Pular para o conteúdo principal

Chave-de-ouro - poema Alcides Buss

fátima queiroz - blog rua do mundo
O apogeu ali esteve,
há mais de século,
e inspirou a arte e a vida.

Após os anos sombrios,
atava-se ao tempo a luz
e a roda movida por carvão
e o ouro negro
em novo patamar febril.


A glória posta à mesa
convidava ao riso, à festa.
As ninfeias, bailarinas
e centauros que o dissessem.

Faltava agora, belle époque,
cerzir aos dias a bem-aventurança
e cruzar os mares,
de metrópole a outra, levando
a boa nova.
Aos melhores, o prêmio!

Os titãs dormiam satisfeitos
 - era o que se achava.
Mas eis que na afastada noite
a rocha do frio faz ruir
a base da lúdica harmonia.

Distante a salvação, coube
à música ser o cais
      impossível
do sonho de repente sacudido
no titânico desígnio.

Era a chave-de-ouro
ornando friamente o vir-a-ser
com o que acabava
                         de iniciar.

Alcides Buss (enviado pelo autor)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema em linha reta - Fernando Pessoa - Interpretação Osmar Prado

Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa.  Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares. ********* os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.                

CONCURSO CARDÁPIO POÉTICO - INSCRIÇÃO ABERTA PARA OUTUBRO

A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético. O concurso é aberto a todos os interessados do Brasil ou do exterior (desde que escritos em língua portuguesa). NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO -  INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE OUTUBRO/2014 maiores informações:  cacbvv@gmail.com COMO FUNCIONA:   O concurso inicia em novembro de 2013 e termina em novembro de 2014 - SELEÇÃO:  Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano. Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL).