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Selo Ed. Costelas Felinas |
“A Farsa do Saco” é a primeira peça editada, de Cláudio
Feldman. Os encenadores são bem-vindos.
1º ato
Indicações:
O cenário compreende uma sala pequeno-burguesa, cortinada,
atapetada, com os seguintes móveis: grande sofá, estante com TV, papéis e
poucos livros, barzinho de bebidas com telefone rococó sobre o balcão, a
indefectível mesa de centro de mármore, além do retrato do poeta Arnóbio Della
Torre, já falecido, marido de Saphira. Esta, de 40 anos, veste-se bem, mas
Gaspar, seu filho de 16 anos, traja-se de modo relaxado, para mostrar rebeldia
e independência jovem. Mãe e filho estão sentados no sofá, quando a cena se
inicia. Antes, é bom frisar que, do lado direito (ponto de vista do público) ,
há uma porta.
A Farsa do Saco é a primeira peça de Cláudio Feldman em livro, embora outras já tenham sido escritas e até encenadas. O Autor sempre apreciou o gênero farsesco, no qual há um ou mais ardis para a obtenção de algo. Este procedimento já aparece em Plauto, passa por Shakespeare, Molière, no nosso Martins Pena e chega até Ariano Suassuna ("A Farsa da Boa Preguiça"), Edy Lima ("A Farsa da Esposa Perfeita") e Chico de Assis ("Farsa com Cangaceiro,Truco e Padre"). No caso de "A Farsa do Saco" seria, de modo cômico, os truques de uma mãe, algo mafiosa, para livrar o filho de seus colegas exploradores. Subjacente ao texto, há uma crítica ao poder do dinheiro na sociedade; o humor, embora negro, não trava a fluência e a leveza da trama
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