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CONCURSO CARDÁPIO POÉTICO - INSCRIÇÃO ABERTA PARA OUTUBRO

A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético.

O concurso é aberto a todos os interessados do Brasil ou do exterior (desde que escritos em língua portuguesa).

NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO - 

INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE OUTUBRO/2014


maiores informações: cacbvv@gmail.com


COMO FUNCIONA:  
O concurso inicia em novembro de 2013 e termina em novembro de 2014 -

SELEÇÃO: 
Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano.
Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL).

PREMIAÇÃO: 


No fim do ano de 2014, já com todos os poetas participantes selecionados, a ed. Costelas Felinas editará a ANTOLOGIA CARDÁPIO POÉTICO e cada poeta selecionado receberá sem custo nenhum 05 exemplares da antologia.

COMO PARTICIPAR:  ATENÇÃO

TEMA E ESTILO: LIVRES  -   
(não precisa ser inédito)
  • cada poeta poderá participar até com 02 poemas 
  • o poema deverá ter no máximo 15 linhas/versos - 
  • os poemas enviados para o concurso não serão retirados depois
  • NÃO USAR PSEUDÔNIMO - (somente nome verdadeiro ou literário)
  • caso contrário será desclassificado pelos jurados.
  • deixe seu poema como comentário logo abaixo - inscrição até dia 29/10/2014.
ATENÇÃO: - seu poema não é postado na hora. Confira sua participação olhando mais tarde seu poema no comentário. 

PARA VER OS POETAS SELECIONADOS DOS MESES ANTERIORES - clique Aqui

Comentários

Rio Amazonas

ando por tuas águas profundas
sinto o perfume que ainda exala
de tuas lindas rosas
que ainda existem no teu leito
onde nada no teu rio
o alegre e ameaçado Tambaqui
com suas nadadeiras encantadas
gosto de apreciar tua grandiosidade
mas é a tua beleza que me encanta
embora o homem continua te poluindo
ó belo rio de águas “claras”.

Antonio Félix
União – Piauí
a.felix_neto@outlook.com
Ilusão do meu ser

a tua mente é poluída
de sonhos áureos
ando levemente
sigo teus passos
e olho para o infinito
onde vou escoando
como água
não sei te explicar
como surgi do nada...
como nada posso ser?
“sou ou não sou
o que possa ou deverá ser?”
será que realmente existo?
pergunte a Descartes
que ele te responde
cogito ergo sum.

Antonio Félix
União – Piauí
a.felix_neto@outlook.com
Dyego Cortez disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Dyego Cortez disse…
Bem faz
Quem tem
Coração de aço
Não parte fácil
Se parte
Lança estilhaço

Dyego Cortez
enviado por e-mail
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Aquela falsa paz

hoje tudo está tão bonito
e qual a graça de crer nisso?
enquanto o mundo todo está em rota de colisão
você curte uma falsa sensação de paz.

talvez eu queira um pouco de sangue
e um pouco de viagem em drogas lícitas
como café
e talvez eu volte a fumar por um mês ou dois.

e tudo que você vê são manifestações
de falsas gentilezas;
mas é quando se aproxima, realmente, da merda
é que se sente o cheiro fétido da decomposição.


Augusto S. Biffi
Otavia Silla disse…

As vezes faço rimas e pranteio a suspirar palavras...
As vezes choro o regalo do instante
e desassossego num por menor roubado...
Enxergo apenas as vidas em linhas e deixo meu coração calado, escrevo, transfiguro, estabeleço.
Amo aquilo que escrito como se possuisse viço e vida.
Amo o silêncio da frase, a pausa e o pensamento ocultado,
amo a palavra não dita enclausurada no olhar encimesmado.
Mais do que tudo amo os signos que transformam cada instante em uma dádiva, e cada lacuna como se saturada da presença divina.
Em cada gesto uma oração reprimida,
em cada suspiro uma prece exalada.. .

Otávia Silla
Pati Geiger disse…
Espera sentada

Espera sentada lá na varanda
A chuva já vai passar
Observe as gotas caindo na grama
Sei que você quer andar
Mas se não puder esperar a chuva passar
Dance na chuva
Sinta as gotas caindo na sua pele
Grudando o seu cabelo
Mas já tomei banho - você diz
Não tem problema
As vezes, a gente precisa de um banho de paz
Pra lavar a alma
Pra regar a grama
Pra regar a esperança
De um sol que vai brilhar
Espera sentada lá na varanda
Enquanto eles correm na chuva
Enquanto eles aproveitam a vida
e você fica na vontade
de viver

Patrícia Liana Ritter Geiger
Pati Geiger disse…
A vida é bela, Isabela

á vai ela, Isabela
moça tão bela.
Como uma donzela;
usando uma camisa de flanela.
Viajou para a Venezuela.
Lá, comeu uma vitela com mortadela,
feita numa panela com canela,
num restaurante numa viela.
Eu vi ela.
Pela janela.
Achou uma cartela, quando foi à capela.
Pagou a parcela.
Quebrou uma tigela.
Isabela esfarela as letras do nome dela,
Não é balela.
Não precisa ter cautela.
A vida é paralela.
E para ela.
A vida é bela, Isabela.

Patrícia Liana Ritter Geiger
Carlos Mailart disse…
IMPRESSÕES

"... há muitas impressões da vida, as que senti,
as que experimentei
e as que não percebi,
todas são pequenos passos na evolução do espírito,
entretanto as mais valiosas
foram aquelas em que tive a oportunidade de repartir ...
E reparti"

Carlos Vitor dos Santos Mailart.'.
maíra soares disse…
Pedaços no infinito
Sou pedaços de toda uma vida
De outras, outros, do antes, do agora
Num dia de realidade esquecida
Diante de mim a inesperada hora

Despedaço-me
Volto a me reconstituir
Sou corpo, alma e espirito
Um dia voltarei a ouvir
Some-se ao infinito.

Maíra Maia
edweinels disse…
VIDA

É brisa.
Nem por todos percebida.

(Edweine Loureiro
Saitama – Japão)
Lucas Esteves disse…
Mastigo a minha vida,
Sou canibal de mim mesmo.
Mas se mastigo o mundo,
Ele me tranca na garganta.

Engulo pelo espírito
E viro um bom Cristão.
Assassino Cristo na cruz
E espero, ansiosamente humildemente
A minha vez de mastigar seu corpo.

A minha alma é uma pena
Que se lamenta por não
Sentirem pena dela mesma.

Lucas Esteves
Lucas Esteves disse…
Eu tropecei no teu amor
Por ter guardado um pouco
Da tua água e do teu dente
Dentro da minha melhor garrafa.

Eu tropecei na tua garrafa
Por ter guardado um pouco
Do teu cheiro e do teu beijo
Dentro da minha melhor poesia.

Eu tropeço no amor
Quando eu bebo demais.

Lucas Esteevs
Carolina Rieger disse…
Uma dança?

“Somos feitos da mesma matéria que os nossos sonhos”
Willian Shakespeare


Não se engane, amor
A vida é uma fagulha
Flameja, fulgura
Mas passa...
Desfaz-se no vento
Vira fumaça...
Não se engane, amor
Ela se apaga
Num sopro...
Um sonho
No tempo...
Por isso dance!
Dance como um louco,
E não perca nenhum lance.

enviado por e-mail
****************

Amigo

Teu nome não importa
Nem a cor de sua pele,
Sua classe social, idade
Ou grau de instrução,
Pois a amizade verdadeira
Nasce no coração.
Os defeitos são comuns,
As qualidades louváveis
Trazem experiência e alegria
Mesmo na adversidade.
Compartilhas os teus planos,
Teus medos e segredos (mesmo sem sentido),
O sorriso e a lágrima
Tem um mesmo objetivo
De aproximar cada vez mais
O amor de um AMIGO.

(Erick Moura)
Noel Alves disse…
Um sentimento, um amor

A força do amor transparece num olhar, um sentimento profundo que vem do íntimo da alma. E nós, carecemos dele como a planta necessita do sol para sobreviver;
Ao te ver, sinto que sou fraco, que não consigo avançar sem o que me faz viver. O peito arde e a voz treme pra falar o que o coração quer dizer.
Sem você, me vejo como um pássaro de asas cortadas, preso apenas num sonho onde não quero acordar por medo de ser realidade.
Um aperto profundo que vem lá do fundo do chamado coração, faz correr uma lágrima como o orvalho da manhã, ao ver a imagem que a noite fez reviver ao adormecer na fria noite de lua.
Quero acreditar que o Universo conspira no que a mente imagina e acredita acontecer, e como o sol que nasce a cada dia, assim será o nosso amor.
E dessa vez, com a certeza de marcar a pureza da alma o destino unirá dois corações parecidos que viviam partidos pelo medo de amar.
E juntos nessa estrada da vida dividindo chegadas e partidas, nada os incomodarás e sempre existirá entre a vida ou a morte um sentimento, um amor.

Noel Alves
Tel. (74) 9114-5758
Andorinha - BA
Maria Clara disse…
Esperei o dia todo
e ele não apareceu
nem deixou uma mensagem amarela
pra me dizer que choveu
fiquei atirada na cama
deixando o tempo passar
quem sabe amanhã ele inflama
e vem cedo pra me alegrar


Hoje o dia foi cinza
eu nem consegui despertar
Não me entenda errado
Não sou uma mulher carente
nem dependo de um namorado;
mas esse caso é diferente:
sou movida a energia solar!

(Maria Clara Baccarin)
geraldo trombin disse…
CABIMENTO

Maremoto, maresia!
Num poema cabe tudo,
até mesmo a asfixia
daquele versinho mudo.

(geraldo trombin)
geraldo trombin disse…
DORMITÓRIO

Seu coração é como
cidade-dormitório,
onde deita todos os cansaços,
dorme feito pedra-pesadelo,
roncando papos, noitadas e desejos;
é onde vira de um lado para o outro
sempre,
sempre esperando,
no dia seguinte,
acordar sonhos.

(geraldo trombin)
Cardápio poético

Coisa linda pode comer
Amar, andar e falar
Respeitando o limite da vida
De saber o que pode fazer
As coisas lindas de misturar
Poesias e historias
Igualando sentimentos
Obedecendo ao calor e o amor,

Para as pessoas amarem
Obrigando a viverem
Este mundo cheio de misturas
Trazendo fantasias inúmeras
Inventando e criando amor
Criando emoções nesta terra
Onipotente e gloriosa de historias.

washington luis lanfredi dias dos santos
washingtonlgsp@yahoo.com.br
enviado por e-mail
******
mênstruo

uma mulher vê seu sangue diluído nas águas da privada
ralo como ela, e no espelho
sente-se na vanguarda.
engana-se.
ela não sabe bater uma siririca
– isso é coisa muito feia!
por essas e outras ela é meia
e sua integridade está somente na carteira assinada
em que consta a profissão: faxineira.
mais que a isso, e a cuidar dos filhos
ela não pode aspirar.
ela lava, passa, prepara sequilhos
pouco antes do jantar.
e quando chega o marido
chega um medo de mudar
uma mulher vê seu sangue diluído nas águas da privada.
seria melhor se matar.

(Vivian de Moraes)

enviado por e-mail
*******************

elas

as árvores marcham
na marcha das vadias
elas têm peitos e conas
e são dadas a sangrias
até as árvores marcham
na marcha das vadias

(Vivian de Moraes)
enviado por e-mail
***********

Velho

Corpo
Mundo
Imundo
Objetos de banais prazeres

marcelo ignácio
enviado por e-mail
***********

marcelo ignácio

Olhos

Veem o que queremos
Perdidos na metafísica
Que nada mostra
Apenas o que os olhos, não veem?
Lucy Coelho disse…

Já surgiram sentimentos em mim
Sem nenhuma definição
Alguns controlei
Outros me tiraram o controle.

Já tive sentimentos de paz
Como agora
E já entrei em guerra comigo mesma.

Já errei tentando acertar
E já acertei pensando
Que era um erro.

