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VOCÊ - Hilda Curcio




Sia-vuma...!
Sou uma gata a lamber felina seus pelos
angorá siamesa...
Sei você me quer malembe em suas ancas e
num gesto incauto me aproxima do pecado
gerador de...
Não mais resisto a tanta espera.
Coelha-me... Coelha-me muito que coelharei você...
Tamanha a pressa
premente a vontade de amar...
Feridas não há, lambidas caninamente.
A dor calara em meu seio que desatada de você
arrancada de suas entranhas
desvencilhada de seu peito
perdi-me no primeiro e-mail — eu ciscando em seu galinheiro
milho pouco para meu apetite insaciável de você
empoleirada quero ir amar descuidado.
Apenas com você.

Hilda Curcio

Comentários

Olá Hilda,

Amei o verbo coelhar! rsrsrsrs

Abraços,

Francisco
h disse…
Cláudia, mais um presente seu. Como me sinto agradecida por haver pessoas como você, sempre cuidando de incentivar leitores. Que trabalho espetacular o seu! Obrigada mais uma vez e eternamente.
Hilda Curcio disse…
Francisco Poeta, quando escrevi isso eu também gostei. Hoje, nem tanto, acho que podia ter explorado mais, mas, quando termino um texto, ele me esgota tanto que não consigo mais nem lê-lo, por isso me preocupo tanto com a revisão. Escrevi 7 com este tema, numa sentada, tentando assistir a um jogo de tênis do meu filho, sozinha na plateia como quase sempre. Saiu tudo de uma vez. Mas, parei com esse tipo de poemas. Depois fui pra fase de circo/palhaço, que é outra paixão. Grata demais.

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