O canto de um pássaro é bonito; muito mais belo é um pássaro livre a voar. Não aprisiones este pássaro dentro de uma gaiola, por maior que ela seja. Se tens a serenidade para contemplar a obra da criação, então estás com esta ave nos céus altíssimos a planar. Afirma aquilo que é belo em ti, e tudo ao teu redor resplandecerá. Escuta as palavras de teu Eu Interior, deixa que ele te fale dos mistérios e caminhos que existem em ti e para ti, e dispõe-te a trilhá-los sem pensar em apossar-se das maravilhas da natureza. Aquilo que é de todos, repousa no coração selvagem, embora a humanidade queira aprisionar aquilo que lhe apetece. Lembra-te de que “a casa de meu Pai possui muitas moradas”, e uma delas está reservada para que te abrigues da poeira, da tempestade e do sol forte. Passado o vento ruidoso, terás que abandoná-la, para que outro a habite.
Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa. Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...
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