Pular para o conteúdo principal

FORO PRIVILEGIADO FERE O ESPÍRITO REPUBLICANO ** EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


“O foro privilegiado é uma exceção não justificada no sistema republicano e sua extinção urge”

(EDSON FACHIN – ministro do STF, no Fórum de Juízes Federais em Porto Alegre)
O foro privilegiado  – como é utilizado hoje – transformou-se  em um deboche à cidadania.
É um estímulo à impunidade.
É claro que sua instituição visava, entre outras razões, proteger o espírito democrático, a liberdade de opinião, da palavra etc. Nãoc tinha a intenção de assegurar a tradicional impunidade dos poderosos.
O Foro privilegiado eleva, de uma maneira abissal, a tremenda desilusão do povo com a classe política  brasileira(uma das piores de toda a nossa História) e demais  “autoridades protegidas” –  (com aspas).
Não duvido que o povo s de outros países sinta o mesmo.
Porque  não reina a verdadeira “polis” aristotélica, da cidadania e do bem, ou do “imperativo categórico” kantiano – de também fazer o correto e o justo.
No dia 11 de outubro de 2017, o STF decidiu por 6 votos a 5, que o Congresso precisa dar aval  a medidas cautelares que afetem o mandato parlamentar.
A decisão terá impacto direto sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
O Senado votará se o tucano deve permanecer afastado do mandato ou não.
O Foro Privilegiado virou garantia de impunidade para criminosos travestidos de representantes do povo.
Para a presidente da Corte, Carmen Lúcia, a lei é para todos, mas quando for aplicada, mesmo em casos penais, “o Congresso deve ser ouvido se o acusado estiver com o mandato ameaçado“.

O sentimento generalizado é de que a “imunidade consagra a impunidade, que o foro privilegiado virou um privilégio escuso,  que institui dois destinos para autores dos mesmos crimes: o dos cidadãos e dos detentores de mandato”.
Como alguém bem observou , a votação no STF faz constatar que “a interpretação da lei no país muda conforme a pessoa  em questão”. 
O Tribunal votou “temendo uma crise institucional, e com o voto de minerva da presidente do Supremo. Essa não é a melhor forma de fazer prevalecer o Direito”.
Foi mais um típico arranjo de nossas classes dirigentes, consagrando de vez o primado do “jeitinho” e da esperteza – contra a verdade, a República e a esperança.
Tanto “latim” gasto para apenas para formalizar acordos previamente planejados. 
Louvo os  ministros que foram fiéis às suas convicções – sei que agir assim é obrigação, não mérito, mas diante de tantos atropelos à Constituição e de tanta perfídia , internalizamos um sentimento de compensação quando o Bem é praticado.
Respeito o Poder Judiciário que, em sua maioria, é formada por pessoas de Bem, como todos os advogados que respeitam o juramentos ético, proclamado na formatura do curso.
Mas, às vezes, entendo o que dizia  Vladimir Lênin,  o Líder da Revolução Russa: “Advogados? Nem os do Partido”.
(Salvador, Bairro da Graça,  outubro de 2017)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema em linha reta - Fernando Pessoa - Interpretação Osmar Prado

Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa.  Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares. ********* os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.                

CONCURSO CARDÁPIO POÉTICO - MÊS DE ABRIL - INSCRIÇÃO ABERTA

A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético. O concurso é aberto a todos os interessados do Brasil ou do exterior (desde que escritos em língua portuguesa). NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO -  INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE ABRIL/2014 maiores informações:  cacbvv@gmail.com COMO FUNCIONA:   O concurso inicia em    novembro    de 2013 e termina em novembro de 2014 - SELEÇÃO:  Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano. Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL). PREMIAÇÃO:  No fim do ano de 2014, já com todos os poetas participantes selecionados, a ed. Costelas Felinas editará a  ANTOLOGIA CARDÁPIO POÉTICO  e cada poeta selecionado receberá sem custo nenhum 05 exemplares da antologia.