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Poemas - Ludimar Gomes Molina





MALEFÍCIOS                                                                                                                

Unhas se quebraram ao arranhar as costas do mundo.
Dedos se feriram ao pendurar na parede tosca
                              
              o retrato do cinismo.
O ombro se curvou com o peso da estupidez.
Os pés se atolaram no vômito amargo.
A genitália se envergonhou das feras humanas que gerou.
O sangue apodreceu.


O coração explodiu ao tentar recuperar o tempo perdido.
As mão  tentam num último esforço se unirem em prece.
Já era tarde. Cérebro em convulsão.
Consumou-se a destruição.
Vermes se extasiam no chão.




SERÁ?                                                                                                                        

Ah! Esses degraus sombrios!
Para onde eles me levam?
Essas teias que me deixam sem visão!

O fundo do poço se aproxima.
Cadê a luz que ilumina?
Eu quero a luz!
Eu necessito de luz
Onde encontrar luz?

  " - Ora, você sabe perfeitamente onde encontrar a luz"

  Quem disse isso?
    Quem disse isso?
               Quem disse...



Ludimar Gomes Molina 

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