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Manada - Valdeck de Jesus

O zumbido de sempre
Pra sempre
Não há mais lugar na cova
Mas todos querem entrar
De capacete, mãos no volante
Olhos vidrados
Não ouvem o ‘bom dia’
O trânsito para
Mas eles prosseguem
Surdos, cegos, fingidos
Nada os detém
Nem mesmo o
Engarrafamento
Mais um morto
Amém!

Valdeck de Jesus

11 de abril de 2013

Comentários

Hilda Curcio disse…
Um drama, imagens fortes, muito denso, muito bem escrito.
Mara faturi disse…
Rezar é preciso;)
bom! gostei!