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Clara Sznifer - Prosa e Poesia

OS ESQUECIDOS

 “Não me esqueça nunca cidade marítima,”(Ribeiro Couto)

            Utilizo-me das palavras do nosso poeta cordial,aqui tão intimista,demonstrando todo seu amor,para dar início e esta crônica acerca da recente comemoração do aniversário do Porto de Santos.
            A nossa memória, por vezes tão arredia,sofre golpes conscientes ou não da ação do tempo e de circunstâncias oportunistas.
            Merecida homenagem se prestou ao Porto de Santos, pelos seus 120 anos. Berço do desenvolvimento econômico do país e no momento grande pólo de turismo marítimo. Certo!A imprensa deu cobertura máxima, não só na esfera municipal como na estadual. Exaltaram com ênfase,as grandes empresas responsáveis pelas transações comerciais de bens e insumos. Exposições de fotografia,visitas monitoradas,etc. Tudo perfeito!!!
 

             Mas eu pergunto: Por que não aproveitar um acontecimento deste porte relacionando-o à nossa história literária?

            Afinal, nosso Ribeiro Couto, a exemplo do Narciso de Andrade,demonstraram todo seu amor à cidade, através do porto. Ou porque passaram a infância nas proximidades, ou porque habituaram-se com as idas e vindas constantes de navios de todos os lugares do mundo.
            No imaginário de todo poeta, experiências marítimas,sempre são mágica fonte de criação.
            À medida que cresciam com esta vivência, se sensibilizaram com o elemento humano a serviço do Porto, quer direta quer indiretamente, tudo como pano de fundo da sua poética,sedimentada com muito lirismo e nostalgia.
            Afinal sem o trabalho e o empenho humano, nada seria possível.               
            Homens comuns, rudes, boêmios, mulheres de vida fácil, comerciantes e tantos outros personagens ganharam vida na obra destes poetas.
            Como fazer com que as novas gerações,em sua grande parte proveniente de  outras localidades, adquiram amor à terra que os acolheram, se não conhecerem o olhar daqueles que mais divulgaram as nossa belezas e peculiaridades. Eu, por exemplo, forasteira nesta terra, ao me deparar com a obra destes autores, passei a me encantar com o passado guerreiro dos trabalhadores do porto.
            Se não pelos jovens, façamos mais pelos nossos escritores, nem que seja como um tributo merecido pela grandeza de sua obra. Pois é difícil reconhecer que as palavras de Narciso de Andrade sobre o companheiro Ribeiro Couto,cada vez mais tornam-se uma realidade: “A Santos que o poeta viveu não existe mais. Não se sente hoje aquela vibração constante das ruas do centro. Mudou a paisagem urbana e mais ainda a paisagem humana... Mudou esta nossa querida e desfigurada cidade. Mas a gente pode senti-la  inteira na palavra em prosa e em verso deste poeta maior que assinava suas cartas do Alentejo como o Caranguejeiro Ruy”.

CORA, UMA MULHER DO MUNDO

Com humildade traçou a vida.
Com afeto adoçou as mesas.
Como súdita reverenciou a terra.
Goiás, pedaço de chão tão amado!
De cada pedra extraia uma poesia,
Nas águas do rio,banhava a mente.
Nos becos, toda inspiração!
Das frutas regionais, todo o sabor!
De cada semelhante chorava a dor!
De infância sofrida e rejeitada,
Cresceu imensa compaixão!
De uma simples janela
O mundo  todo descortinou...

“Envelhece feliz a menina
que se encanta com a Coralina”.

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