nos primavera

(J.R. Lima)
J.R. Lima disse…
sin son, sin risa


às vezes falas tão pouco
e dizes tão muito

e eu, um tanto de louco
(e nada de sábio)

só busco um sorriso fortuito
destes teus monossilábios

(J.R. Lima)
Ruth Hellmann disse…
TAPERAS

Esquecidas, fulguram as taperas,
nas sombras das árvores veneradas,
que dividem espaços com as heras,
outrora de plantações abastadas.

Feitas e habitadas, nas primaveras
das épocas distantes, já passadas,
por gente que viveu as doces eras,
onde restaram lendas encantadas.

São as marcas de alguém que ali viveu
trabalhou e deste mundo partiu,
deixando para quem sobreviveu...

lembranças das alegrias e belezas,
onde a família sempre se reuniu...
Sobraram as saudades e tristezas.
Autora: Ruth Hellmann
Ruth Hellmann disse…
Hoje

Amanheceu,
Tempo chuvoso,
Frio gostoso.
Inverno, metade do ano,
Domingo silencioso.
Pássaros cantando,
Borboletas revoando,
Perfumes de flores no ar.
Hoje é domingo,
Dia para descansar,
Estar com a família e os amigos,
Almoçar mais devagar,
Curtir as coisas boas e bonitas,
Músicas, filmes, conversas...

Ruth Hellmann
Renan Tempest disse…
Desencanto

Outrora sonhei um mundo inefável,
De sorrisos, flores, sonhos e amores
Onde fossem efêmeras as dores
E a alegria pra sempre perdurável...

E que eu ainda o sonhe é inegável,
Embora nele já não haja cores
E ora estejam murchas todas as flores
Num vale de escuridão infindável.

Por que é tão difícil de sonhar
Um lugar de harmonia e bem estar,
Onde o coração valha mais que tudo?

Ah, é simples: o egoísmo e a vaidade
Subjugaram a nossa sociedade;
E o Amor — em silêncio — tornou-se mudo!

Renan Tempest
Renan Tempest disse…
Medos e Remorsos

Sofrendo pelo medo de sofrer,
Entre angústias e dúvidas eu vivo.
E tais aflições das quais sou cativo
Perfazem-me não mais querer viver.

Pelo simples temor de algo não ter,
Quanto remorso que na alma cultivo!
Quantas lembranças lâmures revivo,
A cada dia e a cada hora em meu ser!

São tantos ecos em meu coração!
E que jamais se vão da escuridão
Dos meus sonhos mais gélidos e amargos...

Pudesse a vida dar-me o esquecimento
De todas as verdades que lamento,
Tornando as dores dúlcidos afagos...

Renan Tempest
Naldo Sampaio disse…
A DOR

Caiu...
Cara esfolada
Calça rasgada
Pele arranhada
Mas dor não sentiu
Apenas ouviu
As gargalhadas...

Ednaldo Sampaio
AMOR INQUIETO

Sobre o teu encanto, canto
Mas não me espanto com teu gosto amargo
Visto-me com o santo manto
Que me esconde tanto dessa dor que alastro

E se de ti me afasto, passo
Que a faço crer que meu amor não tem
Joga então teu laço, eu peço
Mas não confesso, que sofro bem

E quando soluçar, devagar
Não quero estar longe, nem perto
De certo que quero estar a cantar
Para enfim acalmar esse amor tão inquieto.

Dênis de Brito
Naldo Sampaio disse…
A DOR

Caiu...
Cara esfolada
Calça rasgada
Pele arranhada
Mas dor não sentiu
Apenas ouviu
As gargalhadas...

Ednaldo Sampaio
SIMPLES POESIA

Poesia é descrever a vida numa única palavra
Pode ser escrita ou pode ser cantada
É mulher bonita e perfumada
É sentir o cheiro de terra molhada

Poesia é boemia
Daquelas de amanhecer o dia
É choro, riso, emoção
É festejar na folia

Poesia é a pintura do poeta
E o poeta
Com o pincel na mão
É simples poesia.

Dênis de Brito
Osana disse…
Dezoitos anos
Cada ano que passa.
Cada ano de vida.
É um presente que Deus dá para os sonhadores.
Aos dezoitos a vida não é mais a mesma.
Toda a ingenuidade já se foi.
Todos os desejos estão presentes.
Cerveja,
Sexo,
Mulheres,
Cigarros.
Estas são as cobiças.
Um jovem com dezoito anos quer mais.
Ele gosta de ir além das pernas.
Regras não existem.
Todos os sinais estão abertos.
A barba está feita,
E a vida,
A vida está só começando.

Osana Rocha
Osana disse…
Tudo parou no tempo

As ferrugens fixaram-se no relógio
E devoraram as horas
E sem horas não se pode contar o tempo.
O tempo deixou de existir
E tudo parou no tempo.

As coisas pararam subitamente,
O arco-íris não desapareceu do céu,
Os carros ficaram no mesmo lugar,
As avenidas repletas de pessoas silenciaram-se.

E os beijos?
Os beijos eternizaram-se.
E sem existir o tempo,
Apenas os poetas estão vivos.

Osana Rocha
Joaquim Semeano disse…
A CHUVA

No desfiladeiro
da tua chuva escura
É que eu me perco.
Mulher
de olhos de cereja
em descanso
na minha planura.

Joaquim Semeano
Joaquim Semeano disse…
A EMOÇÃO

Bela coisa é a emoção,
esse rio que nos corre as veias
e nasce e morre no coração.
Enquanto isso percorre o mundo
fugindo às ideias
em lugar bem mais profundo.


Joaquim Semeano
Filhos

Está ali pequenina
Aquela menina
Brilhando como o Raio de Sol,
Moa vem sorrindo
O tempo para
Os pais se transportam.

Os filhos modificam
A gente...
A maturidade se instala
Num estalo a gente fala
Coisas que não imaginava...

Na hora certa a gente cala
E só fica sentindo
Como o amor vem surgindo
Sendo pais, sendo filhos.


Marcelo de Oliveira Souza
Sexta Feira 13


A Sexta feira do terror
Dia treze é um horror!
Um gato preto na frente
Não atravesse minha gente!
Uma escada não faz bem
Embaixo, se for passar...
Um medo que me dá...
O dia a dia está a caminhar
Da sexta quero gostar
Um final de semana vai iniciar,
Mas da décimaterceira
Quero p u l a r !
O dia do estranho
Está no ar, quem vai se aventurar?


Marcelo de Oliveira Souza
Magoga disse…
Verborragia

A mente contaminada
Combate a ideologia invasora
Processa doentia, na pressa
Feito sangria desatada
E pustulenta, inflamada
Expele
Palavras à revelia.
Magoga disse…
Negação

Não é por sua tez caramelo-acanelada
Nem por sua sedosa e iluminada cútis
Não é por suas tranças de cavalgadura
Ou por sua plástica simetricamente moldada
Não por seus lábios acamurçados
Não por seus olhos espevitados a transbordarem vida
Nem por seu ventre liso que pretende abrigar vida
Não pela maciez dos pêlos
Não pela embriaguês do cheiro
Nem pela bruteza do toque de seu grelo
Ou pelo feitiço do balançar de suas nádegas
Do requebrar de suas ancas
Não é por nada, sequer mesmo por sua existência
Que preenche minhas lembranças
Senão pela multiplicidade de sua ausência.
Magoga disse…
Muito perto

Engano-me dia e noite
Finjo não ver o óbvio:
Apenas iscas de piedade.
Fabrico licor ao destilar seu ópio
Refino-o em meu fígado doente
E sinto o fim próximo
Brinco de não ser amado em seu jogo de ser adorada
Por migalhas sou alimentado.
Finjo ser mais esperto e não me dói em nada
Finjo estar no controle e brinco em seu fogo
No queimar da madrugada
Quase posso tocá-la
Perigosamente, de você, chego perto
Muito perto...
Adriana Scherner disse…
Deve haver um lugar onde a poesia está no ar.
Onde meninos não dormem nas ruas.
Eles voltam sempre para o aconchego do seu lar.
Não é possível ver crianças comendo restos de lixo pelas ruas.
Não é possível isso acontecer com as crianças.
Alguém passa por mim e me diz simplesmente:
Não quero ver, não quero saber, porque nada posso fazer.
Mas o que é isso cidadão? Pense no seu irmão e, por favor, não lhe negue o pão.
Pão sagrado, de todo dia. Não devemos procurar culpados, apenas não lhe negue: calor, amor, respeito.
Não posso mais suportar que meninos sem lar, sintam frio, sede, medo,
Sem ninguém para lhes abraçar.
Não posso mais suportar que em noite fria e chuvosa eles nada têm, a não ser Rezar.
Mas um dia, um menino irá crescer E ele nunca vai esquecer
Daquele que lhe negou o pão, nem daquele que lhe estendeu a mão.


Adriana Scherner
J L Silva disse…
A saudade deita seu corpo

Na manhã que te levou
Na tarde que não se cala
No beijo que não te esquece
No abraço que ainda aquece
Na noite que te esperou
Na cama onde agora dorme o frio
Na tua ausência doída
Num quarto vago e vazio
A saudade deita seu corpo
Junto ao teu corpo macio
J L Silva disse…
Aquela estrela

Hoje não tenho versos pra te dar
Mas, há a noite...
E há o céu dentro da noite
E a noite ao redor de tudo
E aquela estrela... aquela...
Que mesmo estando distante
Que mesmo sendo errante
Que mesmo sendo mutante
Que mesmo estando cadente
Brilha seus olhinhos de gueixa para mim

J L Silva
chris.ritchie@superig.com.br disse…
PAZ NO MAPA

Vou morar na Tasmânia,
Brincar com demônios,
Comer quiuí.

