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Labirinto - Vieira Vivo

            Muitos são caminhantes por carência
            de movimentos, andanças e passagens
            Outros andam pela rota da inocência
            atrelados, sempre, às mesmas paragens

            Uns se movem pela força da ganância
            Quedam-se, outros, vítimas do acaso
            Anônimos, perdidos, sem importância
            Tristonhas flores fenecendo em vaso

            Sabem todos que tornarão a ser nada
            Legando à estrada só marcas e atitudes
            ao exaurir-se finalmente tal caminho

            Sejam, santos, loucos, maus ou rudes
            em dado momento sob a rota fechada
            um por um se sentirá frio e sozinho 

 Vieira Vivo
do livro Mingau das Almas

Comentários

Hilda Curcio disse…
Poeta Vieira Vivo, sonetos quase sempre me parecem jaulas, este seu furou meu preconceito. É triste, porém lindo, poético, o último verso fecha muito bem. Parabéns. Continue sempre, adorei demais. Agora não posso mais dizer que gosto só de uma dezena de sonetos. Poxa vida! Furou minha contagem.
Costelas Felinas disse…
Querida Hilda,o teor deste poema só poderia se traduzir em forma de soneto. Chegou prontinho, do jeito dele. Adorei suas palavras, beijos.

Vieira Vivo
Anônimo disse…
Muito bonito! Também objetivo e recheado de realidades, que nos levam à reflexão.
Muito obrigado por esse momento especial, poeta

Um grande abraço
Juarez
Costelas Felinas disse…
Juarez, agradeço suas palavras e fico feliz que tenha gostado.
Vieira Vivo
Hilda Curcio disse…
Poeta Vieira Vivo, adquiri seu "Mingau das Almas" pelo seu blogue, primeiro, atraída pelo título, envolto em certo mistério, com imagem poética e semântica bem ricas. Olha, é um livro da melhor qualidade, muito bem escrito, rico de poemas vibrantes, bem maduros: obra de um verdadeiro e grande poeta. Parabéns! Recomendo-o totalmente. Agradeça à Cláudia por atender sempre meus pedidos. Felicidades eternas.

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