MADONA - POEMA DE EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

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    MADONA

   POEMA DE EMANUEL  MEDEIROS VIEIRA

Senhora das horas inconclusas
Senhora do torto parto
                 do porto inalcançável   
Madona da ânsia infinita
                    vã peregrinação    

Senhora do desassossego
Conceda-me o bálsamo do olvido
                       passagem silenciosa
                       travessia sem medo
Senhora do inútil tempo – que continua queimando
Senhora da veloz juventude
Madona de todas as velhices

Outorga-me o estatuto da ausência.

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