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NO PORTÃO - Hilda Curcio

Rente ao portão, verdades esconsas —
a aranha quase me violentou
(aos pulos menos rápidos que os meus ágeis de esperteza impudica também saltos).
Seria um mulo?
Salva por outra aranha — puxada por dois cavalos —
Mantive-me gloriosa simplex.
Agora, estou uma égua velha prestes a alimentar as feras nesse meu circo total.
Eu.

(este classificou-se no XXX conc. Lit. internacional em 2010)


Hilda Curcio

Comentários

Hildamiga,

Lembrou-me Diomedes e suas éguas...
Se não estou enganado a aranha simboliza a tessitura poética e o velho Cronos (um deus mutilado). Forte, na medida certa.
Abraços!

Francisco
Anônimo disse…
muito bom... gostei...

José Replicante
Hilda Curcio disse…
Gentil amigo, Francisco, sabe que escrevi este texto porque quase fui atacada (?aranha ataca?) por uma aranha das bem enormes, num portão de uma vizinha, em que quase encostei, aos 15 anos, aí, escrevi isso, pra ver se me livrava dos arrepios de horror. Sabe que passaram um pouquinho? Obrigada pelo comentário também, José Replicante. Felicidades sempre.
Hilda Curcio disse…
Cláudia, não sei o que seria de meus textos se não fosse você, isto é, sei, eu teria que contratar um marceneiro pra me construir mais gavetas. Só me faltou conseguir ler o seu "Poema inacabado", ele não abre. Os outros, li todos. Parabenizo todos os poetas, ainda bem que eles existem, não é? Ajudam-nos a uma fugidinha da realidade. Seu blogue está bonito demais, superorganizado, principalmente pra mim, porque não sei vasculhar/descobrir nada sozinha, ele traz tudo clarinho.kkk Obrigada por tudo.
Anônimo disse…
liked the poem.
is very strong and interesting

J. Larry
h disse…
É, J. Larry, precisei tradutor, kkkk obrigada imensamente.
Cris Dakinis disse…
Parabéns pelo belo poema.
um abraço,
Cris :)
Hilda Curcio disse…
Grata, Cris, pela gentileza do elogio.

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