As vezes sou direcionada
E acerto o caminho
As vezes erro
Por falta de atenção.

Mas sei que em todos os casos
De alguma forma
Tudo contribui para o meu bem.
Estou em paz.

Lucy Coelho 02/10/2014
Lucy Coelho disse…
Todos os dias
Sinto falta de alguma coisa,
Que eu nunca tive,
Que nunca foi meu
E nem sei o que é.

Todos os dias
Sinto vontade de comer
Alguma coisa,
Que acho que nunca comi,
Porque eu não sei
O que eu quero comer.

Sinto como fosse uma insatisfação
De não ter tido o que não sei o que é,
De sentir fome, mas sem saber de quê,
Essa insatisfação é de alguma coisa
Que falta ser inventada.

Falta de alguma coisa
Lucy coelho 03/10?2014
Maria Izabel.


Maciez Aromática - Realidades Intimas Amorosas.


Inspira Zéfiro, Acalenta Bela Encantadora Lua.

(Shigueu Ikeizumi)


Ser belo.

A beleza em apenas ser,

Aquela beleza cheia de imperfeições
Aquilo que naturalmente desperta o belo
Sem ao menos belo querer ser
A beleza de se conhecer.

Existir,
Pois o belo apenas existi
no ato de existir.

Ser belo é ser humano
é ser Objeto
Animal
Poesia!

Ser belo é ser tudo aquilo que se imagina.

(Shigueu Ikeizumi)
Ludmila Mônaco disse…
SEGUNDA NO PARQUE

É segunda e preciso do parque.
Apenas saí de casa
E já vejo menos nuvem.

À minha frente encontra-se uma pataiada,
Me olham fixamente. Abrem e fecham seu longo bico
Com uma frequência que até acho graça.
Certamente esperam o pão de cada dia, Assim como quem os observa.

Me sento então no banco ao lado do lago,
E começo a viver para não morrer.
Mal sabia que o dia
Estava ali no bico do pato.

Meus lábios cedem discretamente.

Ludmila Mônaco
Matheus Rocha disse…
DESPERDÍCIO.

Todo lirismo
é um abismo.
E quem escreve e
procura poesia
só acha um grito,
intraduzível,
algumas memórias
e qualquer inquietação.
Quando muito,
aquela coisa perdida.

Lirismo nenhum
socorre a vida.



Matheus Rocha.
Garanhuns/PE.
matheusrocha.10@hotmail.com
Edison Gil disse…
Desordem e Regresso

Apelações sem éticas
nada proféticas,
óbvias de regresso,
de obscuras tentativas,
e sem sucesso!
Antes um Quixote –
idealista e recesso,
que um realista
desabitado e possesso!

Edison Gil
Edison Gil disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
maíra soares disse…
Relógios

Vejo o tempo
es
cor
ren
do
Daqui
Dali
Será o fim?
Mas cadê o salvador?

Maíra Maia
SE PAI DO HOMEM ERA CARPINTEIRO
E MARIA MADALENA UMA... SANTA
UMA SANTA PURA E IMACULADA ...

QUEM SÃO OS SENHORES
PARA BAIXAR O CACETE
OU NOS ATIRAR
A PRIMEIRA RAJADA

QUEM SÃO OS SENHORES
PRA ORDENAR A TORTURA
E ACHAR QUE A NOSSA CURA
É NA BASE DA PORRADA

NÃO,
O PAI DO HOMEM NÃO ERA SANTO
NEM TÃO PURA ERA MARIA
MAS ABOMINAVAM TODO PRANTO
DO MANTO DA COVARDIA

Luiz Alberto dos Santos
VERDE DE MATO

Que vontade de me embrenhar
no verde mato,
sentir o verde que é vida,
sentindo o cheiro de Deus!
Que desejo de luz e sombra!
encontros de vida,
em contrastes de adeus.
Que desejo de paz!
paz que vibra
em todos os cantos,
em todos os pontos,
neste verde de mato,
que é mato e,
é Deus!
Mariza C. de C. Cezar





Ana Helena Lopes disse…
INVÓLUCRO

Como sofre o poeta noturno
Cabisbaixo, rumo à caneta e ao papel
Traça sem negligência alguns versos indiretos
Nenhum poema tem sentimento de culpa
Por ser apenas e somente mais um
Na torrente de pensamentos
Do talhado poeta
À risca do grafite, surgem as letras desgarradas
Que cortam levianamente a folha de papel
Corta os pulsos o poeta noturno
Para virar tinta seu próprio sangue insone
No invólucro de seu eu sem medidas
Nasce à fórceps a mais nova poesia

Ana Helena Lopes
São Carlos/SP
Ana Helena Lopes disse…
HÁ VESTÍGIOS DE QUE O MAR PASSOU POR AQUI

A areia está molhada
Ontem não era assim
Vi uns rastros de conchas
Senti seu olhar em mim

Meu corpo desmaiado de sono
Agora desperta tão inconsciente
O sal da água do mar
Arde meu olho descrente

No céu azul desbotado
Fixo a interrogação teimosa
Refletiria em seu espelho celestial
O que houve na noite passada?

Há vestígios de que o mar passou por aqui
Quem teria levado meus medos
Que não a espuma das ondas?

Ana Helena Lopes
São Carlos/SP
Escrita DOS PES

Não danço a valsa das ondas
nem ouço seu xuá-xuá
hermetopasqualino
reverberando na praia.

Não Quero Morrer No Mar
das Canções de Caymmi
caçando Sandálias de pescador
Para enfeitar MEUS versos
com tragédias de Heminguay.

ASSIM Como Neruda e Drummond,
eu Caminho na Areia
Escrevendo Pegadas.
*
Antonio Cabral Filho - Rj
André Foltran disse…
*A palavra puta*

De repente
a palavra puta
ronda
a nossa casa,
arromba
a nossa porta,
zomba
a nossa vida.

De repente,
não mais que
de repente.

[André Foltran]
André Foltran disse…
*Mundo Míope Mundo*

Preciso diminuir
o grau dos meus óculos
urgentemente:

ando vendo demais.

[André Foltran]
.:.
Cama vazia

Sou tão singelo
para desnudar almas...
Se desejar,
desnudo tudo:
corpo
alma...
Há, talvez,
uma cama vazia;
preenchida pela metade,
inspira visitas,
enxertadas de maldade.

Nijair
.:.
Sentares

A luz do Sol me fascina.
Quando refletida, princípio físico,
esconde suas formas,
criando sinuosas penumbras.
Que importa!
O que desejo agora, acredite,
não é nenhuma visão míope.
Não busco presentes no meu natalício.
Busco apenas sentir:
o calor da pele que amedronta o Sol;
e o extravasamento da entrega.
Submeta-se e me converta.
Quero que me transforme!
de cético, virarei prontuário de balcão.
Ajoelhe-se e venha. Aliás, sente-se – aceito!

Nijair
Ana Barbalho disse…
DIA DE POESIA

AH, ESSA PALAVRA ESCRITA
HORA EM PROSA, HORA EM RIMA
QUE ESPELHA A NOSSA EMOÇÃO.

DESVENDA OS MISTÉRIOS DA ALMA
HORA SE AGITA, HORA SE ACALMA
VEM FALAR AO CORAÇÃO.

CAMINHA POR TODO O UNIVERSO
HORA UMA PALAVRA, HORA VÁRIAS - UM VERSO
RETRATA A VIDA EM SOLIDÃO.

MAS VERSA TAMBÉM AO COLETIVO
HORA CÉTICO, HORA INTUITIVO
NA LÓGICA DE CADA CONSTRUÇÃO.

POR TANTO ABUSAR, QUE ME PERDOE A SIMETRIA
POR HORA ME VALHO DA POESIA
POIS A PALAVRA DO DIA - COMEMORAÇÃO.

ANA BARBALHO
Anônimo disse…
Maturidade

Procuro o sentido ainda indefinido
das partes desmontáveis de mim que teimam
em me mandar mensagens subliminares.
O mosaico de pecinhas coloridas que
trazem luz aos medos, desejos, anseios
do que fui, sou ou serei. No fim, o quebra-cabeça
remonta um céu não tão azul quanto ao que vi na
semana passada: presságio de tempestade.
De baixo da mesa de centro, refúgio para os estrondos de trovão,
já não cabem mais a expansão de minhas peças espalhadas pelo chão.
Vencendo o espaço e desconforto,
remonto a janela e deixo a tempestade entrar.
Agora, maculado pelos problemas
que invadiram, me remonto num cenário alternativo
e saio à procura de múltiplas soluções.

Ícaro Marques Estevam-MG




Diego F. Cruz disse…
'Escorre'


Escorrendo nas mãos do mundo
meus pecados roxos
Embebedando canções
para passar este tempo que escraviza
e engrandece a saudade
Viagem é adormecer após um salto, tente
Saia para nadar, desnude as lágrimas
e se renda ao abissal, tudo é um pulo
Combustível para assumir os riscos do crime
Sou marginal na altura que eles pensam
O beco é um mundo apertado e cheio de anseios, agonias
e tocs, veja, o mundo é um palácio sem dono e um castelo de bobos.


Diego Fernandes da Cruz
thiago zardo disse…
Votos Sinceros


Antes que fiques tenso
Com minha franca crítica
Quero dizer o que penso
A respeito da tua política:

Só quem vive num imenso
Mar de pobreza analítica,
Sem um mínimo de bom senso
(ou uma cabeça sifilítica)

Crê em promessa patética
E em discurso vazio.
Quem compra voto perde ética,

Quem vende voto é imbecil,
E quem pratica tal dialética
Que vá a urna que o pariu.

Autor: Thiago zardo
Anônimo disse…
Violetas

Abelha voa por cima da cor púrpura
embebendo-se do néctar farto com gosto de roxo.
Emaranhando-se entre as teias e as pétalas,
a aranha tece sua rotina equilibrando-se
sobre o plástico azul-ferrete seguindo
os poucos raios louros que entram
pela janela e maquilam a tez da manhã.
Um pouco de poeira empobrecida salpica o cinza
que faltava a natureza morta
de uma casa vazia, como resquício de um sentimento
que outrora sentias.
Talvez isso explique por que as traças comem do amarelo
da carta junto ao bouquet de violetas que entreguei mês passado.
Interrompo a morbidez do dia
e me ponho a chorar.

Ícaro Marques Estevam-MG
governor disse…
Dei um Peido
Tentei continuar a viver
nesta
Pedra
Angular
Firme
Vencer

carlos a.c. liberal
governor disse…
Dei um Peido
Tentei
continuar
a viver
nesta Pedra Angular
Firme
Vencer

carlos a.c. liberal
Carolina Rieger disse…
Sinestésico

Sinto que te amo absolutamente
No arrepio que me corre
Nos mamilos que enrijecem
Na cabeça em roda
No peito que se agita
No ventre que quente escorre
Quente...
João Alberto de Faria e Araújo disse…
Haicai

Poente na roça
o fogo crepita na choça –
Sarau de estrelas
João Alberto de Faria e Araújo disse…
Haicai de Outono

Nos braços d'um banco
folhas mortas descansam -
Restos da estação
Wladimir Santos disse…
Sombras

Mãos brincam
na clara sombra
da noite

Entre olhares
e mãos
a vela
revela
pássaros
peixes do ar
peixes
pássaros do mar
Wladimir Santos disse…
Realezas

Abelhas zunem
na flor da bananeira

O umbigo
na ponta da penca

O mel
no cilindro
da caixa

A geleia
no centro real
da colmeia

Wladimir Moreira Santos
Bia Tannuri disse…
Tristeza

Olha minha senhora, já lhe recebi lhe dei atenção e ate certo carinho, mas agora chega é hora de ir. Saía e feche a porta.
Não adianta insistir, se quiseres ficar aí ficaras sozinha, porque eu não vou lhe dar mais atenção.
É certo que fazes parte da minha vida e às vezes és até necessária, como todos teus outros amigos da classe dos sentimentos, mas tudo tem sua hora de começar e de findar, por isso não vou mais repetir, se queres ficar, fique que eu estou indo.
Adeus tristeza. Bem, adeus não, tudo bem, mas até a próxima e que não seja em breve.


Bia Tannuri
biatannuri@gmail.com

http://www;biatannuri.com
Bia Tannuri disse…

Poesia

Ela olhava para mim e eu fingia não ver,
Então ela ia para um lado e eu para outro,
Ela voltava me cutucava e eu dizia dela não querer saber,
Ela se cobria com a capa do não aparecer e eu a olhava com os olhos do não querer ver,
Ela dizia que ia e eu fingia acreditar,
Mas ela ficava por ali, atrás da moita do meu coração esperando a hora de me conquistar,
Conquistou e eu aqui estou a lhe louvar,
A busca nunca termina, os objetivos é que se renovam,

Bia Tannuri
http://www.biatannuri.com

Victor disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Victor disse…
Tentativas


Fiz uma ou duas escolhas erradas,
visando cem ou mil possibilidades de acerto.

Usei mais palavras que devia,
tentando rimar,
e não cheguei nem perto.
Digo, me aproximei um pouco.
Afirmar assim fica mais correto.

Se o erro é o caminho à perfeição,
logo mais estarei certo.

(João Victor Martins Ruyz)
Rangel Souza disse…
Carnaval da Vida

não confio na sorte
nem em cruzar os dedos
às vezes para conquistar
a coragem tem que vencer o medo
deitar tarde e acordar cedo
fazer no carnaval da vida
o melhor samba enredo

Rangel Souza
enviado por e-mail
*******************

Maurício Rocchi

As Luzes
(Maurício Rocchi)

Há luz que brilha a ermo.
Há ermo em que a luz não brilha.
Há brilho que não vem da luz.
Há luz que indica o caminho.
Há caminho que a luz não passa.
Há passagem com pouca luz.
Há luz que vemos e não mais existe.
Há luz que existe e não vemos.
E, há você.
Que me deu a Luz...
enviado por e-mail
*************

A Última Amante
(Maurício Rocchi)

Para onde me levará essa dama
De corpo frio e olhos violeta
Carregar-me-á porquê me ama
Ou somente porquê me detesta

Será que terei consciência nesta hora,
Ou ela findará no último suspiro dado?
Será que meus pecados, cometidos outrora,
Contarão para o lugar a mim destinado?

As certezas que tinha de nada existir
Além desta simples existência terrena
Desaparecem diante da certeza do fim

E por medo do que está ou não por vir
Penitencio-me desde já de forma plena
Desejando um melhor lugar para mim.
Talita Nogueira disse…
Lição de morte
Aprendi a boicotar os desejos
Fugir dos prazeres
A sangrar de vez em quando
Sentir a pele rasgando
Privar-me, prender-me, matar-me
Prender o ar
Desoxigenar-me
Sentir os nervos da face dilacerar
Apagar o sorriso
Fechar os olhos pro sol
Calar, sucumbir
O espírito sôfrego inflama a morte
Pra me fazer cada vez mais viva
Cada vez mais pele
Cada vez mais flor

Talita Nogueira
(talita-nogueira@outlook.com)
Talita Nogueira disse…
O dia em que Miró mirou meus olhos

Como quem ganha um Miró
O dia alvoreceu amarelado
Quadriculado, marcado e cantado
Na capa da agenda
Feito janela de madeira
Que abre pro campo
Pra gente pintar da cor dos olhos mansos
A firmar o êxtase acelerado
Atravessando as sombras e os freios
A cada raio de sol
Que amansa os olhos
E inquieta a alma
Ao cantarolar de um orgasmo precoce
Miró mirou meus olhos
E sobre o muro, cantou feliz

Talita Nogueira
(talita-nogueira@outlook.com)
Yvisson Gomes disse…
Simbiose
(Yvisson Gomes)

Coisifica-me
Em ti
Num rasgo viscoso
Coisifica-me
Aquário da vida

O dia amanheceu branco
mais gelado que meu próprio coração
sem nenhuma canção
sem nenhum pranto
o dia permaneceu branco
sem o teu encanto!

E se eu fosse a moça tecelã
deixaria o corpo que padece
me envolveria com sol e a neve
entre as linhas da minha face
teceria o calor e o frio
nos caprichos do dia e da noite
para ter contigo o amanhã!

Danielli Rodrigues
enviado por e-mail
************

Brisa de Verão

Brisa que inunda o meu ser.

Alivio para as minhas dores.

Vento que bate em meus cabelos,

Esvoaçando os fios,

Dissipando as coisas ruins.

Brisa que aconchega,

Trazendo novos pensamentos,

Novos planejamentos,

Novas alegrias.

Brisa que traz um novo fôlego

Em busca de Paz.

Ilma Alves
André Reis disse…
Não sei, se sei ser

Não sei se sei
O que não sei
Nem o que faço
Só sei que sei
Pouco que sei
Tudo que laço

O pouco que sei (e penso que muito sei)
Faz-me ser
O que jamais serei
E sendo o que não sei ser
Me perco na arte de desconhecer.

Só sendo o que não sei
Parar viver do jeito que sei
E se farei o que me forcei
Forçar-me-ei a ser o que jamais serei.

André Reis
Fortaleza / CE
(TEUS OLHOS)

Assim como vida é dita
Me vi como sou e sinto
Palavras de um labirinto
Páginas da vida escrita

E minha alegria bonita
Selecionada num crivo
É um dos temas do livro
Que fez um olhar cativo

Nas páginas é onde vivo
Palavras aonde é sonho
Sonhar é o olhar risonho
Dos olhos que lê o livro

(Poetisa Cléo Alves)
Orlândia - SP
(FLIGHT)

O voo
dilacera
a visão
medíocre
do homem
aprisionado
e a visão
dilacerada
cinge o céu
nas asas
de um olhar
que liberta.

(Poetisa Cléo Alves)
Orlândia - SP
Cordélia. disse…
Saudades.

Tento o brilho dos teus olhos na lua ver
Mas não consigo: o alvorecer
Traz um novo brilho, de novo os teus olhos
São o brilho que não vejo e não quero esquecer.

Tento o brilho dos teus olhos no sol ver
Mas não consigo: o anoitecer
Traz a lembrança dos sonhos, mas não o brilho
Que anseio tanto e não quero esquecer.

(Marina Fülber)
Cordélia. disse…
Fantasma.

Estendo as mãos à frente:
Sinto o rosto ainda presente
Que a pele anseia tocar.
O fantasma diz que ama
E com sua fala engana
O presente do que foi amar.

(Marina Fülber)
L. S. Callins disse…
Apocalipse Zumbi

E esta devastada terra
Por muitos anos só terá
O mal que Dão ousou criar
E mais e mais se desterra
E mais e mais se desterra
E mais e mais se desterra
E que ao mundo soterra
Até restar somente terra
Quem por último a verá?

- Leno Serra Callins.
L. S. Callins disse…
Dores e dores

Tremo pelos temores
de meus amores
vividos em tantas dores
sentidas numa profusão de calores
sons, gostos e odores
mas não d'imagens
pois quais amores
não são cegos, crédulos e credores?

- Leno Serra Callins.
Mushii' disse…
Aquém

Naquilo que me traria paz
aquém de qualquer realidade medíocre
os públicos nos confundem
como se fossemos sombras
Dançando nas margens da vida
e contestando liberdades
anarquistas.

-Yasmim Stella Domingues Marcucci

Necessidade Lirica


Preciso de um poema
não precisa ser de amor
muito menos ter belas rimas

Ei! Você! Mande-me um?
Faça essa caridade
ajude-me a superar o dia
enquanto acendo um cigarro
por que dentro de mim só há sofrimento
e fora são festas dionisíacas.

-Yasmim Stella Domingues Marcucci

email: yasmim.mushi@hotmail.com

daniel girao disse…
ENTRE VASOS E AZULEJOS OS ANJOS SÃO MAIS TRISTES

Entre vasos e azulejos os anjos são mais tristes
Aqui ele sua e rasteja em estrias de mulheres sem vida
Ele um dia foi comido por lobos famintos e sacros
Nessa mata secreta onde sente estímulos confusos

Entre vasos e azulejos os anjos são mais tristes
Aqui tudo o seduz e o castiga com dores prazerosas
O sabonete o ajuda na imundice involuntária da carne
A água cai fria do chuveiro gota a gota dentro do balde

Entre vasos e azulejos os anjos são mais tristes
Ele culpa a sua mãe por dar ouvidos a uma Serpente
O aroma da meretriz e odor da madre o perfumam
Entre a cuba e a torneira o anjo já lavou as suas mãos

- Daniel de Almeida Girão
daniel girao disse…
O CUPIM SE ALASTRA PELA MOLDURA

Madeira sem lustre e inerte
Que ampara um balé e um abajur
Se conforma com sua vida de criada
E o cupim se alastra pela moldura

O criado-mudo tem um feitio infeliz

Gavetas grávidas de gravatas engomadas
Paletós com gosto de dinheiro sujo
Colarinhos brancos cochilando no cabide
E o cupim se alastra pela costura

O guarda-roupa vive clandestinamente

A mesa assiste ao banquete chique
Espiando a sobra cair da boca nobre
Mas o talher da elite jamais vacila
E o cupim se alastra pela compostura

A lava-louça asseia a prata aristocrata

- Daniel de Almeida Girão
Unknown disse…
INCOLOR
Poesia negra
Poesia branca
Poesia amarela
Poesia azul

Poesia é incolor
Poesia tem sabor
Poesia tem desejo
Poesia tem segredo

O negro profundo dos teus olhos no mar azul
Que encontra a paz tranquila e branca do amarelo girassol
Pintado no quadro traçado de norte a sul
Conta histórias numa tarde avermelhada esperando o peixe no anzol

Poesia incolor...


MAURO ROCHA
Fabia Cristina disse…



Meu amigo, vou lhe contar!


Ho! Meu amigo vou lhe contar:
A lua e o sol são só inspiração.
As milhares de estrelas,
Que recebem admiração.

Meu amigo, vou lhe contar:
Poetas escrevem o que dá na telha,
Eventualmente, encontram rimas,
E às vezes, esse plano falha.

Vou lhe contar:
As noites são escuras,
Mas, belas como o dia.
Enquanto todos dormem, a lua ri de alegria.

O rio é como a àgua da torneira.
(Só que é impossível fechar)...
E o gelo (não o da geladeira),
O gelo... Bem o gelo lembra sorvete...

Descobri (assim de repente) que já não aviso mais
Se conto ou nao, pouco interessa.
Já não te chamo de meu amigo.
O que aconteceu comigo?

Maria Gabriella 011 97430-1580
Emérson Santos disse…
Ligações


Assim como a letra
puxa a palavra;
O inferno, a alma.

Assim como a estrela
puxa o céu;
A abelha, o mel.

Assim como a gota d’água
puxa o oceano;
A preguiça, o sono.

Assim como a boca
Puxa o beijo;
Você menina veneno,
Me puxa o desejo.


Emérson Rocha
Lajedo-PE
emersonrocha07@hotmail.com
Emérson Santos disse…
Amor não mata!


E agora tudo o que sinto por você
é tão complexo
que não sei dizer.
Nem eu mesmo sei
o que estou pensando.
Só tenho uma certeza:
quero morrer te amando!

E, se o amor mata,
por que estou vivendo?
Se meu único pensamento
é estar te querendo.
Por mais que eu tente,
nada faz com que eu esqueça
um rosto oriental
em sua mais perfeita beleza.


Emérson Rocha
Lajedo-PE
emersonrocha07@hotmail.com
Anderson Abade disse…
Poesia do sobre

É sobre dor. Sobre amor. (Sobre a dor do amor).
É sobre juntar cacos. Sobre costurar retalhos.
É sobre aquele pôr-do-sol juntos. Sobre o café dos esquecidos.
É sobre o relógio injusto, a vida. Sobre querer ser suicida.
É sobre cumprimentar o delegado. Sobre abraçar o desabrigado.
É sobre rir com o amigo. Sobre ter um abrigo.
É sobre as sobras do sentir. Sobre dançar e tudo fluir.
É apenas sobre viver. Apenas sobreviver.


