ENTRE ALDRAVIAS - por João Alberto de Faria e Araújo


Comentário de Haide Rose Ulrich sobre a obra "Entre Aldravias":

"Que surpresa!!! Li agora, sem parar, ENTRE ALDRAVIAS. Continue nos brindando com mais obras, como esta, de puro encantamento. Confesso que na minha pequenez desconhecia as "aldravias". Foi feliz o comentário de Andreia Donadon Leal: "o máximo de poesia no mínimo de palavras". Sintetizou tudo. Permito colocar a minha modesta interpretação de aldravia: Economia de palavras que nos faz embarcar em fartura de imaginação. O seu objetivo foi alcançado. Muitas das relacionadas neste livro me tocaram muito. Cito só algumas: 09, 76 (vemos isto todos os dias), 78, 79, 80 (falou tudo)."




leia o prefácio e veja mais aldravias


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Prefácio

A energia propulsora do poder da poesia está na simplicidade da alma, como bem diz o poeta na dedicatória deste livro.
Essa percepção não fica na retórica desse oferecimento, mas na lavra cuidadosamente simples de cada aldravia como célula-tronco, para ser capaz de se multiplicar na semiose, isto é, no momento da leitura, produzindo sentidos diversos e inusitados.
O poeta lança mão da metapoesia para demonstrar sua consciência disso, como a da aldravia 27: na / brevidade / da / aldravia / a / amplidão.
É essa amplidão de sentidos que explora a simplicidade da poesia de João Alberto de Faria e Araújo, nome caprichosamente cunhado na dimensão de uma aldravia; seja na reiteração, como a da aldravia 38: cascata / véu / noiva / véu / morte / véu, seja na essência da metonímia, na insinuação extremada, como a da aldravia 45: sob / denso / nevoeiro / ruídos / de / motor.
Além disso, a própria poesia se encarrega de apresentar o poeta, estudioso e esmerado, ator da contemporaneidade, como se vê na aldravia 65: da / aldrava / à / aldravia / poesia / rejuvenescida.
O conjunto de aldravias que compõe este livro é um cântico de louvor à poesia do tempo presente, uma confirmação de que a poesia está mais viva do que nunca e que ela é e permanecerá sendo grito de libertação, na forma do brado derradeiro do livro, a aldravia de encantamento, varinha de condão a ser tocada na nossa vontade de liberdade: libertem-se / palavras / quebrem / grilhões / tornem-se / poemas.
Poetas circularão Entre Aldravias doravante, agraciados que são pela poesia brotada dessa mina de simplicidade conhecida por alma. 
Euge, poeta!

  • Andreia Donadon Leal e J. B. Donadon-Leal
Mariana, 21 de novembro de 2014

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