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Bocejos Oficiais - Francisco Ferreira

Diante do poeta
O governo boceja
Aniquila sua obra
Na indiferença oficial.
O boi rumina
A poesia do sal
Que, na seca,
Engorda os bolsos
Insalubres do capitalista.
Oportunista, o sistema
Condena artistas
Aos obstáculos do beija-mãos
Encerrando em cárceres privados
De arquivos mortos
A arte abortada dos becos,
Esquartejadas no muro
Com ficha na polícia.
Um poeta que se cala à força
É porta aberta
À perpetuação do peso,
Do grilhão
E do medo!

Francisco Ferreira
(vote neste poema clicando no nome do autor no rodapé do blog - - 
lá embaixo de tudo)

Comentários

Hilda Curcio disse…
Poeta Francisco, adoro este seu poema, acho-o bastante oportuno, atual, sempre será, deveria ser apresentado a todos os estudantes em vários níveis de escolaridade para motivação de debates cada vez mais urgentes, principalmente, no Brasil, votaria nele, mas me sinto impossibilitada, parcial demais, uma vez que conheço bastante de sua obra, por vasculhá-la em seus blogues, no Versos Insones, no Movimento Ativista, etc, tanto que me julgo suspeita. É lindo, bem escrito, como sempre. Adorei.

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