Colher inspiração divina
Boiando n’água cristalina
Entre tubarões.

E as 500 mil pessoas
Em Hobart, ali à toa,
Nada dirão.

Um dia após o outro,
Caminhando quilômetros
Soltos ao sol.

A felicidade é ilha semi-
deserta ao sul do -múndi,
a leste do mal.
chris ritchie disse…
PAZ NO MAPA

Vou morar na Tasmânia,
Brincar com demônios,
Comer quiuí.

Colher inspiração divina
Boiando n’água cristalina
Entre tubarões.

E as 500 mil pessoas
Em Hobart, ali à toa,
Nada dirão.

Um dia após o outro,
Caminhando quilômetros
Soltos ao sol.

A felicidade é ilha semi-
deserta ao sul do -múndi,
a leste do mal.
chris ritchie disse…
PAZ NO MAPA

Vou morar na Tasmânia,
Brincar com demônios,
Comer quiuí.

Colher inspiração divina
Boiando n’água cristalina
Entre tubarões.

E as 500 mil pessoas
Em Hobart, ali à toa,
Nada dirão.

Um dia após o outro,
Caminhando quilômetros
Soltos ao sol.

A felicidade é ilha semi-
deserta ao sul do -múndi,
a leste do mal.
MAURAUM disse…
FRAGMENTO
Cleiton Maggio

Existem palavras que podem ser ditas
Existem outras; malditas.
Existem palavras que trazem alegria
Existe também a poesia
Existe a palavra; escrita, falada
Mais nada.

CLEITON MAGO disse…
FRAGMENTO
Cleiton Maggio

Existem palavras que podem ser ditas
Existem outras; malditas.
Existem palavras que trazem alegria
Existe também a poesia
Existe a palavra; escrita, falada
Mais nada.
CLEITON MAGO disse…
FRAGMENTO

Cleiton Maggio

Existem palavras que podem ser ditas
Existem outras; malditas.
Existem palavras que trazem alegria
Existe também a poesia
Existe a palavra; escrita, falada
Mais nada.
Duanne Ribeiro disse…
"um poema do tédio"

na aula sobre Pascal:

o ruído dos grilos
me interessa mais
que o amor de deus.

caem esperanças em mim.
esses insetinhos verdes, vindos cá de fora,
que eu não mato por conta do nome.

http://odiscursosemmetodo.wordpress.com/2013/11/09/um-poema-do-tedio/
Heliamar Corrêa disse…
ONTEM

Ontem vi a chuva que desaguava em espumas
levando o lixo, a areia da calçada.
Ontem eu vi a chuva que estalava raios, me lembrava
a infância, me lembrava o cheiro dos bolinhos que minha mãe fritava.
Ontem vi a chuva que me trouxe o cheiro da mata, o cheiro do passado que desaguava em lágrimas que foram
levadas pelo tempo. Quando? Não me lembro.
Ontem eu vi a chuva.
Josué jô disse…
Seja Minha

Josué da Silva Brito

Seja teu corpo meu
Teu beijo meu
Seja tua alma luz
Sejamos nós
Num amar eterno
Afagar paralelo

Seja meu urbe
Seja minha deusa
Seja minha lua
Seja minha

Seja de quem te ama
E que a faça amar,
De quem te escreve,
Por ti padece
E respira seu doce ar
De puros encantos

Seja feliz,
Feliz ao meu lado
Mim felicita, quando cansado,
E reconforta-me em seus braços
Seja minha
De quem te precisa
Seja eu, apenas seu.
E você para sempre minha.
PETRONILHA ALICE ALMEIDA MEIRELLES

Tempo, tempo...

Estações do ano são cheias de graças
Na primavera as árvores ficam noivas
Os girassóis são os carroceis dos insetos
As flores potes de mel.

Verão o sol borda com seus raios
Castelos quentes nas areias
A terra solta um bafo quente
Que aquece o cálice do amor.

Outono tecido de brisa fresca
As folhas se desprendem lentamente
Como borboletas cobrem o chão.

Inverno árvores esqueléticas
Entristecem a aquarela
Dos tempos antes multicores.



Anônimo disse…
O CANTO DO TEMPO

Elias Antunes

De que adianta o sonho
de cavalo-marinho
se há os limites do vidro
no aquário?

Toda fuga verdadeira se
inscreve nos gritos
da manhã.

Há anos esperando a canção proletária
subir dos músculos das
lavadeiras, das mãos dos
cortadores de cana,
das enxadas carpindo o dia.



Anônimo disse…
XADREZ

Elias Antunes


– Quando o cérebro
trabalha como um
cavalo, para reis e rainhas
de um reino-tabuleiro.

– Quando o alforje
está vazio e os
passos são saltos
no claro-escuro da vida.

– Quando o movimento
das mãos e das pedras
não passa de um arremedo.

– Quando o “sol nasce quadrado”
e não resta um
cavalo para a fuga.
Anônimo disse…
vida
vida boa vida bela
vivo muito gosto dela
Moacir Araldi disse…
Labirinto.
Tirou do violão, talvez a última nota.
A voz não respondeu.
Mudo, apoiou o rosto no próprio instrumento.
O fogo ainda o aquecia. A fumaça aumentava
Preenchendo cada vazio da poesia da sua vida.
O pensamento mal cavalgava lembranças
De um alfabeto extinto.
Percebeu a complexidade do labirinto.
Apenas vestígios de carvão.
Nada mais das chamas galopantes.
De costas deitou-se no chão.
Cobriu o rosto com o próprio chapéu,
De qualquer forma não viria o céu,
O eterno dissolveu-se em cinza em breves instantes.
Moacir Luís Araldi

Anônimo disse…
Pétalas de mim

Às vezes parece até que não sou eu:
Este corpo que anda,
Esta alma que chama,
Esta dor que reclama,
Este peito que ama.
Pétalas de mim perdidas em mim...
Mas, percebo-me quando:
Amanheço sem riso,
Meu olhar sem seu brilho,
Um sorriso esquisito,
Na face um delírio.
Pétalas de mim que se vão com os dias.
Pétalas de mim que amanhecem sombrias.
Pétalas de mim esvoaçantes ao vento.
Eis uma pétala escrita de mim. Aqui.

Elâine Fernandes
elcio campos disse…
Os sem porquês do amor

O Amor está além dos dicionários e manuais;
É a fuga das convenções.
Quando sincero gera gente meio cega, meio pensante e toda pulso.
Qualifica o pior dos seres, reservando um sopro dos céus em almas de vidro.
O único jogo em que se ganha perdendo é este,
Tabuleiro de artimanhas próprias e personalizadas.
Vírus sóbrio alado acima das imunidades
Que faz do forte menino e do fraco um gigante.
Eu te amo sem interrogações, exclamações, traduções ou pausas.
Apenas te amo e ponto.



Elicio Santos.
Samira Costa disse…
"Eu espero a reviravolta
Do mar zangado e sedento
Porque será acalantado
A voz suave que virá
Sentida no vento
Que gesto de amor!
Que feliz sofrimento!"


(A revolta - Samira Costa de Assis)
Samira Costa disse…
"Veio o porto me lembrar
Das mãos grandes
Que envolveram minha cintura.
Veio o verão cantar
E ver em meus lábios, a leitura.

Dos rastros que as ondas fazem
Lentamente se formaram figuras
Pisar violentamente sobre as conchas
Me lembrou teus atos de ternura.

Se me amaram, não senti.
Talvez se me amaram, eu não vi."

(Romance - Samira Costa de Assis)
Octavio Roggiero Neto disse…
salto em distância

ando aéreo
cantando ao vento
sigo aonde
nem sei quando
caminhos que invento

vou logo ali
me precipito
num salto pro vago
pra divagar
no infinito
Octavio Roggiero Neto disse…
dechover

esperar esperar debaixo dos toldos
minutos a fio esperar
o ímpeto das águas
num belo dia de trovoadas

bolar estratégias pra chegar no ponto
driblar poças, ousar atalhos
calcular os saltos
chegar aos sobressaltos

(janeiro é embaçado dentro dos ônibus!)

depois, em casa
com os pingos nos is e no abecedário todo
escrever o que nos dá na telha
Robson Abreu disse…
Do feto ao féretro

De pequena e frágil criatura,
Amada na beleza ou na feiúra.
Os primeiros passos a andar,
Onde todos estão a amparar.
Das primeiras letras a compor,
Ao letrado e renomado compositor.
Do primeiro amor juvenil,
Ou a desilusão, cruel e vil.
O homem aqui na Terra,
Aprende, cria e erra.
A vida é doce e passageira,
Como uma brisa ligeira.
E do feto ao féretro, o luto,
Aproveite sua vida em cada minuto.

Robson Abreu disse…
Do feto ao féretro

De pequena e frágil criatura,
Amada na beleza ou na feiúra.
Os primeiros passos a andar,
Onde todos estão a amparar.
Das primeiras letras a compor,
Ao letrado e renomado compositor.
Do primeiro amor juvenil,
Ou a desilusão, cruel e vil.
O homem aqui na Terra,
Aprende, cria e erra.
A vida é doce e passageira,
Como uma brisa ligeira.
E do feto ao féretro, o luto,
Aproveite sua vida em cada minuto.