Anderson Abade
Thiago Goncalves disse…
Te mostrei o meu sentir
Te mostrei o meu adorar
Te mostrei onde a lua esta
Te mostrei minha composição em forma de melodia


Te dei a chave para você entrar
Te dei a mão ao caminhar
Te dei um pedaço do meu ser
Te dei cuidados que uma flor precisa ter


Te falei para relaxar e caminhar
Te falei que ao meditar a paz de espírito ira encontrar
Te falei tanta coisa, que seu pensamento não para de pensar

Agora te digo,
Se senti inferior pois sou um lorde
Mas deixo o meu trono, o meu reino
Para ser um ninguém, e criar uma historia contigo..

Titulo : TI Dei O Meu Te
Nome do Autor: Thiago Ferreira Gonçalves
Email:Thiago.abusonhador@hotmail.com
Thiago Goncalves disse…
Te mostrei o meu sentir
Te mostrei o meu adorar
Te mostrei onde a lua esta
Te mostrei minha composição em forma de melodia


Te dei a chave para você entrar
Te dei a mão ao caminhar
Te dei um pedaço do meu ser
Te dei cuidados que uma flor precisa ter


Te falei para relaxar e caminhar
Te falei que ao meditar a paz de espírito ira encontrar
Te falei tanta coisa, que seu pensamento não para de pensar

Agora te digo,
Se senti inferior pois sou um lorde
Mas deixo o meu trono, o meu reino
Para ser um ninguém, e criar uma historia contigo..

Titulo : TI Dei O Meu Te
Nome do Autor: Thiago Ferreira Gonçalves
Email:Thiago.abusonhador@hotmail.com
Paulo Franco disse…
O GRITO

Na musicalidade dos versos
a rebelião silenciosa
das palavras enobrecidas
que lavram uma busca incansável.

Em cada ponto,
em cada canto pelos ares,
suprindo os desencontros
atrás do reencanto dos sonhares.

Na melodia dos olhares
a insurreição das frases no infinito,
alimentadas pelos sentimentos,
que reagem ao silêncio
insubordinadas
pela necessidade do grito.

Paulo Franco
Cerebro Rockento disse…
Espada sangrenta

Suas palavras são escuras e limpas
O seu cheiro diz tanto e atormenta
És o escudo da verdade, não mintas
Sou o guerreiro da espada sangrenta

Vejo o que a dor agüenta e quando a raiva esquenta
Sou frio feito a peçonhenta , víbora que me atormenta

Envenena e lamenta , quebra sua presa sedenta
Em minha alma suculenta , o amor se afugenta...

Sou a paz violenta ,Tenho o gosto
Se acha que suporta tenta , Ou o oposto

Mundo ,abrigo ou placenta, Estou sozinho
Venha luz e se assenta , Em meu caminho

Sou a paz violenta ,Paz violenta no ninho
O ego experimenta ,
Com paz violenta caminho ...
Léo Ottesen disse…
Sustentabilidade

Sustenta a habilidade
de sustentar a própria vida
antes que seja tarde

Léo Ottesen
Léo Ottesen disse…
A sinfonia

Um par de patas no chão
rompe o silêncio da noite
Patas e toques aos montes
embalam a procissão

De dia quando o sol brilha
e a vida parece rara
o barulho que não para
são os tropeços da filha

Lá fora asas são ouvidas
batendo de par em par
Mas sem sair do lugar

o poeta enxerga tudo
E faz do seu próprio mundo
sinfonia de partidas

Léo Ottesen
Rogério Batista disse…
O Coração Novo

O que farei com este peito arrebentado?
Pisoteado por cascos de feras selvagens.
Sangue e sujeira neste peito se misturam.
Em estigmas cruéis ele se abre.

Música alguma subirá a este coração.
Boas lembranças apagadas com desastres.
Um poço sem água com pestilências se formou.
Escuridão e mazelas importunamente se alojaram.

Digam! O que farei com este peito?
Um dia alegrou vidas e promoveu bondade.
Mas converteu-se à dor e ao lamento.

O sangue e a sujeira deram-no nova vida.
Vida sem escrúpulos ou ressentimentos.
Bate neste novo peito: infindável sofrimento.

Autor: Rogério Batista
Rogério Batista disse…
Aos Cuidados de um Anjo


No crepúsculo dos rios de águas mansas.
Evitava narciso seu reflexo compulsivo.
Nas margens evocava o sangue mantras.
Dos ares observava um Anjo compassivo.

Impetuosamente tomando-o nos braços.
O Anjo não pôde intervir.
Silenciava o sangue no aço.
Aço letal, no punho o ferir.

Voltaria ao céu a levar triste lamentação?
Pela noite velaria o silêncio a sucumbir?
O coração dele levaria, aos cuidados não ferir.

Ascendia ao céu com o coração jazo.
Em seus ombros pesados de fardo.
O Anjo permitiu o jovem coração cair.

Rogério Batista
Rogério Batista disse…
Aos Cuidados de um Anjo


No crepúsculo dos rios de águas mansas.
Evitava narciso seu reflexo compulsivo.
Nas margens evocava o sangue mantras.
Dos ares observava um Anjo compassivo.

Impetuosamente tomando-o nos braços.
O Anjo não pôde intervir.
Silenciava o sangue no aço.
Aço letal, no punho o ferir.

Voltaria ao céu a levar triste lamentação?
Pela noite velaria o silêncio a sucumbir?
O coração dele levaria, aos cuidados não ferir.

Ascendia ao céu com o coração jazo.
Em seus ombros pesados de fardo.
O Anjo permitiu o jovem coração cair.

Rogério Batista
Anônimo disse…
PORTA ABERTA PARA O AMOR
Emílio Soares da Costa

Abro a minha porta e bem lhe vejo
Entrelaçando meu olhar com seu olhar.
Por olhar fulgura o meu desejo
De só poder somente lhe abraçar.

Eu por segundo penso em segredo
Sentindo sorriso e ser mais feliz.
De quem se vê expressão de enredo
Com certeza, amor jamais infeliz.

Impreciso e alvoroçado fiquei...
Por vê-la linda mais me encantava.
Por ver bela imagem que deparei.

Escancarei a porta pra sua vida.
Sonho de amor que bem desejava.
Com ardor dei-me por acolhida.
Cerebro Rockento disse…
O Super herói

O cansaço me fecha os olhos
A solidão me faz cochilar
Pesadelos loucos me acordam
É real o que me faz chorar

Lágrimas me fazem forte
A força me faz ferir
Lembranças me apunhalam
Fazendo meu coração partir

O meu sangue então corre depressa
Como um rio em direção ao mar
Não mergulho em meu próprio orgulho
Poderia me contaminar


Ondas se chocam nas rochas
Que não cedem seu lugar
Eu me sinto entre as duas
Onde nunca deveria estar

Num espelho a mim mesmo
Enfrento e vejo o quanto dói
Explorar o sentimento, fundo
Dentro , é pra super herói
Wlange Keindé disse…
Dilema

Às vezes eu me pego tão
in
com
ple
ta
Que é como se,
Num plano mais amplo,
Essa incompletude me completasse

(Wlange Keindé)
Wlange Keindé disse…
Alguém caminhava na noite

Ontem percorri a Terra toda
Calada
Como um provérbio mal interpretado
Em estado
De plena inconsciência
Polêmica
Com minhas pernas mal aventuradas
Calada
Com as pestes do esgoto no encalço
Sagrada cega e sábia
Como uma deusa sonâmbula

(Wlange Keindé)
Anônimo disse…
Verdejar

ver-deitado
na grama verde
ver-te-ei, pois
muito sinto
como é ser tão poetado...
num sonhado céu
estrelas

ver-deitado
na grama verde
ver-te-ei pois muito
sinto
como é bom tão ver deitado
da grama verde
um céu
de estrelas

Ronaldo Rios
Anônimo disse…
Tratoria

tanto cabe um ser em mim
nada mais lhe apraz distante
reverá adiante o fim
claro esconso e petulante

arredio e inocular
impudico feio inócuo
este ser amor lhe chamam
é por ti que me sufoco

Ronaldo Rios
enviada por e-mail

********************

E se fosse...

E se fosse um quase
No meio da frase,
E se fosse um pranto
No meio do canto,
E se fosse um soco
No meio do troco,
E se fosse apenas um apenas
No meio da rima?

Magda Duarte.
enviado por e-mail
*******************
Belo

Belo é o eco
dentro dos corpos
e os olhos
dentro dos verbos.

Belo é a queda vespertina
para a noite efêmera
e o vento
sob a relva anêmona.

Magda Duarte.
enviado por e-mail
********************

Hoje estou aqui


Hoje estou aqui,
Amanhã não sei,
Talvez esteja a voar
Ou quem sabe a namorar.
Hoje estou aqui,
Feliz e não chorei,
Tudo é muito gostoso
Quando se é guloso.

Maria Hortense Martins Nunes
enviado por e-mail
-**********************

Canto

Canto, canto sem parar
E não quero ai chegar,
Ao ponto de virar
E começar a chorar.



Nome - Maria Hortense Martins Nunes

País - Portugal
Anônimo disse…
SAUDADES DO SERTÃO

O vento assovia no canto da casa
Sob minha pequena janela
As folhas secas rodopiam dançando valsa!
No alto, continua a coruja em sentinela.

Como se fosse tudo uníssono,
A noite esvai-se invisível como um anjo
Acalentando meu sono!
Lua, vento, folhas num só arranjo!

O suave vento continua,
As folhas secas, em redemoinho,
Dançam sob a luz da lua!

Alcançando paz sublime adormeço.
Meu sonho, um conto de fadas,
Que nem mesmo ainda conheço!

Gercy Terrin Scacalossi
14/10/2014
Anônimo disse…
VIDA


Vida,
Quero você toda para mim.
Sem defeito, sem dor.
Regrada cheia de amor.
Quero você inteira assim,
Começo, meio e fim!

Gercy Terrin Scacalossi
CIRCULO VICIOSO

É tarde,
é cedo.
Rosa o horizonte,
luz que se esvai,
luz que vem,
que surge da terra,
de outras eras,
de tempos atrás,
à terra voltando,
partindo para o tempo,
para o circulo vicioso,
dos tempos de agora,
dos tempos de outrora,
trazendo amanhãs.
Mariza C. de C. Cezar






Kelly Oliveira disse…
Lar, Doce Lar

Eu só queria um lar...
Um lugar de amor, alegria e paz
Conviver sem desesperos e gritos
Abrir os olhos sem me assustar
Fechar as pupilas sem chorar

Eu só queria um lar...
Queria um cantinho exalando poesia
Um aconchego transbordando paixão
Positividade na parede, teto e chão
Lar, doce lar, um dia eu chego lá

Kelly Oliveira
Kelly Oliveira disse…
Pobre mentira

Ele abandonou o teatro
Porque achava hipocrisia
Interpretar o que na vida nunca seria

Agora ele assassina momentos
Encobre fatos e passe pó e base
Numa vã tentativa de esconder-se

Pobre, coitado ninguém o avisou
A maquiagem é a forma mais hipócrita
De não assumir a verdade, Meus pêsames!

Kelly Oliveira
Lis Aiperi disse…
TORCER DAS LEMBRANÇAS

Que mistérios circundam minha vida?
Ás vezes descubro-me em livros.
Palavras mergulhadas no mel embalsamado,
Envolto por amarras, no brim de esperança.

A vida em criança,
Parece brincar de esconder com meus anos.
Tecer de livre engano.
Engano de não querer ser.

Quem sabe eu possa ainda me perder
No colorido som de minhas ânsias,
No misterioso torcer das lembranças.

Nome: Lis Aiperi Borges dos Santos
Lis Aiperi disse…
PASSAGEM

Um ponto.
É do que preciso.
A linha do sonho invisível.
Eu paro agora!
Ponto “.”

