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AFETO - Emanuel Medeiros Vieira

“Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”
          (Alphonsus de Guimaraens Filho)
                                                           
Sobra este afeto
(a muralha que me resta).
                 
Sim, é este patrimônio que me cabe-
sem valor contábil,
o que amo,
contra o ruído, o mal e a bofetada.
                           
Tribo perdida,
só queremos saber de nós mesmos.
                                                           
Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
transformado estou: no guerreiro que não me 
imaginava mais, exaurido: ainda assim combatente.
                                                     
Restaurado o menino que viu a regata:
é esta matéria mnemônica que tento re-fundar  aqui,
 papel em branco, nova manhã.

O latim do colégio ensinava que “recordar” vem de:
“recordis”:
tornar a passar pelo coração.
 (A poesia perpetuará esta fugaz manhã, despistando a
 morte?),
vem, menino, sossega o coração na manhã azul,
 me legitima na palavra escrita,
eterniza  o  poema para os que vierem depois:
é minha oferenda (o sentido desta peregrinação).
                                                                                


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