Robson Abreu disse…
Do feto ao féretro

De pequena e frágil criatura,
Amada na beleza ou na feiúra.
Os primeiros passos a andar,
Onde todos estão a amparar.
Das primeiras letras a compor,
Ao letrado e renomado compositor.
Do primeiro amor juvenil,
Ou a desilusão, cruel e vil.
O homem aqui na Terra,
Aprende, cria e erra.
A vida é doce e passageira,
Como uma brisa ligeira.
E do feto ao féretro, o luto,
Aproveite sua vida em cada minuto.

Mezzo
Alessandra Colla Soletti - São Paulo

Sou mezzo menina, mezzo mulher.
Mezzo ocidente, mezzo oriente.
Mas com você,
só dolce far niente,
minha vida fica al dente.
Tem dias que estou com a corda toda
Tem dias que fico com a corda no pescoço
Tem dias que tudo o que eu queria
era você me dando corda.

Alessandra Soletti - São Paulo
POEMA DE STELLA MARIS - ENVIADO POR E-MAIL
******************

Lembrando Clarice

Começo a extrair as múltiplas camadas

da cebola da face, em piedade.

Que é a piedade senão mais uma camada

da cebola da face? Busco o núcleo

como fez Clarice por causa da barata.

Removo camadas de amor e desamor,

frieza e compaixão, ilusão e desencanto,

contentamento e tristeza, crença e ateísmo,

agnosticismo total, orgulho desmedido,

e tocante humildade; brilho intelectual,

e sombria ignorância...

Chego ao núcleo totalmente despojado.

Mas... com as camadas se foi a humanidade.

Ponho de volta as camadas da cebola da face.

Nome literário: Stella Maris
POEMA DE ESTELLA MARIS - ENVIADO POR E-MAIL

****************************

Estado Bruto

Em estado bruto, eu teria mais encanto.

Mas vivo mascarada, disfarçando sempre

esta sexualidade, estes impulsos reprimidos.

Sou mulher de aparência incondizente

com a crua realidade das entranhas latejantes.

Em estado bruto, liberta da hipocrisia,

não seria este ser inexistente que eu mostro,

que quer sexo, mas não vive sexo,

esta fantasia de pudica senhorita.

Em estado bruto, você talvez me quisesse

e sôfrego me abraçasse, me beijasse na boca

com aquele desfecho que... todo mundo conhece.

Eu não seria este ser tristemente reprimido.

Em estado bruto eu talvez pudesse ser

sua mulher e sua amante.

Nome literário- Stella Maris
POEMA DE ANTONIO JUNIOR ENVIADO POR E-MAIL
**********************

AMAR-TE PERDIDAMENTE

Amar-te assim... perdidamente,

É o que manda meu coração – não a mente,

Pois, para amar assim... perdidamente,

Somente com a alma é que se sente.

É sonhar com você... mesmo acordado,

É sentir-se por inteiro... incendiado,

É querer-te todo dia... mesmo errado,

Pois o erro do amor... é não ser amado.

No âmbito do amor que eu quis dar-te,

Por todos os momentos que deixaste,

Amo-te assim... perdidamente.

No frêmito de amor que excede à cama,

A única verdade... a de quem ama,

É poder amar-te assim... perdidamente.
POEMA DE NAIDA SALLES - ENVIADO POR E-MAIL
***********************
Amigo


Vem amigo.
Deixa que eu te abrace
E faz deste aconchego
O teu abrigo
Eu te prometo
Ficarei contigo
Até que a dor
Que te machuca , passe
Esquece tudo
O que te magoa
Arranca do teu peito
Este rancor
Vou te provar
Que a vida é bela e boa
Vou te ensinar, amigo
O que é o amor!

Naida Salles da Silva

Gravataí - RS
POEMA DE NAIDA SALLES - ENVIADO POR E-MAIL
*********************

As ondas

Eu gosto de olhar o mar,
As ondas que vem e vão
Gigantescas, misteriosas
Provocam-me forte emoção

Águas tão verdes, salgadas,
Quem sabe se não contem,
Um pouco de sal das lágrimas
Dos olhos verdes de alguém?

Alguém que nas águas viu
Partir o seu grande amor,
Então ficou a chorar
Extravasando sua dor.

Mas as ondas indiferentes,
A quem vai ou a quem fica,
Continuam a bailar
Sua dança magnifica !

Naida Salles da Silva

Gravataí - RS
Diego Santana disse…
Relâmpago

Meu sorriso chora.
Quando me encontro perdido,
Buscando um pedaço de mim esquecido,
Que deixei do lado de fora.

Meu silêncio me ensurdece.
Quando ajo inativo,
Num descanso produtivo.
Enquanto a dúvida me esclarece.

Minha voz é calada.
Ecoando num espaço aberto.
Navegando no deserto.
Caminhando sem estrada.

Minha luz é escurecida.
Quando sinto sem sentir.
Quando sonho sem dormir.
Quando sangro sem ferida.

Diego de Souza Santana

São José dos Campos SP
Diego Santana disse…

Vislumbre Tóxico

Médicos mentirosos, instrumentos do mal.
Quem vai dar a receita que vai curar a tristeza?
Dentro da pílula pode o salvador está esperando com uma fórmula celestial?
Engula o doce sabor de sua grandeza.

Sentimentos químicos de alucinação
Sem dúvidas, amanhã precisarei de mais e mais!
Estado inconsciente, uma interna explosão.
Uma dose apenas, não me satisfaz.

Admitidos fantasmas, dentro da garrafa que estou segurando.
Ouvi-los chamando, eles vão me derrubar.
Audaciosa sessão, o Messias ainda está sangrando.
Basta dar um puxão para começar a viajar.

E logo chegará o dia em luto.
Quando perceber que sou consumido por aquilo que consumo.
Permanente nas profundezas do mesmo beco absoluto.
Meu único amigo é o que bebo e o que fumo.

Diego de Souza Santana
São José dos CAmpos

A PAZ que me habita

Da minha alma não caem hoje lágrimas de tortura
Esqueci as mágoas, deixei algures todos os lamentos
Falta-me muito, quase tudo
Mas com isso, pareço-me contente.

O Sol nasceu brilhante
Iluminou-me inteira e como ontem
O meu querer hoje é diferente
Não darei mais ouvidos
Às notícias que me traz o vento
Caminharei em frente, sorrirei
Mesmo que esse sorriso seja de lágrimas
Sinal de que me lavo ainda por dentro

Inês Maomé-Portugal
PETRONILHA ALICE ALMEIDA MEIRELLES

Tempo, tempo...

Estações do ano são cheias de graças
Na primavera as árvores ficam noivas
Os girassóis são os carroceis dos insetos
As flores potes de mel.

Verão o sol borda com seus raios
Castelos quentes nas areias
A terra solta um bafo quente
Que aquece o cálice do amor.

Outono tecido de brisa fresca
As folhas se desprendem lentamente
Como borboletas cobrem o chão.

Inverno árvores esqueléticas
Entristecem a aquarela
Dos tempos antes multicores.
Trânsito de euforia

Desatada fúria de emoções
Percorrem meus cabelos
Desejo-te tanto e até me inflamo
Como pode ser, terá que ser
Não penso, não quero pensar
Mordo a solidão de minha quietude
Desespero silencioso
Ouça-me lúcida consciência
Miro seus olhos e corro da vida
Agora pertenço ao devaneio
Respiro teu perfume
Pulsam emoções desgovernadas
Como o trânsito do amor
Intensamente sinto-te
E eis que encontro seus lábios

Sergio Eduardo Del Corso

Trânsito de euforia

Desatada fúria de emoções
Percorrem meus cabelos
Desejo-te tanto e até me inflamo
Como pode ser, terá que ser
Não penso, não quero pensar
Mordo a solidão de minha quietude
Desespero silencioso
Ouça-me lúcida consciência
Miro seus olhos e corro da vida
Agora pertenço ao devaneio
Respiro teu perfume
Pulsam emoções desgovernadas
Como o trânsito do amor
Intensamente sinto-te
E eis que encontro seus lábios

Sergio Eduardo Del Corso

Raysa Marcelino disse…
Um dia...

Um dia o amor vencerá
Um dia o mar acalmará
Um dia seremos mais
Um dia...
Um dia a vida passará
Leva consigo sonhos e ilusões,
leva também o não foi bom
Um dia...
Um dia falarás como se o amanhã não existisse,
Como se este fosse o ultimo momento de vida.
Como se o ar fosse lhe faltar
Como se o mundo fosse acabar
Um dia talvez
Um dia...
Raysa Marcelino 27/01/2014-Pernambuco
Raysa Marcelino disse…
As faces do tempo...
O tempo tem suas faces
É curto quando a conversa é boa
É longo quando há espera
O tempo é amigo quando está a nosso favor.
Inimigo quando temos pressa
É companheiro quando passa rápido e o encontro é certo.
Vilão quando a saudade aperta
Quando a distância é longa...
Ver o tempo passar é perceber que somos minúsculos em relação a ele.
É entender que podemos fingir, mas ele é independente.
É saber que a vida é entre um instante em que somos crianças e outro quando já somos velhos.
É aprender a conviver com ele sabendo que nem sempre será como queremos.
O tempo, misterioso tempo
guardião do passado, presente e futuro.
Raysa Marcelino 10/01/13-Pernambuco
Anônimo disse…
Etapas
Na primeira vez que vi Helena nem me toquei
Na segunda vez que vi Helena me aproximei
Na terceira vez que vi Helena, afoito, me passei
Na quarta vez que vi Helena de mim ela fugiu
Na quinta vez que vi Helena, ela até me sorriu
Na sexta vez que vi Helena, estava acompanhada, meu coração ruiu
Na sétima vez que vi Helena ela chorava desconsolada
Na oitava vez que vi Helena eu estava com esperança renovada
Na nona vez que vi Helena ela aguardava por mim ser abraçada
O tempo passou e nunca mais vi Helena
Como me dói terminar assim esse poema.