E a louca vontade de não dar um “basta”!
Passa...A hora, o medo e a coragem...
...Passa...Eu sei que isso passa.
Mas, mesmo após tanta decepção,
Neste pobre coração ainda resta a vontade

De esperar,
De deixar passar...
E continuar.

Nome: Lis Aiperi Borges dos Santos.
VIAJANTES...

As passagens estão compradas
Esperando o carimbo
Os vôos estão marcados
Na espera do caminho

As lembranças são perenes
E nos tornam joviais
Emotivos, saudosistas
Revistas e jornais...

São marcas de um passado
Cujo tempo foi voraz
São lampejos memoráveis
Do vivido e nunca mais


Leandro Martins de Jesus
Itapetinga-BA
AMOR DE CORAÇÃO

Às vezes me bate uma nostalgia tão grande no peito
Que penso que é defeito
Fagulhas de amor

Coração acelerado
Sentimento íntimo
Sempre bem guardado

Como se possível fosse
Conter o incontível...

Teu olhar sempre incrível
Irradiando emoção...

Ilumina minha vida
Com amor
De coração.

LEANDRO MARTINS DE JESUS
Itapetinga-BA

Anônimo disse…
Em partes


Uma parte de mim quer tudo
a outra, não sabe o quer.
Uma parte de mim sonha, viaja, delira...
a outra está inerte, parada, fria e mórbida.


Janiele Marinho
Júlio B. disse…
Halo

Era uma noite, não viram que enluarada.
Ele veio num sorriso,
vi que era um abismo, mas não pude fazer nada.
Ele veio me encontrar.

Não, não sou um executivo, respondi.
Nem foi preciso, era pretexto,
ele queria conversar.
Comentei sua beleza,
ele riu de canto, sem saber o que falar.

Era uma primavera, mas os ventos de inverno,
executivo usa terno, e eu estava de allstar!,
ele veio de guarda-chuva e luva cor-de-rosa,
em noite chuvosa, o olhar cirrostratus...

É, não era boato, ele era mesmo bonito.
Comentou o frio da noite, perguntou alguma coisa,
mas eu deixei no ar.
Já tinha perdido minha atenção,
eu era apenas dispersão,
como a noite refração,
e respondi sem mais pensar:
espero outubro passar,
você não está vendo, mas há nuvens no céu.

--

Júlio B.
juliob612@gmail.com
Anderson Estevan disse…
Flor do sertão

Olhos verdes penetrantes
Lábios que se abrem
em um sorriso de medusa
Petrifica-me, mas aos poucos

Entre os sons diversos
ouço pandeiros e atabaques
Em uma valsa avessa,
sua voz se faz onipresente

Não digo teu nome por nada
nem por teu lírio do campo
ou tua flor no sertão

Sóbrios pensamentos vibrantes
entorpecidos pelos olhos verdes
em um olhar vazio e distante

Nome: Anderson Estevan
São Paulo - SP
e-mail: anderson.estevan07@gmail.com
Anônimo disse…
Educadores

Todos na mesma batalha
Todos no mesmo ideal
À procura de respostas
Sentindo-nos num vendaval

Luz, cor, dança, música
Um tufão de sensações
Nos colocam pra dentro da vida
Num palpitar de emoções

O desafio nos motiva
É a eterna busca ao Santo Graal
Queremos sabor e magia
Uma vida sem igual

Márcia Nabeiro
Yuri Dinalli disse…
OU VIDA, OU VAI(A)

Que a minha poesia seja ouvida, óh pai.
Que o grito latente ecoe mais que simples “ai”.
Que as linhas apagadas vivam livres
Para que em morte ou vida a mesmisse,
Mesmo esquecida ou, em grade contida,
Viva a vida e vice e vai.

Que a minha poesia seja ouvida, ou vai (ada).
Que o público, descontente, sequer me aplauda.
Que voem os tomates pela merda ouvida
E ainda sim, com a voz contida, eu possa,
Perante o furor, permacer calmo e sem rancor.
Ou fica. Ou vida. Ou vai (a).

Autor: Yuri Dinalli
Ane Feltrin

Terça Feira

Terça feira acordei irritado deve ser essa vida que segue tão agitado
Tomo um bom café bem encorpado
E logo vejo que estou mais relaxado
Café é bom faz bem ao coração e também a emoção
Café com leite ou até um espresso é tão gostoso que é só esse que peço
Que legal já acordei e deixei de lado o irritado
Agora estou mais animado
Quero ficar e lhe peço um outro espresso
Hoje quero ficar um homem completo!

Nome: Ane Feltrin
enviado por e-mail
****************************

As maiores forças do universo
Somente a fé e o amor,
Traspassam as barreiras da razão;
O amor suporta o que for,
Pois ele é a motivação.
Suporta toda traição e toda dor,
Para ele tudo tem perdão,
E de tudo que faz nada é em vão,
Ele é dos esplendores o esplendor.
Já a fé é a confiança,
No que não podemos ver,
É a doce esperança,
Que temos de ter,
Desde criança,
Até deixar de viver.

Francisco Áureo Noronha Filho
enviado por e-mail
******************
Às vezes amor rima com dor II
Ó essa dor,
Que falar ouvi e vi,
Sentida por amor,
A mim e a ti.
Precisou morrer
E ressuscitar,
Para a nos converter,
E para nos salvar.
Ele nos amou,
Com sangue provou,
E sempre nos guardou.
Amor bastante,
Pelo homem: errante;
Que o compara a um diamante.

Francisco Áureo Noronha Filho
Teixeira Duarte disse…
O EXPLORADOR
Como passasse correndo
Pelas pontas dos cabelos
Agarrei um pensamento
Antes surdo aos meus apelos

Por hermético, calado
Com lápis, o ventre abri-lhe
Um corte de lado a lado
E eis que sua luz sorriu-me

Porque mero lusco-fusco
Socorri-me duma lupa
Mas não achei o que busco
O que busco não me busca.

(TEIXEIRA DUARTE)


PLANEJAMENTO


Tomar nota
Hipócrita
Para não ter que lembrar.
Lembrar
Vagamente
Para não realizar.

Comprar livro
Decidido
Para não ter que ler.
Ler
Pernóstico
Não ter que refletir.
Refletir
Metódico
E jamais agir.

(TEIXEIRA DUARTE)
Andressa Nunes disse…
[In]Certezas

O límpido vidro espelhado
Dos reflexos, desenhista
Ouve-me questões egoístas
Sobre um destino incerto, imaginado.

Como se o rosto refletido
Ilusório, fosse garantia
Da eterna beleza frágil,
Total impossibilidade de hamartia.

Desde quando há
Certeza inquestionável
No tumulto tempestuoso
De um olhar inviolável?

Andressa Nunes
Cris Dakinis disse…
A ARTE DO ENCONTRO

A vida em seu compasso itinerante
quando floresce azul ao meu encontro,
traz devaneios que sempre demonstro
na boemia de um eterno amante.

Em meu trilhar de paixão delirante
há mil tropeços com que me defronto:
Fumo de névoas, e eis o desencontro,
sinalizando um contraponto errante.

Verso e reverso que a humanidade
procura controlar... - Desavisados!
Todo encontro leva à eternidade...

Mas desencontros foram inventados,
pois tudo dura uma efemeridade,
e os des(encaixes) são predestinados...

Cris Dakinis
Cris Dakinis disse…
SONETO DO AMOR SINCERO

De amor se fala com facilidade,
mas jura falsa é algo frequente.
Toda paixão finge ser para sempre,
ilude sonhos com realidade.

Porém os que se amam de verdade,
são um do outro o melhor presente,
dispensam joias, flores e somente
guardam riquezas na felicidade.

Amor sincero é pote de ouro.
É ser fiel e cuidar com esmero.
É dar abrigo, ser ancoradouro...

Que me desculpem se eu exagero...
O bem-querer em busca do tesouro
sabe reconhecer o amor sincero.

Cris Dakinis
Unknown disse…
NÉO-NEOLOGISMO (reinterpretação de "Neologismo" de Drummond)

Choro muito, me queixo mais ainda.
Mas invento palavras que traduzem a solidão mais profunda e mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, um pronome: semtigo.
Pronome (im)pessoal de dois gêneros: Amo contigo, sofro semtigo.

(ANTÔNIO CARNEIRO)
Letícia Motta disse…
Soneto de Amor

Amo-te vasta, esplendida e ternamente
A ponto tal de ser fascinanteriqueza
Joia imensurável que tanto se deseja
Eterna, perdida e infindavelmente

Amo-te portanto, meu amor, sem razão
Semelhante a abundante sede insaciável
Outal ferida incurável
Tendo-o como maior encanto e emoção

Vivo-te, não apenas amo-te meramente
Nos intensos prantos e incansáveis sorrisos
Nas flores e pedras do tão longo caminho

Concretizo-te, vou além do terno amor
E que seja forte chama ardente do coração
Que haja luz por toda estrada, por toda vida


Autora: Letícia Rodrigues Motta
Zidelmar Alves Santos disse…
Me arriscando no mundo da poesia

Me arriscando no mundo da poesia
Fiz um verso: ganhei ofensas
Escrevi palavras: ganhei adjetivos
Por sinal, os piores...

Me arriscando no mundo da poesia
Falei de ciência e falei de magia
Em troca, chamaram-me de louco
De burro e de grosso
Disseram-me que eu não ia chegar a lugar nenhum

Me arriscando no mundo da poesia
Falei de saudade, de educação
De amor, de preservação
Caminhava escrevendo
E conversava com pessoas
Construindo versos (em pensamento)

Me arriscando no mundo da poesia
Não ganhei um elogio
Só ganhei retaliação
E em nenhum momento
Vi sinal de compreensão
Me desiludi e me perdi
Na imensidão de uma palavra

Me arriscando no mundo da poesia
Me perdi em uma palavra
Uma tal de “Filosofia”
Pois, por escrever poemas,
Me chamaram de filosofo

Me arriscando no mundo da poesia
Pensei em uma alternativa:
Me arriscar no mundo da filosofia

Me arriscando no mundo da filosofia
Pensei que seria reconhecido
Que por merecimento, piedade ou gratidão
Alguém me chamaria de poeta.

Zidelmar Alves Santos
Zidelmar Alves Santos disse…
Aos 27

(Para Janis, Jimi, Amy e muitos outros que se foram)

Não sou um astro do rock decadente
Sou estrela de um filme de terror
Caminhando, pensando no presente
E no passado, onde nunca tive amor

Não sou gênio como dizem por aí
Sou normal e só queria ser mais um
Correndo na chuva até cair
Vivendo recluso, sem temor nenhum

Como um anônimo, em plena liberdade
Rastreado apenas pela natureza
Que não teme o caos que impera na cidade
Aos 27, tenho apenas uma certeza:

– Fujo de um mundo cruel e sem beleza
Sem saber se terão de mim saudade.

Zidelmar Alves Santos
Anônimo disse…
Muito linda! Parabéns
Anônimo disse…
Segunda Feira!
Segunda feira acordei faceira
Quero ficar na cama, mas o dever me chama
Levanto vou à cozinha fazer um café para ficar animadinha
Gosto quente pois anima deixando a minha alma mais levinha
Tenho uma semana todinha
Para tomar café e seguir na minha!

Nome: Ane Feltrin
Anônimo disse…
Lágrimas de filha
Dura e fria a lápide com o nome Mãe.
Coração partido, olhos molhados
Da filha que aqui chora por ela.
Viver de lembranças até o último anoitecer,
Esquecer a presença, lembrar a essência
E voltar a viver.
Neyd Montingelli - Curitiba/Pr
Dia frio!
Hoje faz frio o céu está azul
Que bom, vou tomar um café quente
Para animar a alma que sente
O vento constante que corta a mente
O café espressa um minuto de algo inteligente
Alegra a gente que gosta de viver intensamente!

Nome: Ane Feltrin
cleiton lima disse…
Choque de realidade

Sentado no banco da praça
Sentido vento gelado balancear
Sacudir inocência destemida
Extrair a experiência
Jovens não acreditam na essência
Netos futuros avos idolatria
Patriarca de família
Geração após geração lutar
Pra não desgarrar atração principal
Sementes plantadas no pátio de casa
Não permitir parada haverá sequencia singela
Embora possa tropeçar nas pedras da estrada
Alevante-se erga cabeça siga a caminhada
Vai se indo costeando a estancia
Bravo segue na peleia
Travada anos após anos ate décadas
Passaram-se tempos são rugas mesquinhas
De longa data vêm eternidades
Solidão companhia ideal
As crianças brincam com lembranças
Vivencias jamais esquecida
Olhar calculista sobre a vida
Calmaria nas ondas perigosas
Passos vagarosos gera choque de realidade
Passou-se tudo de forma rápida
Hora de voltar pra casa
Sentir abraços da mulher amada
Contar proezas pra vizinhança
Recordar fatos que trazem saudade
Na forma de alegria.
Ressuir

A tinta que sobrou na caneta
começa a evolar-se
querendo preencher
o vazio do espaço desabitado,
querendo tingir
o branco que ficou,
querendo transcender a alma (do poeta),
querendo voltar a ser perfume
que encanta os sentidos,
dando vida à caneta semi-viva
que já quer caligrafar o incorpóreo
e ser a alquimia.

José Vicente Neto
josevicentenetto@hotmail.com
Guardião do destino

Nossos sonhos: abortados
quando ganhavam formas

Nossos sonhos: violados
no momento que se transformavam

Nossos sonhos: acordados
quando ainda era noite

Nosso sono interrompido
bem no meio da madrugada

O guardião do destino
levou os nossos sonhos.

José Vicente Neto
josevicentenetto@hotmail.com
Vibrato

Tremi.
Tremi.
Cantei,
Chorei.
Por fim, sorri.


Cícero Christino
O Ego da Lua

Por entre os galhos da goiabeira
Crescia o ego da lua
Refletindo com arrogância
Uma luz que não é sua.


Cícero Christino

“Pensar”
Luis Magno Alencar

Caminho sobre os tortos caminhos da verdade
Penso, sonho, repenso...
Respostas me saem...
E mais perguntas fluem

Da janela de meu quarto
Vem-me a brisa que me assanham as idéias
Fixo na paisagem que contrasta com o meu lugar de descanso
Penso no quanto a realidade me perturba
E o quanto me faz sonhar o micro-mundo que vejo de meu recanto

Penso ainda que sempre hajam perguntas a serem feitas
Bem como haverá dúvidas sem respostas por algum tempo
Pois entendo que a verdade é complexa aos que a buscam sem sonhar
Más aos que pensam e sonham ela se dá por inteira
“Adeus”
Luis Magno Alencar

Tem um quê de mistério
Aquele amor cristalino
Que nem a morte jaz findo
No mais completo adeus

Amor que franje as manhãs
Que fala ao oco do tempo
Que faz bem maior o momento
E marca ao peito de quem

Faz terna e útil quem sabe
A idade da ausência de alguém
Premia a verdade e cura
A saudade humilde e além

É preciso o tempo que intera
O preparo ao amante que tem
O amor ‘inda vivo na espera
E a compensa do eterno amém
Anônimo disse…
"FELICIDADE"
Carlos Alberto Omena

Entre tanto encontro,
muito desencontro,
caio em pranto
vivendo meu desencanto.

Procuro-te em todo canto,
visito até seu recanto
e não te encontro
mas nem por isso me espanto.

É da felicidade com seu manto,
que falo sempre e tanto.
Ora está ao longo
ora surge como encanto.
Pepeseth disse…
Exaustidão

Escuridão gera escuridão,
Loucura gera loucura,
Secura gera secura,
Podridão gera podridão.

São árduos manipuladores
E somos nós suas marionetes
Cujos fios, apenas são confetes
De um, mais de dois controladores

Resolvem tudo com cassetetes
Eles nem ligam para nossas dores
“Somos pivetes”. Direito a soquetes e bufetes

No estômago gastura, na boca amargura.
Ao refletir sobre tal situação
Só eu sinto exaustidão?

Brusque-SC
Pedro Rabelo de Araújo Net
pepeseth@hotmail.com
Anônimo disse…
Quando essa guerra começar
Já sabe a quem chamar
Para participar,
Eu
Levarei os tanques de guerra,
A máquina para registrar
Cada morte considerada conquista,
Presenciar esse "progresso",
Apenas para sair viva,
De algo que não me envolvi,
Que virei testemunha.
Um poeta no mundo imperfeito,
O sonho da riqueza,
O desespero da pobreza.
Andressa Lobato Guimarães
Geise Pereira disse…
Primeiros vôos

Não te escondas do céu, oh, pássaro pequenino!
Dê às asas o vôo e fuja do teu ninho.
Não te alimentes com o bico, apenas,
Mas com o vento, a plenitude e o relento
Correndo por entre as nuvens com a delicadeza de tuas penas.

Voa, oh, pássaro pequenino! A vida é breve!
Há um dia colorido e cálido, não há algidez de neve
Cerre os olhos e se entregue, se revele,
Se enlace na eversão assim, devagarinho...

Tua mãe já fora virgem e já tivera medo
Mas tu nasceste, oh canto belo, ai! Que desejo!
Não temas a liberdade a que te conduzo
Tu és pássaro pequeno, mas É pássaro,
Não é gente, não é ácaro, nem ofídio que se arrasta.
Tens a força de um guerreiro e a leveza de uma Alma.

Stella Soares
(geise_pereiraa@hotmail.com)
Mia disse…
Viagens Noturnas

Enquanto o corpo descansa
A mente viaja mundos de sonho
Redescobrindo sentimentos
Conhecendo amores
Fugindo do medo
Consciente de que nada daquilo é seu.
Luta com forças imaginarias
Para pertencer a qualquer desses sonhos
O medo da realidade insana
Invade
Faz tremer, implorar
Sem motivos, sem esperanças.
O brilho do sol invade o físico
Trazendo para seus olhos
A luz da temida realidade.

Miriam Aguiar
Montes Claros - MG
antiery@yahoo.com.br
Mand disse…
Dentro de mim grita
(o tempo inteiro)
O lobo e o cordeiro.

Amanda Yvaloo Brasil Feitosa
Mand disse…
Tão manchado meu coração
Num fulgor de suspiro bonito
Achei que fosse um borrão de tinta
Mas era teu nome escrito

Amanda Yvaloo Brasil Feitosa
Vinicius Neves disse…
VITÁLIA

Eu corri tão rápido quanto o próprio vento
Preparei toda minha existência por esse momento
Rainha de todos os castelos que construí
Final da escada de todos os degraus que subi
Minha estrela foragida, diva de cinema
Mesmo de São Paulo, sucessora da garota de Ipanema
Abraço carinhoso, sorriso acanhado que me emociona
Mulher companheira, garota amante, guerreira amazona
A junção de nossos nomes traz vida à nossa morada
Verdadeiramente comecei a provar dessa vida desde a sua chegada
Menina dos olhos e de todo o resto também
Que sua presença seja para sempre o meu sorriso, amém.

- Vinicius Neves
www.nobrevagabundo.com
Vinicius Neves disse…
SUSPEITOS DE UM CRIME PERFEITO

Nesses teus olhos me perco
Me perco no tempo, porque em teu espaço encontro a paz que duvido se mereço

Os anos vão se passando como semanas, os dias como horas e a vida como um suspiro
Se o mundo duvida de que o acaso pode nos trazer coisas boas, eis a amada que admiro

Toca meu espírito e acaricia minha alma
Enriquece meus dias, afugenta meus medos, minhas tempestades acalma
És amor de uma vida inteira, paixão juvenil
Risos e brincadeiras, desde a juventude até a idade senil

Você desperta todos os dias a vontade e a necessidade de ser um eterno enamorado
Te beijar incansavelmente em todos os lugares, não importando nosso estado
Encontrar desculpas para me abarrotar contigo debaixo do cobertor
De mostrar para todas as pessoas como vale a pena encontrar e investir em um verdadeiro amor.

- Vinicius Neves
(www.nobrevagabundo.com)
Impossível não cair,
Da Trova, nas malhas finas
Nos quatro versos sentir
A métrica, os sons e as rimas!

Jussára c Godinho
Era mesmo claudicante
Aquela figura ancípite
Sempre muito titubeante
No vacilo era precípite

Jussára C Godinho
Unknown disse…
Menina Bonita

Menina bonita
Da saia de chita
chinela no pé

quem foi que esqueceu
esse teu olhar?
Menina bonita
que estás a chorar?

Deixa qu'eu enxugue
essa tua lágrima
deixa qu'eu apague essa tua mágoa
deixa t' abraçar
menina bonita
da saia de chita
pára de chorar!

Amor é

Manhã clara
melodia
pedra cara
sinfonia
concha rara
maresia
cavalo á solta
em pradaria
tu e eu
em sintonia
Unknown disse…
Desculpe esqueci-me de por o nome- poema "Menina Bonita" e poema " Amor é" são de Rosalina coelho vaqueiro
obrigada
Lucas Esteves disse…
O MARINHEIRO E O TUBARÃO
Vai, lança-te ao mar, velho marinheiro!
Surpreenda o tubarão que te espreita
E toma-o aos braços.
Olhe no fundo dos seus olhos,
Para que ele saiba quem o matou,
Para que ele saiba por que morreu.

Não se sinta culpado por não amá-lo
Apenas mate-o com respeito,
Como se isso fosse
A coisa mais Importante
De ambas as vidas
E de ambas as mortes.

Vai, velho marinheiro!
Engole o mundo com teu grito
Ninguém vai ouvir.

Lucas Esteves
Lucas Esteves disse…

A DANÇA NO FIM DO MUNDO
Faz de conta que a gente
Está dançando enquanto o mundo cai,
Queima ou qualquer coisa que valha.

Nada mais é necessário
E tudo que temos é o suficiente.
Só não sabemos para quê.

Eu enfrento a manhã
Com cafés e cigarros.
Pensando precisar.
De sono e sossego

Confesso,
A vida me dói um pouco.



Lucas Esteves
Lucas Esteves disse…

A DANÇA NO FIM DO MUNDO
Faz de conta que a gente
Está dançando enquanto o mundo cai,
Queima ou qualquer coisa que valha.

Nada mais é necessário
E tudo que temos é o suficiente.
Só não sabemos para quê.

Eu enfrento a manhã
Com cafés e cigarros.
Pensando precisar.
De sono e sossego

Confesso,
A vida me dói um pouco.



Lucas Esteves
Anônimo disse…
A VOZ DAS SELVAS.

Se eu me chamasse Raimundo, seria o fim do mundo....
Uma indeterminação!
Uma situação caótica sem graça e sem chão.
Não me chamaria Ubirajara , Tupi-guarani valente.
O dono do floresta, mas sem agressão...respiro a natureza,
Vejo o céu como ele é
A brisa alivia meus cabelos brancos...
Tantos trancos!
Esperar sem me entregar.
As vezes sinto saudades
um desejo no antigamente,
Mas ele passou
Temos muito para caminhar
Não vou me entregar...
Ubirajara vieira Xavier.
Douglas Oliveira disse…
“Aprender”

E com o tempo aprendi que amar não é sempre elogiar, mas também dizer o que está errado.
Aprendi que não são todos os que te abraçam que gostam de você.
Aprendi que muitas das vezes estar sozinho é o melhor.
Aprendi que nunca estou sozinho.
Aprendi que Deus nunca nos deixa, só ele.
Aprendi que falar e calar tem tempo certo e oportuno.
Aprendi que sofrer vale a pena.
Aprendi que chorar para a pessoa certa tem significância.
Aprendi que humilhar-se é a coisa certa.
Aprendi a aprender.
Aprendi até a ensinar.
Aprendi a perdoar.
Aprendi tudo isso com meus erros.
Mas o que eu realmente aprendi é que tenho muito mais para aprender.

