CARTAS BRASILIENSES Por Emanuel Medeiros Vieira

“O trabalho é o amor feito visível” (Gibran Khalil Gibran (1883–1931)
“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem.” (Rosa Luxemburgo (1871-1919)
1) DESMATAMENTO
“Um desastre. Não merece outra descrição o processo pelo qual veio a público a péssima notícia de que aumentou 28% a taxa de desmatamento na Amazônia neste ano.”
São palavras de Marcelo Leite, iniciando uma análise sobre o assunto.
Seria coincidência?
O aumento do desmatamento ocorre após as mudanças no Código Florestal. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo não havia perdido o controle do desmatamento.
Não?


Parece mecanismo compensatório: negar o que acontece na realidade. No mundo “virtual” e da propaganda vivemos numa Noruega.
Segundo dados, a área desmatada saltou de 4.571 km quadrados, de agosto de 2011 a julho de 2012, para 5.843 km quadrados, de agosto de 2012 a julho de 2013.
Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade?
Será este o princípio basilar do governo, repetindo táticas tão conhecidas na História? É o que dicionário chama de mendacidade. Sim: mentira.

2) PLANO DE PRESERVAÇÃO DA CAPITAL
Chamam de Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) – que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, quer aprovar a toque de caixa na Câmara Legislativa (também conhecida como “Casa dos Horrores”) –, o que seria o atestado de óbito do projeto de Lúcio Costa para a capital.
Ganância,cobiça, dinheiro, destruição dos verdes, negação de uma vida digna para os que aqui lutam, acerto com empreiteiras?
É tudo isso junto.
Felizmente, segmentos da sociedade não estão omissos, além de entidades como o Instituto dos Arquitetos, o Ministério Público, e pessoas que amam acidade “real” (não os “podres poderes”).
A ninguém interessa a substituição das áreas verdes pelo concreto, exceto os especuladores imobiliários.
Que sejam respeitadas as regras urbanísticas estabelecidas pelos criadores de Brasília!
O projeto da capital do País é reconhecido internacionalmente.
A cidade é patrimônio da humanidade.
Os cidadãos de bem que aqui vivem e labutam nada têm a ver com os ladrões.
A cidade não pode ser estigmatizada pelos corruptos que, no geral, vem de fora.
Reconheço: suportar um trio de governantes (?) como Roriz-Arruda-Agnelo é desafio hercúleo para uma cidade que amamos. (Eles também vieram de fora...)

“Vem pra rua, Brasil!!!! Mas lembre-se que também não adianta ser um leão nas ruas e um burro nas urnas.”

Brasília, novembro de 2013

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