Pular para o conteúdo principal

Edite R. Capelo - Palavra Solta

MEU COLÉGIO "CANADÁ"
(memórias da adolescência)

 

É com saudade que recordo
Da adolescência da vida
No tempo que estudava
No "Colégio Canadá".
Quando eu chegava à praça
Qua à ele pertencia
Suas acássias me saudavam
Com suas flores douradas!
Sentia sua energia
Fluíndo, por todo o ar.
No Colégio Canadá
Que pretendesse entrar
Tinha muito que estudar.
Fosse rico ou fosse pobre
De lá saiam nobres!
Cor da pele?
Que bobagem...

Não tinha estória de cotas
Nada tinha que pagar.
Sabíamos ouvir os mestres
Que na classe ensinava
Valorizar nossa Pátria
Respeitar os nossos pais
E os nossos semelhantes.
Convivíamos e aprendíamos
Com todas as classes sociais
Divergências? Desafios?
Até apareciam
Era a vida nos testando...
Com sua sabedoria
Ensinando-nos a crescer
Pois a vida só tem valor
Vivida com muito amor!

RISCO

Entre vales e montanhas
Há o esplendor do ceu azul.
Nesta hora sou matéria!
O teu beijo assanhador
Está mexendo com o meu Ser
Despertando algo em mim.
Os sons raros de uma harpa,
Já dão vida a ilusão.
Os delírios da paixão
Já têm voz prá sussurrar.
Ó poeta, tem cuidado!
Corres risco...
De entrar num labirinto.
Os poemas, folhas soltas
No espaço viajando
Ràpidinho atravessam
Continentes e nações.


Postagens mais visitadas deste blog

Poema em linha reta - Fernando Pessoa - Interpretação Osmar Prado

Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa.  Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares. ********* os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.                

Revista temática Cabeça Ativa - BORBOLETAS

CAPA: Nelly Vieira                    R$4,00 (incluídas despesas postais) Nesta edição de nº 22, Cabeça Ativa dá um suave e elegante voo alongando suas páginas em direção ao aconchego sensível das borboletas. Alçamos nosso bailado aos céus a procura de poemas envoltos em aladas carícias e nos quedamos extasiados ante tantos versos ocupados em retratar um compartilhamento íntimo de pétalas afagando pétalas. Por tudo isso, convidamos nossos leitores a aninhar em seus dedos este singelo casulo de papel e a se deleitarem com os surpreendentes adejos poéticos provenientes das infinitas asas sem frênulos deste utópico panapaná literário. os editores   autores deste número: