Pular para o conteúdo principal

poema Aguardente de Luciano Marques / foto Marcelo Luiz de Freitas

Aguardente


A tarde cai em frias horas.
A coragem é pequena.
A garganta, triste.

À mesa, uma aguardente aguarda...
As mãos, não mais nuas,
Calçam luvas de lã. 



A garoa escorre pelos olhos da vidraça.
Pelas ruas, ausências espalhadas...   
À mesa, a aguardente aguarda...   

Os olhos fechados buscam dias quentes.
A lembrança é como fogo, e queima!  
E, a aguardente, ainda aguarda...

Da janela de madeira, pela fresta,     
Um vento forte sopra casa adentro. 
E, à mesa, apenas um copo vazio... 

  
Luciano Marques

trabalhos enviados pelos autores

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares.

*********

os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.              

Trajes Poéticos - RIMA ENCADEADA

Palavra final do verso que rima com outra palavra do meio do verso seguinte.

*****

os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores do concurso.