Douglas Oliveira
douglasveira@hotmail.com
Douglas Oliveira disse…
“Meu moço”
Perguntei pro moço, o moço sumiu.
Caiu num poço, no poço sumiu.
Foi embora.
A saudade, apertou, fui atrás do moço.
Olha o rosto, do belo moço.
Me dê sua mão, eu te ajudo.
Não quis, não pôde querer.
Fundo poço, que esconde meu moço,
escuro, cheio de lodo, devolve meu moço.
Pude ver, água escura, balde vazio, sonho rasgado,
um dia sonhado, por meu moço.
Belo moço, que no poço caiu.

Douglas Oliveira
douglasveira@hotmail.com
Anônimo disse…
ARTE
Carlos Aberto Omena -Santos/SP

Canta seu encanto em canto,
transfere em versos seus sentimentos.
Transforma suas saudades em poesia,
e dita em prosa seus pensamentos.

Se um pingo se torna letra,
a palavra passa a ter rima.
Se um acorde vira música,
sentimento,matéria prima.

Esse é o dom do artista
que vive a vida a observar,
fazendo arte da própria arte
e vivendo do amor a cantar.
Anônimo disse…
Intoxicada

Amou por três meses
E meio maço de cigarros baratos
Depois disso apagou
Cigarro, seu tato, seu falo
Se eu falo demais
É culpa do silêncio que me fez engolir
Fumaça adentro, saudade afora.

Analu Carbos
Anônimo disse…
Cronofagia

Devora as horas
Esse relógio da fome de você
Que não passa
Não passa também o dia,
A noite
Engole esse relógio,
Mata a fome
Que o tempo muda
Volta a correr.

Analu Carbos
NaLygia disse…
Maria... Bonita?

Uma figura intrigante veio sentar-se ao meu lado
Com seu sorriso adestrado, feito mágoa aceitante.

Só quer ser...
Um arremedo de gente e chama a atenção
Um anel em cada dedo, roído esmalte na mão.

Saca da bolsa um batom, gasto vermelho encarnado
Cheira a perfume barato, veste chita e não chanton.

Mil pulseiras, um chocalho, gris cabelos se contornam
Coroa de grampos adornam a rainha do borralho.

Traz no anelar a promessa desse vil metal dourado
Pelo tempo oxidado - motivo de tanta pressa.

Num baço espelho confere no rosto excessos de tinta
“Vejam só como sou linda”- É o mantra que profere.

Qual Quixote a deixa aflita? Quem espera a Dulcinéia?
Com quem sonha a Macabéa? No olhar da Maria Bonita?

Ana Lygia
NaLygia disse…
Canoa


Inda sou o filho, não posso ser pai
Como pai, careço conhecer o fundo
Desse Rio que passa pelo vasto mundo
Descobrir-me enfim, no coração que trai.

O Rio cruza meu coração vagabundo
O Rio ri, rompe as margens, me subtrai...
Na canoa cabe um... “cê fica ou vai?”
Semeio Rosas e dou sentido ao mundo.

A vida não é um lago sossegado,
Vamos navegar nesse Rio perturbado.
É triste o coração, tenho coragem.

Fato: o mesmo rio nunca toca o mar...
Quero mergulhar nesse Rio... me afogar
Qual canoa perdida na terceira margem.


Ana Lygia
Catarina disse…
No silêncio
Um caminho
Dois caminhos
Um pouco mais

Na dúvida
Incertezas
Questões
Se levantam mais

No caminho
Do silêncio
Da dúvida
Encontrada
Chego sempre a um pouco menos
Para alcançar um pouco mais

Catarina Mendonça
enviado por e-mail
*****************
Cultura

Ah! Cultura!

Muitos te acham burra!

São ignorantes, que acham tuas palavras reles frescura!

Mas, como pronunciá­las mal, com esse som de loucura?

Recuso­me dizê­la assim! Só sei pronunciá­la pura!

E, conforme o tempo passa, parece ainda mais dura;

Mas, quando encontro­a alegro­me: ­ Que candura!

Às vezes procuro­a e não acho:­ És taciturna!

Queria poder vê­la mais vezes e segura,

Pois, esse País merece, apesar da decadência e agrura;

“Por favor, Estudantes!” Ajudem a levar pra frente a nossa cultura,

“Antes que ‘Ela’ torne­se apenas um fiasco ou uma tortura”!

Márcia Brabo Pontes
enviado por e-mail
************
D.R. = Amor Now or No?

Nosso amor amornou!

Por isso, estamos entristecidos:

­Será que tudo desmoronou?

É como se fossemos desconhecidos:

­Foi o tempo que passou?

Quando percebemos, tudo desandou:

­ Como dois ingredientes, há muito vencidos,

­ A receita é igual, mas parece pão amanhecido!

Já não combinamos; O que restou?

Será que a rotina nos sequestrou?

­ Ainda não estou convencido;

O sequestrado é pego de surpresa: ­ Acaso, se preocupou?

Ficou estarrecido?­ A culpa, não o assombrou?

O que? Interrompido? – “A fila anda”: ­ Acabou!

Então, realmente, está tudo rompido!

Márcia Brabo Pontes
Júlio B. disse…
Holden

Está ficando difícil aqui fora para um escritor.
Seria muito mais fácil se eu fosse um lutador,
mas eu não sou, e eu não posso aliviar essa dor.
Espero que um dia nós possamos ter mais cor.

Está ficando difícil manter qualquer promessa,
não há saída pra prisão de uma situação como essa.
Atrevo-me a citar gratuitamente Salinger na pressa
de dizer o que não posso fazer, e que não cessa.

Vejo as crianças através do centeio a brincar,
à beira do precipício que devem cair para voar,
mas é difícil para mim dizer a elas pra saltar.

Enquanto distantes do problema estão a correr,
não preciso causar a queda, ou a ela favorecer.
Apenas deixo estar, Holden, é o que posso fazer.

--

Júlio B.
juliob612@gmail.com
LUCIELLE WIERMANN disse…
desilusão

roteiro mágico
nunca filme
beijo ártico
nunca amor
voz básica
nunca música
e o que diria
a poesia
do verso áspero?

apenas gema
nunca pássaro
LUCIELLE WIERMANN disse…
Lambda

ide ao centro
pela beirada
i de inteiro
esca
LUCIELLE WIERMANN
Pessoa!
Sentou a mesa uma pessoa
De mau humor, desfigurada
Pediu café...enquanto descia o liquido
Sua expressão mudava.
Saiu daqui toda iluminada!

Autora: Nome: Ane Feltrin
Na hora do lanche!

Estou aqui sentada a mesa tomando café com quitutes acompanhados com sabores variados.
Não sei se como mais ou vou ali trabalhar no arado.
A terra quer ser trabalhada para produzir uma safra do café bem encorpado.
Já se faz tarde vou começar a deixar o tempo mais adoçado
Para quando venhas vais sentir o aroma do café torrado e bem passado!

Autora: Nome: Ane Feltrin
LUCIELLE WIERMANN disse…
ide ao centro
pela beirada
i de inteiro
escada

está faltando, não sei porque, o final do poema, é escada e não esca. Agradeço, Lucielle
Quando você sorri

Adoro quando você sorri
faz meu coração bater assim:
uma oitava mais alta.
É como se o som do seu sorriso
ensurdecesse minha solidão.

Adoro quando você sorri
É como se a luz do seu sorriso
iluminasse as saídas da minha escuridão.

Adoro quando você sorri
Parece que o mundo inteiro revive
Nenhum mal sobrevive.

Adoro quando você sorri
Faz a tristeza parecer assim:
algo que eu nunca tive.
Nada

Nada rima
Na linha
Da minha
Poesia

Nada surge
Só urge
Essa rude
Agonia

Rodrigo Alves de Carvalho
enviado por e-mail
*************************

"Ver só o verso"

Só ver o verso, eu vim
O avesso do inverso
Em minh’alma imerso
Versão, sem fim
Em meu pequeno universo
É certo
Vivo só a unir os versos

Washington Correa Rodrigues (Hero Rodrigues)
enviado por e-mail
********************

(Dez) espera

Pera!
Senão eu desespero,
Tem pressa?
Despreza.
Não diz presa,
Se não eu te desprezo
E não espero que fiques preso
Muito menos,
Surpreso


Washington Correa Rodrigues (Hero Rodrigues)
enviado por e-mail

LÍMPIDA VOZ DO AMANHECER



Oiço a voz límpida
serão tristezas ou ânsias
Oiço ouve-se
Clamo este canto
sou a trova visceral
das nascentes
Além do choro
além da agonia
oiço a límpida voz
do amanhecer

Autor:Arlindo António Chiuiane Nhantumbo
Cidade Maputo
República de Moçambique
enviado por e-mail
***********************
CONVIVER COM ESTAS AGONIAS


Amar esta vida
amar estes sonhos
Conviver com estas agonias
fintá-las
adormecê-las
Amar a vida é esta superação
amar para além do instante
Amar

Autor:Arlindo António Chiuiane Nhantumbo
Cidade Maputo
República de Moçambique
enviado por e-mail
****************
AMAZÔNIA I

Nela, a reciclagem se faz presente.
Uma ínfima camada fértil compõe seu solo.
Fungos e bactérias realizam
A magia da contínua transformação.
Tornam-se nutrientes
Galhos, folhas e frutos sobre o chão.
Matéria e energia formam
Um ciclo interminável.
A conexão do ambiente físico
Com o meio biótico
É admirável.

Debora Cristina Bender
enviado por e-mail
****************************
AMAZÔNIA II

Referem-se a ela como “pulmão do mundo”

Porém são as algas que produzem
Cerca de 90% do oxigênio atmosférico.
Mas isso não diminui sua importância
Para o Brasil e para o mundo!
A biodiversidade que abriga é imensa.
A sua vegetação libera vapor d’água para a atmosfera,
Mantendo o equilíbrio do ciclo hidrológico.
É fundamental preservar esse patrimônio ecológico.
Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina
E São Paulo, por exemplo, virarão deserto,
Caso o desmatamento prossiga.
Então, reflita.
Preservar a Amazônia é preservar a vida!

Debora Cristina Bender
PEREGRINOS

Passarinhos passarão
Perdidos plumarão os meus passos
Passarinhos peregrinos
Permanecerão purificados
Porque é perante a minha porta
Que ciscam entre os ventos ao revés.

Mariana Basílio
ENSEJO

Um dia a mais
para se viver em paz
Um dia a menos
para se lamentar
Um dia a mais
para se aconchegar
Um dia a menos para se abster
Um dia a mais de sol
Um dia a menos de escuridão
Um dia a mais de vida
Um dia a menos da morte....

Mariana Basílio
Anônimo disse…
A ave e a estrela

A ave pia para chamar os seus
a estrela brilha para todos nos céus
Pode a ave chamar a estrela?
Pode a estrela iluminar a ave?
Escutará esta aquela?
Verá aquela esta?

Uma perene, outra serena...
Será? Será?
Ao poeta resta a pena da ave,
em agonia
Ao poeta resta o rastro da estrela
bem o sabia.

Adilson Roberto Gonçalves
Campinas-SP
Anônimo disse…
só lido

escritor/excretor
liberta-se do sentimento
aprisiona-se à palavra
entra e sai - fluxo, reflexo
nexo/sexo
leviano, busco no sexo
o que há tempos não mais tenho
e ao tempo
quero dar à vida um nexo.

Adilson Roberto Gonçalves
Campinas-SP
rennan disse…
Menina Misteriosa

Nem meiga,
Nem Fofa,
Sutil, talvez, vai saber.
Jeito inocente de ser.
Outrem...
Na sala um detalhe,
Perspicaz, na lhe falha.
Na maneira de tratar,
Lhaneza nos enlaçar,
nos afagar,
nos espaçar,
nos engalhar.
O mistério vem à torna,
Menina que se diz Dona.


Rennan Alef
ÉS TU SILÊNCIO

Quando todo ruído se desfaz
Quando acaba o leva e traz
Eis que surges,

Quando toda palavra emudece
Quando o grito desfalece
Eis que surges,

És tu silêncio !