Delmar Bertuol
Feliz/RS
Bruno M. Vargas disse…
Fale Comigo

Quero que seja dispensado tudo,
Como fazemos todas as manhãs
Quando matamos cada ser destemido
Capaz de matar nossos receios.

Sem falar que o tempo não tempera,
Que os inimigos não se iludem,
Que os espetáculos não se vingam,
Que o circo não é o domador.

Quero que seja repensado
Como jamais se foi feito,
Como não gostaríamos que fosse,
Construindo do óbvio a mordaça.

Bruno Messias Vargas
Anônimo disse…
SONETO DA CAUDA SERPIGINOSA

A tua cervical quando combates
Prolonga-se tão feia que lhe xingo-a.
Co' os ossos hipotéticos da língua
Perfura adversários nos debates

E zombas nigromantes e penates,
E os ídolos de gesso pões a míngua.
Co' os ossos hipotéticos da língua
Falácias teológicas abates.

Mas quando a consciência te importuna,
Resíduos do que creste benedigno
Acusam, n'outra ponta da coluna,
As vértebras do apêndice maligno.

Sozinho, após o insulto a fé dos crentes,
Um triste deus cornífero te sentes.

Aquino de Souza

(p-romulo@bol.com.br)
Anônimo disse…
A ANTROPOMORFIZAÇÃO DA DOENÇA

Caminha um velho em trapos e ranzinza
Da infância até a idade mais provecta
E a ponte metafórica conecta
As épocas de cor a um tempo cinza.

A voz encarquilhada a peste obra,
Corcunda escarra etárias diferenças
E antropomorfiza nas doenças
O espectro senil em ruga e dobra

Com uma catarreira, o dito cujo,
Encharca de assoar no pano sujo
Os fármacos que o médico lhe disse.

Por tudo que o decrépito malsina,
Co’ as chagas exalando Rifocina,
Obriga ao moço um pouco de velhice...

Aquino de Souza
(p-romulo@bol.com.br)
Lucas Esteves disse…
PENSAMOR

Pensanador como eu penso
Sentenãomenos que eu sinto
Afastanãomais que um palmo
Detudoquequero e preciso

Bilhaemteu mundo infinito
Cantamasnão mude o meu grito
Brilhaemteu mundo infinito
Emteumundo brilha o escondido

Pensanoamor como eu penso
Masnãosinta o amor como eu sinto

Lucas Esteves

Porto Alegre/RS
Lucas Esteves disse…

O HOMEM TRISTE

Ontem eu vi um homem triste
Não era dor, tampouco sofrimento
Apenas tristeza, na sua forma mais bonita e suja
Como a barba de um mendigo velho

Ontem eu vi um homem triste
Mas antes sentir pena, senti inveja
Inveja daquele semblante egoísta
Que reunia toda tristeza do mundo para si

Ontem eu vi um homem triste, tão triste
Triste demais para que fosse um homem de verdade
Ontem...eu vi um homem no espelho
Ainda bem que foi ontem.

Lucas Esteves
Porto Alegre/RS
Lucas Esteves disse…
PENSAMOR

Pensanador como eu penso
Sentenãomenos que eu sinto
Afastanãomais que um palmo
Detudoquequero e preciso

Bilhaemteu mundo infinito
Cantamasnão mude o meu grito
Brilhaemteu mundo infinito
Emteumundo brilha o escondido

Pensanoamor como eu penso
Masnãosinta o amor como eu sinto

Lucas Esteves

Porto Alegre/RS
Aldenor Pimentel disse…
Êxodo

No êxodo narrado na Bíblia,
o povo hebreu feito escravo no Egito
caminha pra libertação na Terra Prometida

E por muito tempo assim será:
quem parte, busca uma vida melhor
Migrantes
Refugiados
Nômades
Retirantes

Aldenor Pimentel
Aldenor Pimentel disse…
Tinham tudo em comum
e quando já não lhes restava mais nada
partilhavam a fome

Aldenor Pimentel
Jussára disse…
Rio Grande do Sul

Erva verde cheirosa
Fina, grossa, ou pedação
(Habilidade artesanal)
Cultivo a nossa tradição

No final da construção
O amargo cai doce e quente
No hospitaleiro coração
Do gaúcho, boa gente

O porongo lustro, então,
Anda pela estrada da amizade
Passando de mão em mão
Gesto de solidariedade

Se engancha a lenha no fogo em brasa
Encarnadeando a chapa do fogão
Que acolhe com calor
Uma ninhada de pinhão

Quando o frio se apresenta
Ele não tira lasca não
O gaúcho de pala e bota
Diz: “venha pra nossa reunião”

E assim enfrenta o clima
E encara os desafios
Dando a volta por cima
Ressaltando seus brios

Gaúcho forte e aguerrido
Abraça seu céu azul
Venera seu chão querido
O RIO GRANDE DO SUL!


Jussára C Godinho
Jussára disse…


Fragilidade

Despontam longe
no horizonte dos meus sonhos
as asas da liberdade
Vêm soltas, leves e belas
Apontam para o alto
e se revelam
Mas logo desapontam
e fogem e se perdem
Na escuridão dos meus medos
E se prendem no porão
Empoeirado da covardia
E eu as perco de vista
Dos meus olhos anuviados
De pusilanimidades

Jussára C Godinho
L. S. Callins disse…
Amanda

Barulho no telhado
Meu cabelo molhado
Penso estar num navio
Acordo desesperado

Chuva no telhado
Chuva no colchão
Água por todo lado
Um rio no lugar do chão

Vento forte na parede
Quase derrubando a janela
Tormento e muito medo
Alguém, por favor, acalme Ela

- Leno Serra Callins
L. S. Callins disse…
Rebobinando a putaria chula

Engoles toda a gala
mas antes quase se entala
chupando minha rola
depois de nela rebolar
mas antes arrombei teu cu
com teu marido de olho
depois de meter o caralho
na tua gorda boceta
enquanto eu abocanhava tuas tetas
logo depois, logo depois
logo depois, de nos vermos a sós
mas antes
entrementes
desconhecíamos

- Leno Serra Callins
Vitor Leite disse…
casa sobre o mar

tu
pedra feita casa sobre o mar, imagem real onde entro
viagem de um querer, qual vontade neste peito.
és um ventre de mãe, onde entro, como num sexo.
não um qualquer, o teu, sim, o meu no teu.
levo-te imagem como foras a minha mulher
levo-te como o mar te leva sem te tocar, vem e vai, e tu ficas
tão perdida nestas pedras, quase pedra
já não és casa, és uma delas
vou como o mar, esse que se aproxima sem te tocar,
tu quase pedra dum lugar, quase casa, quase vazio, quase nada.
Uma pedra casa.

vitor leite
Vitor Leite disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor Leite disse…
violoncelo

e eu, tão despido entre as tuas pernas nuas
sinto as tuas mãos firmes e acaba o silêncio entre nós
quantas mãos és em mim?
enches-me, com a tua respiração, deixo de ser material, sou som
somente som
o que procuras em mim?
transformada em som,
levo a tua respiração, para lá…
entras em mim, sou a tua respiração, sou tu
procuras-te em mim
envolvo-te
já não existimos
somos um
um

vítor leite
POEMA DE TIMÓTEO PERNAS - ENVIADO POR E-MAIL
**********************

Porque...

Porque olhais o chão

E não vês a cor da terra!

Contemplais em teu coração

E não cheiras as asas do céu...

Porque olhais as árvores

E não colheis os seus frutos

E tudo o que ficou para dizer,

Não se diz porque é para esquecer,

E tudo o que se disse é para lembrar

Porque daí vem nosso viver,

Tudo aquilo que temos para dar.

Assim como a terra toca no céu

Também os céus descem à terra

De quando em vez.
POEMA ENVIADO POR TIMÓTEO PENA - POR E-MAIL
*******************

Tempo!

O tempo é tempo de amor
E quando o amor é tempo
Há que saber esperar
Para saber receber.
Porque sentir é a capacidade de amar
De ver tudo o que está dentro de nós,
Toda a vida que Deus nos dá
Porque nunca estamos sós.
O valor da vida
É o valor do conhecimento...
Porta aberta,
O mundo das emoções,
Porque há letras sem acordes
E mundos sem ilusões.
Vitor Leite disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
POEMA DE HENRIQUE GONDIM - ENVIADO POR E-MAIL
************************

Amor demais


O que faço eu sem você?
Meus dias ficam mais longos
Meus momentos se tornam mais tristes
Aqueles sonhos não existem mais
Não precisava ter sido assim
Algo tão sublime acabar num simples adeus
Sem direito ao calor derradeiro dos teus braços
Nem ao último toque dos teus lábios
Pergunto-me, aonde errei?
Se todas as flores do jardim eu te dei
Se as mais belas poesias te declamei
Se as canções mais singelas contigo dancei
Talvez tenha sido a forma que te amei
Dediquei-me tanto que te sufoquei
Sem deixar espaço para você me amar

HENRIQUE GONDIM
Anderson Poeta disse…
Poesia: Singela canção infantil

As imagens, os sons, os ares, as alegrias e embaraços da vida
ramificam-se nas veias de meus sentidos.
É por isso – que tudo que sinto – tem chamas poéticas.
Chamas que nutrem as brasas de meu coração
e massageiam as dores de meu espírito.

Sem poesia, a vida não tem cor;
As canções são desarmônicas;
Os ares não têm perfume;
E as alegrias são efêmeras...

