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si no fuere tan tarde
para quemar con sal los días innombrables
tan inútil romper en pedacitos
la foto permanente del instante después
podría simular ese estado del cuerpo
su tatuaje brillando como un sol de otra tierra
podría perdonarte
ir buscar espinas en el fondo del mar
estrellas muertas en el cuarto de baño
podría recortar el infinito
pegarlo en la pared
y quedarme esperando que choquen los planetas
o marcar tu teléfono y contarte
cuándo pagué por esa miniatura se quebró de nada
LAURA YASAN, Argentina (1969)
de: “Ripio”, Nuevohacer, Grupo Editor Latinoamericano;
Buenos Aires
enviado por
Point Editions newsletter@point-editions.com
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Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa. Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

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