A pausa
O conto
A causa
O ponto.
(ELISÂNGELA ESTEVÃO)

LÁ VAI A VIDA

Lá vai a vida,

No sono despreocupado do bebê,
No olhar sonolento do jovem,
Nas mãos que não param da mulher,
No suor que escorre do homem.

Lá vai a vida,

No sol que se despede à tarde
Na noite que chega acanhada,
No vento que sempre muda,
Nas rodas do carro na estrada.

(ELISÂNGELA ESTEVÃO)
Elvis Sousa disse…
Título Inverso

Desejos ocultos
verdades nobras
mandamentos 'non sense'
destino selado
abismo atrelado
correntes fervorosas
meninas cintilando lágrimas
emoções em check in

Seu olhar desfaz o seu erro mas não permite o indulto
Seu comportamento reluz porém algo estranho está te consumindo

Ele está bem ? Quais os sinais relatados, talvez, um talvez fosse mais sábio

Sofrimento auto imposto
demônios internos
silêncios feridos
equação incompleta


Elvis Sousa
sousaelvis503@gmail.com
Remisson Aniceto disse…
Meus poemas:

Terapia do riso absurdo

Contraídos o risório e o zigomático,
Explode em ti sonora gargalhada.
Do veneno do teu riso tão elástico
Minhas cordas também são contagiadas.

Tudo em ti é motivo de euforia
E até o vento faz-me cócegas passando.
De tudo rimos e na falsa alegria
O teu riso com o meu riso vai rimando.

Com o riso tu me enganas e eu te engano;
Se sorrimos, damos bah! para a tristeza.
Riamos, que o riso encobre o dano.

Devemos rir, pois só o riso nos sobeja.
Serão bobos? vão dizer. Somos insanos!
E talvez rindo, a triste Morte não nos veja...

***

Os dançarinos

Melancólica e sonolenta, eis a Lua,
Flutuando sobre as águas do oceano.
Alheio a tudo, imerso na noite e no mundo
Meu pensar também vaga neste plano.

Ei-la, imagem erradia na pista do mar,
Entrando, dançando, bailando nas ondas vadias...
Minha imagem também entra, dança, baila
Embalada pela aquátil melodia.

Qual casal de dançarinos da esperança,
Vestidos de amor e de alegria
Deslizamos sobre as águas nessa dança.

Já desperta e alvacenta, eis a Lua,
Causadora dessa bela fantasia
Que nos tira do real e nos flutua.

Remisson Aniceto
enviado por e-mail
*************************


Kielce


Expectativa do encontro,
na cidade de Henryk Sienkiewicz.
Igrejas antigas
e belos parques
criaram uma atmosfera serena.
Pouco a pouco,
a conversa com Grzegorz,
foi criando uma sensação de proximidade.
Detalhes de cordialidade
A empatia nascida espontaneamente
Não, não era apenas a biologia
que nos unia.
Fui à Kielce para conhecer meu primo
e voltei para Varsóvia,
convicto de nossa amizade

Rodrigo Lychowski

























enviadoo por e-mail
********

Acolhimento

Novo encontro com a família Krawiec
Ao entrar no quarto,
o gatinho Murek,
me deu boas vindas.
Ao longo de dois dias,
uma hospitalidade
espontânea.
O convívio com o primo Wojtek,
conquanto breve,
profundo.
Troca de confidências,
como se nos conhecêssemos há muito tempo.
Na dolorosa despedida,
a sensação de que estivera
no meu segundo lar.

Rodrigo Lychowski
enviado por e-mail

**************

Egoísmo

Gostaria de sentar-me
Em algum lugar
E simplesmente
Ver o tempo passar
Enquanto aproveito
Alegrias particulares.
Apenas um instante me abastaria
Longe do mundo, dos problemas,
Das dores e dos horrores alheios;
E que em meu rosto
Se estampe um sorriso
Onde o egoísmo faça seu trabalho
Antes que eu caia no ardil da culpa.

Gabriela Claudino
enviado por e-mail
**********

Amiga Esperança

Os problemas têm dedos quentes
Que queimam a mente;
O medo tem sombra fria
Que alucina a alma
E a cada caminhada
A realidade torna-se mais pesada.
Mas o coração sempre é bento,
Traz o alimento,
A lembrança, e de volta
A velha amiga esperança,
Que escondida um dia sempre volta
E assola essa vida de alegria.

Gabriela Claudino
O suicídio da sereia

O mar permeia
Os olhos da sereia.
E ela tece a teia
Enquanto canta...

E cede a manta,
Rasga a garganta.
O sol levanta
E a incendeia.

Ela se diz feia.
O espelho se espanta,
Ela se desencanta.

Na pedra santa
Em que se penteia,
Rasga-se a veia.

Guilherme Ferreira Aniceto
Tenuidade

Quando o sorriso é sobressalente
A lágrima está latente.
Vigiai, pois, todos brilhos dos olhos teus:
Todas luzes tornam-se breus.

Não exagere um centímetro de lábios:
São misteriosos os sábios,
Não demonstram amarguras, ostentações tampouco,
Mas velam seu silêncio mouco.

Há mais graça na tristeza incontida, vazante,
Que na alegria exorbitante:
A primeira não desperta invejosos, mas amigos e rugas,
A segunda faz brotarem sanguessugas.

Guilherme Ferreira Aniceto
rennan disse…
Influência Passageira

Teu encanto no outono,
Seu sorriso no verão,
Minha dor na bastilha,
Faz rasgar meu coração.
Que de pedra não tem nada!
Faz- me ir à contra mão,
Sem direção,
Rumo à canção.
Dogma desfeitos entre rios.
Influência passageira,
Pego logo a japonesa (sandália).
Pra’ dança com menina inglesa,
A habanera de salão.
Sem condição,
Mas com perfeição.

À Paula Alvim.
HÉLIO SENA disse…
MASCARADO

No grande baile da vida,
digo: acostumei-me às máscaras!
Tenho de todas as cores,
de todos os formatos;
cada uma
mais fascinante que a outra...

E digo mais: uma noite, exaurido da festança
(dessa vez,
estava usando minha máscara preferida!),
tranquei-me, sozinho, lá no quarto...
Então, com o olhar fixo no espelho,
falei: vou dormir assim mesmo!

E de fato dormi, e acordei outra pessoa...
Perdi-me para sempre,
mas encontrei a tal felicidade!

Hélio Sena
heliosena@rocketmail.com
Jessika Sousa disse…
Inspiração

Vai e vem como o tic-tac de um relógio de pêndulo.
Te deixando louca e extasiada
Como quando se está apaixonada.
Às vezes te tira o sono, às vezes faz você adormecer contente.
Pobres artistas, que são fascinados por essa sede doente.
Difícil quando ela se vai,
Quando sai sem lhe dar uma explicação!
Espetacular quando retorna
Te trazendo a paz, a quietação - talvez.
Pode ser que venha com fúria
Pode ser que venha com serenidade.
Inspiração.
Momento de bipolaridade.


Jessika de Sousa Macêdo.
Eryka Alcantara disse…
Domingos

Domingo nada mais é
Que o almoço com o pai
Que você não pôde ir,
Pois não existe pai,
Não há família
E a nostalgia
Nem sei de onde vem.

Éryka Alcântara
Eryka Alcantara disse…
Domingos

Domingo nada mais é
Que o almoço com o pai
No qual você não pôde ir,
Pois não existe pai
Não existe família
E a nostalgia
Nem sei de onde vem.
Valciãn Calixto disse…
Hóspede

Agradeço
Por tão bem me receberes.
Abrigar-me sob este teto,
Ser-me paciente
E não te assustares por vezes à noite
Com meus passos sobre tua sala
A contemplar quadros e livros
E passear a mão nos teus móveis e lustres.

Agradeço mais
Por me não deixar faltar nada:
Água, calor e leite,
Fogo, cigarro e vinho.
Por não me cobrares nada
E poder voltar-te sempre
A título de benquisto,
A troco de prazer.

Valciãn Sunboy
Anônimo disse…
Ilusão

Pobre alma tristonha,
Que chora por quem não te ama,
Sofre por quem não te chama,
E sonha com quem não te quer...

Mas mesmo assim ama,
Mesmo aquela que não lhe quer...
Tudo suporta,
Até quando puder,
Até que alguém lhe abra a porta
Do coração de mulher...

Aluizio de Freitas Carvalho Filho
nepenteaovinho@hotmail.com
São Luis - MA
Anônimo disse…
A máxima de Casanova

Por hoje possuirás meu coração...
Sim, eu disse: por hoje...
Pois amanhã é outro dia,
Pode ser que ainda eu a ame, pode ser que não...
Aproveitemos o hoje, todavia,
Quem é dono de tal poder,
De dominar o coração?
Ser fiel eternamente a ti eu queria...
Mas quem pode além de palavra eterno isso fazer!
Sejamos felizes sem ilusão,
Escuta-me o conselho...
Liberta-te, e entrega-me o teu amor de hoje
Que eu sou melhor que a solidão...

Aluizio de Freitas Carvalho Filho
nepenteaovinho@hotmail.com
São Luis - MA
Orfeu e as sereias

O que penso quando vejo
a nau vencendo as águas,
o vento castigando a velas
e a feiticeira enfeitiçada Medeia

não é o veneno nem o príncipe
ou sangue dos filhos de Jasão,
nem tampouco no horizonte
a carruagem veloz de Hélios.

Não é o brilho do velocino,
Nem o quebra-cabeças
Que montou com pai e o irmão,
Ou doce castigo de Afrodite...

Penso se alguém se lembra,
Da música que com música
Orfeu silenciou, sobre as águas
Por onde Argos navegou...

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Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares.

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os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.              

VII Seletiva Nacional de Poesia – 2017 Para a edição do livro VII COLETÂNEA SÉCULO XXI

VII Seletiva Nacional de Poesia – 2017 Para a edição do livro VII COLETÂNEA SÉCULO XXI - que trará uma Homenagem ao poeta e professor Pedro Lyra – 
(será o 41º livro editado pela PoeArt Editora- DESDE 2006 COM VOCÊ!) (Prazo: ATÉ 30 de abril de 2017)
(somente pela INTERNET)


   A PoeArt Editora de Volta Redonda RJ, institui o livro VII Coletânea Século XXI  (depois das bem sucedidas Antologias Poéticas de Diversos Autores, Vozes de Aço da I a XVIII, depois do sucesso da I a VI Coletânea Século XXI, do livro Cardápio Poético, 1ª e 2ª edição, I a III Coletânea Viagem pela Escrita. Dentre os já homenageados por suas contribuições literário-culturais em nossos livros, estão: Adahir Gonçalves Barbosa, Alan Carlos Rocha, Álvaro Alves de Faria, Astrid Cabral, Clevane Pessoa, Flávia Savary, Flora Figueiredo, Gilberto Mendonça Teles, Maria Braga Horta (in memoriam), Maria José Bulhões Maldonado, Mauro Mota, Olga Savary, Oscar Niemeyer, Pedro Albeirice da Rocha e Pedro Viana.


SEM TAXA DE INSCRIÇÃO: (AT…

SAFRA VELHA DE CLÁUDIA BRINO recebe indicação do International Poetry News

É com alegria e surpresa que acabo de receber de Giovani Campisi a notícia de que o livro Safra Velha de Cláudia Brino (Costelas Felinas) é um dos livros indicados para concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura 2018.

Indicado pelo jornal International Poetry News entre 25 títulos de autores internacionais encaminhados ao Comitê Organizador do Prêmio Nobel de Literatura - 2018
A indicação foi feita pela Direzione Editoriale / Edizioni Universum

clique na imagem e veja a IPN  INDICAÇÃO NO - INTERNATIONAL POETRY NEWS


Este livro não é vendido em livrarias e se movimenta à margem da grande mídia. Adquirindo a versão impressa você receberá dedicatória especial tendo o seu nome impresso no livro.