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Ainda sou o mesmo - Luciano Marques / desenho: Cláudio Feldmann

enviado pelos autores


Ainda sou o mesmo

Pelo silêncio das mãos grito o meu cansaço.
Na fala, uma areia fina envelhece a voz.
Nos olhos, uma cortina ressentida.

A alma muda de cor, mas não se acaba.
Ainda sou o mesmo, e sempre serei.
Sou o mesmo de ontem, e agora!


No bolso da memória repousam poemas.
Na gaveta, folhas amarelam em branco,
Aguardando a chegada das palavras.

Ainda sou aquele menino que escrevia cartas,
O mesmo poeta que antes desenhava rimas.
E nas mãos, a caneta, o papel e o coração.
cláudio feldman

Luciano Marques

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