Quando a poesia regência os embaraços da vida,
toda nota de um instante
torna-se uma singela canção infantil.

Autor: Anderson Poeta
Anderson Poeta disse…

Cada instante:

Tão repleto de luzes e sons.
Tão recheado de magia e cor.
De imagens que dão brilho à alma.
Tão sutil. Tão musical e divino.
Tão infantil e espontâneo.

Em um instante, há sim: o mistério da criação.
O instante é a inefabilidade da vida.
Ah, que perfume! Que arte! Que beleza é a dança da vida!
Que maravilha – a acrobacia das árvores!
Que esplendor o malabarismo das nuvens!
Tão rápido passa tudo...
Meu Deus! Meu Deus! As imagens continuam
vibrando, dançando... poetando nossas almas.

Autor: Anderson Poeta
Clarisse disse…
Soluços contidos
De memórias esquecidas
Pedaços de sonhos
Sonhados de olhos abertos
Lágrimas que não se derramam
Sorrisos tremidos
Emoções humanas
No arco íris dos dias
Nascemos querendo
Desejando o eterno amanhã
Carregando o ontem que nunca se vai
Então o hoje se perde
Em soluços e sorrisos
Não vividos, não lembrados
Esquecido

Clarisse Souza
Clarisse disse…
Soluços contidos
De memórias esquecidas
Pedaços de sonhos
Sonhados de olhos abertos
Lágrimas que não se derramam
Sorrisos tremidos
Emoções humanas
No arco íris dos dias
Nascemos querendo
Desejando o eterno amanhã
Carregando o ontem que nunca se vai
Então o hoje se perde
Em soluços e sorrisos
Não vividos, não lembrados
Esquecido

Clarisse Souza
Elvio Bx disse…
MARGINAL

Tento parecer o louco
Que canta pelo túnel
A canção dos despreocupados
Dos paraísos utópicos
Das realidades lunáticas

Tento parecer a palavra
Pichada no muro
Sem razão desconsiderada
Sem fundamento jogada
Na cara de quem não quer
Enxergar.

Tento parecer uma calçada
Suja e sem pintura
Avulsa, sem descanso
Presa na prorrogativa
Do sentido urbano

Tento ser um filho pródigo
Dou voltas
Olho ao redor
A cidade é bonita
(Não como antes)
Mas guarda no peito um segredo
Que o lábio pariu sem medo
Que eu, como muitos
Sou aborto de eternidade.


Élvio Bressan
APONTANDO LÁPIS

Com canivete afiado, aponte o lápis,
mire e atire.
Sangre um poema em meu coração.

Leia, pense e repense...

Crave a ponta do pencil em meu coração
e grave tudo no seu pendrive.

Guarde na memória ambulante
o amor infante
deste castigado coração.

Leve adiante o amor rebelde.
Armazene no disco, me ouça
e me aguarde.

Antes que o guarda delete.

Luis Antonio Martins Mendes - 21.03.2014
VOCÊ NÃO SABE DE NADA

Recebo notícia da morte de meu irmão...
...e você reclamando que estou bebendo cerveja...
Meu irmão não bebia.

Telefonam informado da morte de meu amigo de infância...
...e você reclamando que estou na terceira dose de uísque...

O câncer devora meu amigo, que apodrece em cima de um leito de hospital...
...e você reclamando que estou abrindo a segunda garrafa de vinho...

Minha amiga precisa de urgente transplante de fígado...
...e você reclama que não saio das mesas dos bares...
Estou procurando um fígado.

Vão a merda você e a morte
Eu quero viver.
Vão a merda você e a vida
eu quero beber.

Luis Antonio Martins Mendes - 21/03/2014
Mand disse…
Ser da boca pequena
Me beije
Do teu sorriso minha boca precisa
Me complete
Não me desalinhe ou me destone
Me tome
Não me esqueça ou me desapareça
Me leve

Amanda Brasil
Mand disse…
Poesia do dia escrita sobre o sono
Em meu coração durante um sonho inteiro
Ela me arrancou os primeiros pedaços da manhã
E eu construí tuas palavras sob meus olhos fechados

Carícias da noite reverberaram em meu rosto
E ninaram mil histórias dentro de mim
Carícias delgadas quase namoradas
Cultivaram em meus lençóis um poema sem fim

Amanda Yvaloo
Silvia Reis disse…
Tanto tempo que passou pelos meus dedos
Tempo que não era meu nem teu
Era o nosso tempo, o nosso calor
A nossa súplica e desejo

Tanto tempo que passou pelos meus dedos
Que os meus cabelos tornaram-se neve
A minha pele musgo castanho
Queimado pelo sol e desgastado pelo vento

Passou tanto tempo e eu nem reparei
As minhas mãos parecem raízes longas
Cruas e sujas, duras e rugosas
Meu corpo seco e desgastado

Passou tanto tempo por mim
Deixei de ser mulher, ser humano
Metamorfoseei-me em árvore
Num monte alto de vendavais

O tempo passou, o sol e a lua passaram
Nasceram e se puseram milhares de vezes
A chuva e a neve e o orvalho e água
Lavaram minhas lágrimas

O tempo passou e eu fui ficando
As árvores e as flores foram secando
Saindo, fugindo, morrendo
E eu, eu fui ficando
fragmentos disse…
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fragmentos disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriela Richinitti disse…
O Furto

Que compleição tão triste, menina,
apesar de tudo correr como antes.
De repente, a eficácia da aspirina
decompôs dores desimportantes.

Não está só, embora insista
em maus versos de bom português.
Sucumbiu o tempo de amar (artista)
diante do amor ao tempo (burguês).

Como o célere sol que toma
no trânsito de encargo a encargo.
À hora que existe, outra se soma,
o prazer da carne é letargo.

Mesmo o poema – este, escrito
na ordem de aquisições do supermercado –
fica malfeito, porquanto restrito
ao furto de útil tempo (culpado).

Gabriela Richinitti
edweinels disse…
EVOLUÇÃO

E a Civilização,
que se diz tão moderna,
segue lutando
por um espaço na caverna.

(Edweine Loureiro – Saitama/ Japão)
Anônimo disse…
Boca seca


Para
Onde
Vai
A saliva que o dentista me suga o danado ladrão de ptialina amilase e palavra


Vanessa Locatelli Pietrobelli
Anônimo disse…
E vai andando
E dizendo
E sendo ouvido
E sendo
Necropsiado
Pelos
dicionários.
Era a primeira vez
Que um poema nascia
Com propósitos de dizer
Premeditado
Quanto dói um gerúndio.


Vanessa Locatelli Pietrobelli
Arnaldo Moura disse…
Dúvida

Te espero em uma manhã fria
Te espero como quem só espera
Te vejo em meus copos prontos
Em desejos ouvidos por mim

Nem sei se um dia irá chegar
Nem sei se um dia irá existir
Nem sei mais de mim
Mas te espero

Saudade de não sei quem
Saudade das vezes que fui feliz
Saudade da companhia
Hoje
Saudade da companhia tua
Saudade
Arnaldo Moura disse…
E não me largo

Meu corpo nu e nada mais que nu
As mãos presas por mim em mim
Não me largo, mas não me gosto
Estico meu canto de olho
Posto ao chão
Me degolo na encruzilhada da rua lá de casa
Esqueço de morrer e nada de epitáfio
Mas quando iram me enterrar
Não me largo e nada do que sei
Sei de verdade
Não me lago na encruzilhada da minha casa
E esqueço de me matar
Não me largo até nas minhas virilhas
E esqueço da saudade
Excitado e não me largo

Arnaldo Moura
A língua coça
A cabeça dói
A perna roça
A paz se destrói.
A lua cega
A rua esvazia
A pele arrepia
A alma se entrega.
O ar se perde
A casa cai
A canção emudece
O sorriso sai...
I just call to say
Eu não sei
O que dizer.
Sintomas

A língua coça
A cabeça dói
A perna roça
A paz se destrói.
A lua cega
A rua esvazia
A pele arrepia
A alma se entrega.
O ar se perde
A casa cai
A canção emudece
O sorriso sai...
I just call to say
Eu não sei
O que dizer.


Nathalie Gonçalves
Marcel Franco disse…
GÊNESIS

Água. Mãe dos mitos.
Santidade hermafrodita.
Verbo. Fons et origo.
Onde a voz,
onde a vida
teve onda,
teve início.

("Morfeu")
Marcel Franco disse…
ALTERIDADE

Como estou indiferente a mim mesmo
Sentindo e ressentindo dores alheias
Que não assisti, quando nasceram nos outros,
Mas que agora participo e tenho a ver com elas

Não me adianta o tampão nos ouvidos
Nem por cegueira em meu peito
Me finjo solitário com todos juntos
E não me disperso desse barulho

Dos meus irmãos, homens,
Na carne, no osso
Assim como eu

("Morfeu")
Aibell disse…

Perdoe-me

Como pétala caindo foi o instante
Que a feição infantil empalideceu.
E você, leviano, de mim já esqueceu?
Conhece o assombro que é tão constante?

Perdão, vida, se da inépcia nasceu
O desespero que ainda é flamante,
De joelhos nus sobre o chão cortante
Eu imploro perdão se lhe entristeceu!

E a ternura que senti? Não condiz
Com esta sombra que irei manter:
A culpa pelas loucuras que não fiz.

Pôde ela, por si só, me esmorecer?
Mãe dos altos devaneios! Imperatriz
Da terra em que hei de jazer!
Rubens disse…
Sou (só que não)

Não sou exemplo, nem pretendo sê-lo
Não sou o selo que paga o transportar da carta
Não sou a sela, interface do homem e cavalo
Não sou o elo que permite o trote, nem sou da correspondência o porte.
Não sou porto pra que me aportes
Não sou um ponto pra que me apontes
Não sou uma ponte pra que eu te ligue
Não sou telefone
Sou mudo (só que não)...
(Rubens Menezes Rau)
POEMA DE NEWTON NAZARETH ENVIADO POR E-MAIL
*********************************

RECOMEÇAR

A cada ação equivocada... A reflexão,

A cada erro no trajeto... Um passo atrás,

A cada ofensa ao próximo... Rogue o perdão,

A cada injustiça... Repense e nunca mais,

Deixe para trás insucessos e desditas,

Apague marcas negativas do passado,

Olhe lá na frente as conquistas infinitas,

Busque-as tal como um bilhete premiado,

Recomeçar faz parte da inteligência,

Recomeçar é evitar o mesmo engano,

Recomeçar segue ao lado da sapiência,

Recomeçar sepulta a dor do desengano,

Livre-se já dos fantasmas da consciência,

E sem traumas abrace sua independência.
POEMA DE NEWTON NAZARETH ENVIADO POR E-MAIL
*********************************


A ESPERA DO NADA

Vê-se neste mundo abstrato e pungente,

Que todos buscam algo incessantemente.

A espera duma vida com mais qualidade,

Pesquisas e cura de toda enfermidade.

A espera de mais amor irrestrito e mero,

Que o próximo lhe estenda as mãos e o ombro sincero.

A espera do fim da ambição com tons danosos,

E a ganância insaciável dos poderosos.

A espera da volta do seu ente querido,

Prá sufocar o vazio atroz e dorido.

A espera do fim das violências urbanas,

Com o controle e bloqueio das mentes insanas.

Enfim, uma odisseia inútil e obstinada,

Cultura da utopia... A espera do nada!
Rubens disse…
Omar

Morreu Omar
De mais amar
Morreu Omar

Demais amar
Matou Omar

Matou o amor
Morreu Omar
De tanto amor.
De tanto amar.
(Rubens Menezes Rau)
Leo Venancio disse…
Léo Venâncio
Poema: Algoritmo Moderno
A rotina tem uma saudade impressa
- no caule de uma árvore velha -
ranzinza, cansada...
reiteradamente se esgueira

O machado, natimorto, cego sempre esteve
força tal que não se assanha, se acanha e só arranha

De sorte não é forte a profundidade almejada no corte

É rasa
- como poça de chuva miúda-
a superfície que engendra
um reflexo opaco e desfocado
dois olhos – que somente se veem-
cerrados pelo esmegma do cotidiano
condenados à natureza
humano


Leo Venancio disse…
Leo Venancio

Morte e vida Jazerina

Jazé não sabia como viver
Jazé não sabia como
Jazé não sabia
Jazé, não!
Jazé?
Jaz

POEMA ENVIADO POR E-MAIL
******************

Voos de Sabedoria

A luz é a essência do cosmo
O amor é a frequência Divina
O Sol transmuta a escuridão
Aves de rapina
Solstício de verão

Marcelo Moreira
(Salvador - BA)
POEMA ENVIADO POR E-MAIL
******************

Marcelo Moreira
(Salvador - BA)

Essência Divina

Medito no tapete do cosmo
Flutuando na oitava frequência
Reflexos presente num estado consciente
O amor é a fonte da criação
Energia universal que incendeia o coração.
Rubens disse…
Sou (só que não)

Não sou exemplo, nem pretendo sê-lo
Não sou o selo que paga o transportar da carta
Não sou a sela, interface do homem e cavalo
Não sou o elo que permite o trote, nem sou da correspondência o porte.
Não sou porto pra que me aportes
Não sou um ponto pra que me apontes
Não sou uma ponte pra que eu te ligue
Não sou telefone
Sou mudo (só que não)...
(Rubens Menezes Rau)
Leandro Andreo disse…
Reconhecimento

Um poeta, para ser reconhecido,
Tem a morte como passo obrigatório,
Com aquele seu poema nunca lido,
Por três vezes declamado no velório.

Leandro Andreo
Leandro Andreo disse…
Penso em Você

Quando penso em você (e não são poucas
As vezes que acontece isso em meu dia),
Imediatamente em minha mente,
Se cria e se apropria a poesia.

E neste ardor, labor do verso a vir,
Neste vivo objetivo do perfeito,
Eu logo me exacerbo ao que percebo:
Meu pensamento é todo ao seu respeito.

Leandro Andreo
Aline Borba disse…
Encon(TR)o românt(I)co com a tri(STE)za...

Um arrepio de primavera
Uma doçura fria
Um toque calmo

Aquela música que traduz teu mundo
Eu e a tristeza...
Em um banquinho surrado pelo efeito do tempo

Nervosa e cheia de espinhos floridos da rosa violeta
Um romântico teatro...
Conversando às vezes sem pressa alguma

Essa senhora tristeza é atrevida
Muitas foram ás vezes que foi a minha casa.
Visita inesperada, indesejada.

Vem sempre...
Tomar um chá quente, com gotas de lágrimas frias.
Uma viagem inesperada no jardim da solidão.

Aline Borba



Fabio Bahia disse…
ADMIRÁVEL MUNDO INCOERENTE

Fazer o certo
Quase sempre é incerto
Muito pouco entendido como certo
E esteja certo que o hoje certo, amanhã é incerto

Fazer o certo
Por meios incertos
Pode lhe custar um secto
Dos que lhe julgam todo certo

Fazer o errado nem sempre é errado
Como também são atos ás vezes muito admirados
E quem pratica o errado quase nunca é de fato julgado
Raramente é condenado, e na verdade continua ainda, muito amado


Fábio Bahia
Caldas de Cipó - BA
Aline Borba disse…
LEMBRANÇAS

Folhas
Cheiro
Versos

Mãos
Avesos
Contextos

Vento
Gestos
palavras

Minha poesia
Minha mistura
Minhas rimas descompassadas

Uma lágrima com versos, folhas e cheiro
Um olhar com avesos, contextos e mãos
Uma lembrança que o vento leva-e-traz com rimas e flores.

Aline Borba
Aline Borba disse…
LEMBRANÇAS

Folhas
Cheiro
Versos

Mãos
Avesos
Contextos

Vento
Gestos
palavras

Minha poesia
Minha mistura
Minhas rimas descompassadas

Uma lágrima com versos, folhas e cheiro
Um olhar com avesos, contextos e mãos
Uma lembrança que o vento leva-e-traz com rimas e flores.

Aline Borba
Fabio Bahia disse…
A PEQUENA ESFERA AZUL


De um ponto da Via Láctea
Há visão privilegiada
Da pequena Esfera Azul
Vê-se o homem evoluir de primatas
Criar maravilhas, prosperar
E também destruir, guerrear e poluir
Cogita-se o extermínio da espécie
Inútil, mera redundância...
Aqui na terra alguns poucos já sabem
Que estamos em processo de autodestruição
Em nível muito avançado!

Fábio Bahia
Caldas de Cipó - BA
ROBERTH FABRIS disse…
Trégua

Roberth Fabris

Entre o rio das almas
Entre o rio que acalma
Entre o céu e o inferno

Céu eterno
Inferno que se torna belo

Bellum est notificat
Agnus est deo

Entre muros que se somem
Entre jardins que evaporam
Entre perfumes que se tornam velas

Acredita-se na trégua da quimera
Acredita-se na masmorra que vela
Acredita-se num tempo de pura trégua.

Nem mar, nem fogo
Nem ruídos, nem bombas
Nem asas, nem enxofre
Nem santos, nem pecadores

Apenas a trégua que deságua em amores
MARIA DA FONTE disse…
Recados a minha mãe

Deram-te uma folha em branco e um lápis
da cor do céu, uma vida transparente
que o teu olhar coloriu.
Primeiro, uma casa grande, onde
pudesses sonhar. Depois,
um berço dourado e alguém
a quem embalar.
Era para ser um anjo aconchegado
nos braços, mas, do chão até ao céu,
alguém te trocou os passos.
E tu ficaste tão triste. Choraste, eu sei,
é assim. Mas da rudeza das pedras
pode fazer-se cetim.

Pintaste outro caminho, mais longo,
muito mais largo, e lá seguimos os dois
pela vida, lado a lado.

Mãe, só tu me sabes pintar
assim tão perto do céu.
Eu digo que sou um anjo,
tu pedes que seja eu.
Manuela Ferreira
MARIA DA FONTE disse…
Desencontos
Atropelas os corpos
Como se quisesses encarcerar as almas.
Desconheces que a porta de qualquer morada
É revestida de um rosto blindado.
Convences-te de que entre o átrio e o templo
Há o espaço de uma corrente de ar.
Aguardas impacientemente a ordem.
O santuário fica, porém, à distância de uma vida.
Enquanto isso, sonhas-te Deus em altares profanados.

Até onde te levam os braços de Menorá?
Onde te deixam os teus?
Manuela Ferreira
HELOISA disse…
MADRUGADA SILENCIOSA


Viajo em sonhos...
Devaneios na madrugada silenciosa!

Apenas o som do escuro
e da minha respiração.

Bate coração,
saudoso de emoções...

Turbilhão de lembranças vividas.
Momentos que o tempo
jamais apagará…

Heloisa Crosio
Ribeirão Preto
Março 2014
HELOISA disse…
SAUDADES.

Noite insone!

Sono perdido,
sonhos desfeitos!

O corpo geme...
a alma reclama!
O coração chora...

Chove La fora...
Na fria madrugada!

E dentro de mim..

