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CRER NA JUSTIÇA? ** EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


Sim. É preciso ainda crer – e lutar pela Justiça
Mas parece que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sente-se como um rei absolutista, acima da Lei, que tudo pode – espécie de czar moderno.
Parece que seus colegas têm medo de contrariá-lo, de irritá-lo.
Tal omissão causa danos ao Judiciário e em particular ao próprio STF.
Com exceção do Ministério Público, de outras poucas instituições e pessoas, ninguém o critica.
Segundo alguns, tal postura omissa causa danos ao Judiciário e ao próprio STF.
Escreveu Janio de Freitas: “Gilmar Mendes age, com indiferente segurança, como quem pode desafiar o que quiser e desacatar a quem quiser– e nada lhe acontece. Não que desfrute de cobertura legal ou moral para tanto. Conta, isso sim, com a falta de resposta para a pergunta que mais se ouve e se faz: não há ninguém nem o que fazer contra esse vale-tudo?” (...)
Ainda há juízes em Berlim” –  é a proclamação famosa, que  alimenta a esperança.
Há juízes no Brasil.
USO INDISCRIMINADO DO INGLÊS
É impressionante que, para qualquer denominação, busque-se usar uma expressão em inglês.
No fundo, tal postura, reflete o espírito colonizado de corações e de mentes.
Lembro-me de Rui Barbosa: “Uma raça cujo espírito não defende o seu idioma entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida”.
PARTIDOS
Não adianta mudar o nome de um partido político. Não adianta mudar de regime político.
Não mudando a ética dos nossos representantes, nada adiantará a mera mudança de palavras.
Enquanto, não houver consciência e enraizado espírito de cidadania em nossa gente (falo dos que votam), nada mudará.
TRATATIVAS
Nas discussões sobre reforma política(?) no Congresso, nada de essencial foi contemplado, como a implantação do voto facultativo ou uma rigorosa cláusula de barreira (não essa que foi proposta), para que partidos de aluguel não continuem vendendo horários de TV para agremiações maiores e mais poderosas. E é fundamental que seus dirigentes (das agremiações postas à venda), deixem de obter vantagens pecuniárias com o fundo partidário. O resto é enganação.

(Brasília, agosto de 2017)

indicado pelo autor

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