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Sobre o luto - Emanuel Medeiros Vieira

“A dádiva mais preciosa que podemos oferecer a qualquer pessoa é nossa atenção”
                             (Tich Nath Hanh, líder budista vietnamita)

“O que move o mundo não são os braços fortes dos heróis, mas sim a quantidade dos pequenos empurrões de cada trabalhador honrado”
H. Keller

PARA TODOS OS ENLUTADOS, E PARA OS QUE QUEREM E PRECISAM CONTINUAR
PELA VIDA – SEMPRE

Prosa poética? Reflexões?
Quem sabe.
E é preciso refazer-se a cada dia,
E que o hoje não seja o carbono de ontem.
Não são malvados deuses que nos impuseram a injustiça, a corrupção, o mercantilismo nas relações, a desagregação afetiva, o desinteresse pelo outro.
É obra humana: nossa, de um modelo.
Dirão alguns: “Escreve um humanista beato”. Não me importa.
Queria dizer: é preciso refazer – sempre.
(Além de nós, além do tempo.)
Como lidar com o luto?
Ninguém sabe.
“Ter sido arrancado de uma porção de coisas sem sair do lugar”:
um luto nunca cessa por completo..
Uma psicanalista escreveu: “A perda de um ser amado não é apenas a perda do objeto, é também a perda do lugar que o sobrevivente ocupava junto ao morto. Lugar do amado, de amigo, de filho, de irmão.”
Mia Couto disse: “morto amado nunca mais para de morrer.”
Sim: e a vida continua, e é preciso refazer-se – renascer.
Pelos que se foram, por nós – um pássaro está cantando, escuto Cartola e Bach, e sei que todos os “encantados” seguirão comigo, e que a vida, sim, vale a pena.
  • Emanuel Medeiros Vieira  -  (Brasília, novembro de 2013)

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