FÉRIA por Roberto de Queiroz

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FÉRIA
Roberto de Queiroz
 
Hoje a féria faz-se pequena,
o vaivém vale menos,
o cordel decepa-se ao meio:
o canzarrão morde-o
com a sua boca enorme.
O criado-mudo tudo observa,
durante a roedura,  e não age.
Mas como agir, se é cego
da língua e do cérebro?

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