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O amor - Cícero Lopes / foto Marcelo Luiz de Freitas


É algo escrito às cegas, por um anjo azul.
É um desenho vago e impreciso, um rascunho em meu peito,
Nó! Uma dor sem jeito, invisível a olho nu!
A calma de um riacho ou as quedas do Iguaçú
É uma arma mortífera! Poema tatuado n’alma: o amor!
O que não está descrito em livro nenhum
E apesar das evidências, nunca (!) passou por aqui.
Falham intenções de dois se tornarem um
É uma sensação de novidade e nostalgia
É pisar nas nuvens e apreender toda magia.
É uma canção que se canta inebriado
Sem nem conhecer, entender a letra ou melodia.
Essa coisa esquisita! Faz perder a conta, o bonde, a mala; é o amor! 

Cícero Lopes

Comentários

Cris Dakinis disse…
"A calma de um riacho ou as quedas do Iguaçú"... É mesmo. Pode ser calmaria ou enxurrada! Parabéns pelo poema de anjo azul :)
Cris
Ana Nery Machado disse…
Que o rascunho no peito, um dia se torne o original perfeito! Abraço, amigo.

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