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Poema - Cláudia Brino

(sem título)

a noite é um olhar em repouso
onde minhas mãos sustentam sonhos.
toda vez
a noite é a impaciência
da mariposa presa na luz
de minha insônia.
e os anjos não condenam
meu sonambulismo
porque sabem do real
pesadelo em que vivo.
quando era criança achava

que o espelho era o fôlego de Deus.

Cláudia Brino
do livro Mosaico da Insônia

Comentários

Hilda Curcio disse…
Imagens muito belas, noite, sono, ambos são mistérios mesmo,e difícil descrever. Ficou muito bom. Adorei.
Hilda Curcio disse…
cláudia, minha amiga, li todos, muito bons, pretendo reler alguns.Só não consegui abrir o primeiro, de Cida Micossi. Você tem dificuldade pra pôr título ou é preferência sua não usá-lo? Eu tenho mil dificuldades, pergunto porque acho essa estratégia que usa bastante interessante, abarca mais. Parabéns pelo trabalho, que dupla heim!? Vocês são ótimos, não param nunca, parecem pipocas. Achei essa quinzena muito rica, ótimos textos.
Costelas Felinas disse…
olá hilda,
realmente o poema da Cida Micossi, está fora do cardápio, foi erro meu.
Não pôr título é uma escolha que fiz durante um tempo e agora faço de vez em quando...rsss. Às vezes realmente não vejo necessidade nenhuma de intitular um poema...Grata pelas palavras ... abraços