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MESARQUIA (fig. de linguagem) - poema de Olímpio Coelho de Araújo

Figura de Linguagem: MESARQUIA

O atleta

E corri por um atalho, eu corri sem me cansar,
Fiz da fraqueza minha força, fiz da força meu pensar,
Carreguei pedras pesadas, carreguei por toda estrada
Descansei da caminhada, descansei sem ser parada.

Passo a passo eu avançava, passo a passo regredia
Encurtava a minha estrada, encurtava a travessia
Avançava eu na fé, de chegar ao fim da prova
Exauri as minhas forças, cheguei com o pé na cova.

Reavaliei o meu percurso, senti minha alma morta
Afoguei o meu cansaço, no arraial da curva torta
Fiz um banho de arruda, fiz patuá de pau resposta.

Usei vara de marmelo, usei batata da costa
E a comida do santo fiz sopa de manjerona
Desculpem os fervorosos, mas só volto de carona.

 poema de Olímpio Coelho de Araújo (Oca)  

Figura de Linguagem: MESARQUIA
nome dado à figura que resulta quando a mesma palavra é repetida no começo e no meio do verso
Projeto Trajes Poéticos (Clube de Poetas do Litoral) - por Cláudia Brino

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