Uma teimosa saudades!!!

Heloisa Crosio
Ribeiráo Preto
Março 2014
Isilda Areias Nunes disse…
EU SOU

Eu sou quem jaz na linfa da vida insana
Eu sou germe incauto em virulenta anomalia
Eu sou Eu-Vivo em elegia
Eu sou Eu-Morto dia a dia
Eu sou a vida, eu sou a Morte
Eu sou desordem ordenada no Cosmos
Eu sou raiz, bracejando a Terra
Eu sou a eterna insatisfação- homo
Eu sou a luz,
Eu sou a treva,
O Eu que penso, não sou
Pois quem eu sou realmente
É do meu sonho embrião latente.

Psicografias de Fernando Pessoa por Isilda Nunes
Isilda Areias Nunes disse…
PERDIDO

Somente sou quem sou,
Divagando em melodias,
De excêntricas sinfonias,
No limiar da escuridão…

Desenfreado de loucura,
A correr da desventura,
A desvairada aventura
Me arrastou pela mão…

Que caminho percorri?
Beleza! Nunca te vi!
A buscar-te, eu sofri…

Sofrimento ou lamento
Que importa? Se foi alento
Da vida que não vivi…

Psicografia de Fernando Pessoa por Isilda Nunes
Ana Carolina Cerqueira disse…
A dúvida


A flor apodreceu,
o pássaro morreu
o setembro passou
o calor esfriou

Tudo está tão vazio
sempre eu sinto frio
minha alma está solitária
minha vida descondensada

Caminho sem destino
indo e vindo
vindo e indo
ou será indo e indo ?
Zekk disse…
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Zekk disse…
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fragmentos disse…
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EPÍLOGO

Agora que meus olhos clarearam...
Agora que presto atenção ao mundo que me cerca
e não mais te procuro em cada canto...
Agora que encontrei um objetivo em minha vida...
Agora que, a bisturi, apaguei a tatuagem decalcada
em meu corpo,
em meu coração,
em meu cérebro...
Agora que doei as lembranças para reciclagem,
vou transformar as interrogações e reticências
em ponto final
Adeus.
Mar cúmplice

ah! mar imenso mar amigo
recolhe em surdina
nas tuas ondas sagradas
a minha agonia extremada
as mágoas da minha vida
tão machucada e dorida
a minha solidão densa e infinda
leva na tua recolha esse meu corpo cansado
dos desenganos e desencontros
mas não o devolvas no teu enjoo de ressaca
guarda-o no teu âmago
com meus segredos e desespero
e deixa-o vagar de déu em déu
tendo como testemunha
apenas a água, o sal e o céu...
Mar cúmplice

ah! mar imenso mar amigo
recolhe em surdina
nas tuas ondas sagradas
a minha agonia extremada
as mágoas da minha vida
tão machucada e dorida
a minha solidão densa e infinda
leva na tua recolha esse meu corpo cansado
dos desenganos e desencontros
mas não o devolvas no teu enjoo de ressaca
guarda-o no teu âmago
com meus segredos e desespero
e deixa-o vagar de déu em déu
tendo como testemunha
apenas a água, o sal e o céu...
FOTOS DE FAMÍLIA - REENCONTRO

Inserido no contexto da Bahia,
meu coração reconheceu suas origens
e as raízes brotaram do chão e no meu peito se conectaram.

Várias lágrimas secas e o sangue, há muito coagulado,
misturaram-se à areia e ao sol para formar essa minha ALMA
E agora eu conheço alguns dos seus motivos ocultos
-através de meu pai.

Kaynã Castor
POEMA ENVIADO POR E-MAIL

*************************

Ah! Como eu te amo!

Como se ama o arrebol — a luz do dia —
Em completo esplendor, em harmonia;
O sussurrar da brisa amanhecida
Ao despertar a flor adormecida.

Como se ama, na noite, a luz da lua,
Na sombra que de leve se insinua;
Os versos da poesia que me inspira…

Assim eu te amo! Ah! Como eu te amo!
Co'o mais sincero e puro amor, eu te amo!
Nos versos…, esse amor que brota d'alma
É como uma canção sensível, calma!…

Amo-te como se ama a noite, o dia,
O silêncio, os sons em harmonia;
Qual se ama o trino ingênuo duma ave
Na melodia doce e suave!

Marta Rosa, em 23 de março de 2014
Edu Café disse…
À BEIRA DA ESTRADA, COM A GELADEIRA NO COLO

Nadamos até o fim das nuvens:
fôlego se derramando
no pastoso concreto
de humanos aclives.

Torpe beleza
de água indomada,
repartida e copiosa,
furores empoeirando
a escarvar estruturas
diante de costas.

Agarrar-se a Deus, diz a senhora:
melhor seria varrer as capitais,
colocar a sujeira em sacos
e atirar nos caminhões.
Edu Café disse…
À BEIRA DA ESTRADA, COM A GELADEIRA NO COLO

Nadamos até o fim das nuvens:
fôlego se derramando
no pastoso concreto
de humanos aclives.

Torpe beleza
de água indomada,
repartida e copiosa,
furores empoeirando
a escarvar estruturas
diante de costas.

Agarrar-se a Deus, diz a senhora:
melhor seria varrer as capitais,
colocar a sujeira em sacos
e atirar nos caminhões.
Edu Café disse…
PENETRANDO PUPILAS EU VEJO O UNIVERSO

todos
os seres
importam
nenhum
é especial

(as íris
compondo
infinitos
particulares
resvalam
valores
mas não tombam
a gravidade
dos corpos)
fragmentos disse…
A história do mal-amado

O mal-amado,o filho indesejado!
Seu coração foi arrancado à nascença com um punhal da china
encontrado numa valeta,
com um buraco no peito
aprendeu a sobreviver na selva.
O mal-amado,o filho indesejado de uma mãe que desapareceu por entre becos manchados de sangue na penumbra da vida e que deu ao mundo o mal amado, reflexo de uma sociedade dividida, os que vivem e os que apenas sobrevivem, alguns sem alternativa!
O mal amado que vendia esquecimento barato nas esquinas frias,
apareceu morto, com um tiro nas costas e com o coração reposto!

Zeca Castro
fragmentos disse…
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Anônimo disse…
uma casca de ferida
tampa morta da dor
agarra um fio de pele
uma hora esconde
outra hora exibe
o que pulsa por baixo e por dentro de mim

nessa dança mórbida
de compasso de pele pendurada
o corpo sua uma gota
não de suor, mas de sangue
que escorre peito abaixo
e me desenha caminhos
rubros e imprevisíveis

perdida nesses traçados
descubro-me corajosa:
com a força de um suspiro
e de um dedo indicador
arranco a casca da ferida

em um segundo acabo
com tudo aquilo que baila
a dor de uma valsa podre
e assim, renovada
invento outra levada
para passos de cicatriz.

Martha Lopes.
Orestes disse…
A ESPERA

O apito do trem que trás o meu bem
Vibra no meu ouvido feito sinfonia
Meu pobre peito nem sabe como bater
O desejo contido de anos a fio
Sai agora pelos poros e quase
Se derrama na plataforma
As mãos trêmulas e geladas
Traduzem minha alma guardada
Que de tanta espera não soube o
Tempo de cometer pecados
Tomara valha o amor,
O tempo que já se consumiu!!!

Jose Orestes de Albuquerque
24.03.2014

ROCEIRO ENCABULADO

Muito tempo tô sozinho
meu pente da bem guardado
esperando para o ano
com dinheiro do roçado
mandar fazer minha roupa
do pano mais engomado
cabelo de brilhantina
bigode bem aparado
pra quando me der com ela
não ficar encabulado
namorar no escurinho
a dona do meu roçado!

José Orestes de Albuquerque
24.03.2014
O Novo Prometeus disse…
O Forjador

É no silêncio que a noite acontece.
Seres imprecisos que habitam
A terra das sombras líquidas
Descolam de meus sonhos
E interpenetram meus corpos.
Nessas horas viro o outro
Que foi edificado dentro
De minhas próprias furnas,
Fogo mesclado ao gelo
E forjado nas Sombras,
Camada a camada junto a
Matéria inconstante do sonho.


Canção da Primavera

Finas flores enfeitam a fachada
De sublime, silvestre e sibilante
Sinal ameno, face alva cantante,
Melodia que encanta alma encantada.

Oh! Primaveril vento, encantamento
Sutil. Momento sibilino ecoa
Na pueril alma amena e alva que voa
Entre sonhos lilases do momento.

Oh! Brisa que ameniza esta silvestre
E florida paisagem tão campestre,
Cheia de finas vozes, melodia

Que brilha, esquenta e aquece o coração
Sincero, belo e pueril, magia
Da mais florida e rica sensação.
HOMEM

SOU UM HOMEM COMUM
E MINHAS VIRTUDES CONHECEM
OS MEUS DEFEITOS UM A UM
SOU UM HOMEM IMPERFEITO
SE SIGO O CORAÇÃO SEM RAZÃO
ESTOU ASSIM SATISFEITO
SOU UM HOMEM TRABALHADOR
E SIGO OS PASSOS DOS ANCESTRAIS
DO SUOR MANTENEDOR
SOU UM HOMEM BEM BARROCO
QUE ENFEITA E DESMENTE
O SANTO DO PAU OCO
Paulo Tórtora disse…
SONETO DO RECOMEÇO

Hoje o dia acordou mal-humorado.
Alento, esperança, riso, alegria...`
Parece que hoje, o mau humor do dia
Vai esquecer tudo isso de lado.

Não me abato: é hora em que, sozinho,
Recolho meus sonhos, crenças e rezas
- Nas costas a mochila pouco pesa
E saio em busca de um novo caminho.

A minha trilha rumo ao sol, refaço.
Com férrea paixão e nervos de aço
Encontrarei no sol o que mereço.

Subo devagar, respirando fundo
Certo em alcançar o topo do mundo
No começar de um novo recomeço.
Max Muller dos Santos Bispo disse…
Como encontrar o Amor ?

Amor, onde tu estás?
Estou desesperado,
Há muito tempo te procuro,
como te ver?
Amado, estou dentro de ti;
ardendo como uma chama,
e tu não me notas.
Não me manifestei por estar amargo,
Mas por tanto me procurar, me manifestei a ti,
sabes porque?
Todo amargurado precisa ser amado,
para dar Amor!
Max Muller dos Santos Bispo disse…
Infinito Amor

Descobrir um amor,
diferente dos demais,
alguem que me gerou e
que não são os meus pais e
sim Um Grande Pai.
Pai que estás comigo,
em todo tempo: na alegria,
na tristesa e até na eternidade.
Pai que me guia, pelo caminho da
verdade, sei que ele tem muitos nomes, mais um deles vou te revelar: sabes Quem è ele:
O Grande Eu Sou, Jeová!

Reginaldo Costa de Albuquerque disse…
O VESTIDO
Invadindo num mudo assombro a noite em meio,
vem a mim, um vestido azul de fina renda...
Paira na placidez da penumbra e desvenda
a carcaça de um sonho em que ainda hoje creio.

Nem tudo finda. Outrora, em velha arca guardei-o...
Recordação de história incompleta, essa prenda
é a ponta de um amor que o tempo não emenda...
És tu, janela abrindo?... Ou mero devaneio?

Brilha a estrela cadente e alveja a furto o quarto...
No decote atrevido, o seio aflora farto.
E, em segundos, teu corpo ondeia revivido...

Enxugo o pranto ardente e a visão embaralha...
A luz, breve e fugaz, nas sombras se amortalha
e abraço, inutilmente, as curvas do vestido...

Reginaldo Costa de Albuquerque
Amar-te no Sonho

Por amar-te vou viver tão forçadamente inspirado…
Por amar-te vou escrever tão carinhosamente motivado
Pensando em ti tão alegremente na sombra sentado
Com um poema nos olhos para te dizer meu amado…

Vou colorir meus dias com os teus versos no meu peito
Alegra a minha contenda de paixão que desperto
Quando o galo cantar o ultimo qui…quir gooó na janela
Vou cantar-te uma serenata ao Lumiar da última estrela

Vou fazer loucuras que nem eu sei para não te perder
Vou te prender no meu castelo de areia na praia
Te hipnotizar com o canto majestoso da sereia

Vou me prender nas linhas da tua saia ao amanhecer
Para que me leve contigo para onde o dia te levar
Porque e tão bom sonhar contigo perto do mar…
Mulher e Poesia

Faz-me feliz saber que sou tua mulher
De ti colho ao raiar do sol um lindo poema
De ti mereço muitos carinhos sem doer
Esta minha coitada ferida grudada na alma

Faz-me feliz acordar sempre ao teu lado
Sentir o calor dos teus abraços com ternura
Sentir a doçura e o gemido do teu corpo amado
Nesta requintada noite de sabor da loucura

Quero sempre ser a mulher sem ódio e nem dor
Ser amada como a flor que me ofereces neste dia
Ser a emoção que envolveste nos versos desta poesia

Quero sempre ser a mulher de alegrias e do amor
Que as estrelas oferece aos enamorados de noite
Pois para toda vida serei sempre tua até a morte…
Velho Dy disse…
Flores deformadas

Eu vim te anoitecer a pé sem lugar sem café nem mesmo um jornal.
À toa alguém você luar de amanhecer amor que passa, de olhares estranhos apostas flores de fumaça.
Me vendo pra você respeito teu prazer é hábito normal disfarces perfeito suspeitos beijos de metal.
No brilho da noite o acordo é ilusão é ironia vira vicio virá solidão.
Nas mesas cheias de pessoas vazias cartas marcadas num jogo de fantasias.
E a noite é como um grande grito paixão se esconde é dor que não tem cura amanheceu a beira da minha loucura.

Dirceu Costa
Velho Dy disse…
Convites para voar

Ando muito louco alucinação num vão do meu olhar convites para voar nos dias de sol.
Enquanto o tempo anda de vagar o antigo muda de lugar vem me dar um beijo doce bem de vagar bem de vagar.
Vem aqui da um jeito bem aqui peito a peito deixa eu sentir ouvir teu coração te levo para voar num céu de verão.
Thiago Zardo disse…
Arte pela Arte


A arte do estudo é a cultura,
A arte da escolha é o dilema,
A arte do toque é a textura,
A arte do símbolo é o emblema.

A arte da tinta é a pintura,
A arte do filme é o cinema,
A arte da forma é a escultura,
A arte da letra é o poema.

A arte da música é a sinfonia,
A arte do banco é a praça,
A arte do amor é a sintonia,

Mas os furos da página, desgraça
Que todo livro terá algum dia
Só pode ser mesmo arte da traça!
Poesia:
"O Tempo Passa"

A minha bússola quebrou
Agora tudo cristalizou
Parece que o mundo parou
Ainda não sei quem sou

Um dos grãos de área da minha ampulheta
Sumiu no passado, talvez no futuro eu o ache
Perdi tempo procurando uma forma de ser feliz

Na verdade a alegria esta no caminho
Vamos viver somente o hoje
Porque o amanha só pertence a Deus

autor: Roberto Leal Fabrício Sanção
"Falta a metade"

Somos livres pra viver
Mas necessitamos
De alguém pra amar
Os sentimentos
Que não foram compartilhados
Permanecem guardados
A gente explode de emoção
Ou morri de solidão

Quero apenas a verdade
Quando observar em seus olhos
O reflexo da alma
E nas suas palavras achar a resposta
Assim talvez possa compreender
A metade do que é o Amor

(autor: Roberto Leal Fabrício Sanção)
Jáder Santana disse…
O Que Eu Quero

Idas e vindas
Boca aberta peito cheio
Dois dedos dos teus olhos
Boca minha boca tua
Nossa boca
Nossa nuca

(Jáder Santana)
Jáder Santana disse…
O Que Eu Quero

Idas e vindas
Boca aberta peito cheio
Dois dedos dos teus olhos
Boca minha boca tua
Nossa boca
Nossa nuca

(Jáder Santana)
Antonio Sodré disse…
News

Diria, entre as muitas cenas críveis
que vi, diante dos olhos leigos, escaravelho de exoesqueleto azul
pacato, feito broche, ali entre as fronhas...
que uma criança me sorriu, de forma que nunca a inocência o fez antes
que avistei outras nuances no arco-íris banhado de cores completas
que um pássaro pousou cativo no meu ombro
que uma onda veio e não apagou minha escrita
que uma flor, depois de colhida, desabrochou entre meus dedos...
mas nada foi notícia, não recende a novo esse infinito particular
ao teu olfato, ao paladar seco, opacidade das comuns retinas
então, irônico, eu desminto
não, não tenho novidades...
Gabriela e Isabela
Ganhei um imenso presente de Deus
Alguém para iluminar meu viver,
Brilhando todo os dias de minha vida
Rindo de tudo que faço,
Ignorando meus defeitos
E me dando algo lindo,
Lentamente me fez crescer
Ajudando eu viver.

Essa é minha esposa Gabriela.

Isso foi só o começo
Soube me dar a Isabela,
A gatinha do papai
Bela e feliz todo dia,
E com as duas na minha vida
Levemente sempre estou
Alegre a cantar.
Amor sempre fiel eternamente
Amor é tão forte quanto à morte,
Melhora tudo de bom que Deus te dá,
O amor também pode ser cruel,
Realmente pode tirar tudo e te levar para Soel;

Se alguém oferecer todo o bem de uma casa pelo seu amor,
Explique que irá recusar, pois ele é muito mais valioso,
Mas o amor é fiel e por ele tudo sofre, crê e suporta,
Para todo sempre jamais acabará,
Rezo para sempre ter o amor, pois sem ele seriamos
Estranhos parecendo metal que soa ou um sino que retine;

Felizes os que têm o amor e trilham seus caminhos,
Imaginando tudo de bom, pois a chama do amor
É a verdadeira labareda do senhor e
Logicamente nenhuma água ou rios poderá afogá-lo;

E não adianta ter poder e fortuna se não tiver o amor,
Também não adiantaria distribuir toda fortuna
E entregar seu corpo para ser queimado se não for por amor,
Resista às tentações, pois só amor salva e
Não adianta ter toda a fé a ponto de transportar montanhas, mas
Ainda faltar amor ai não será nada,
Mesmo assim quanto mais amor tiver, mais
Especial e formoso dos filhos dos homens serão,
Ninguém impedirá de ter graça e saúde,
Transformando sua vida e será derramada
Em teus lábios e assim deus te abençoará para sempre.
elisabete lemos da cruz disse…
Inspiração

Sou como o sol cheia de calor
Fresca como a brisa
Perfumada como a flor

Tenho em meus caminhos
Flores lindas e cheirosas
Azuis com as violetas
Nasci livre como as borboletas.

Sou a relva que desperta com o amanhecer.
Orvalhada pelo sereno da madrugada
Sou o sonho que morre com o entardecer.

Sou o silencio dentro da noite
Que as vezes se torna tardia
Eu sou a vida. Sou o amor
Eu sou ......a poesia.

Elisabete Lemos da Cruz

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