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Trajes Poéticos - RIMA ENCADEADA

Palavra final do verso que rima com outra palavra do meio do verso seguinte.

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os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores do concurso.


No final de linda tarde
O sol arde, fico triste.
Mesmo com tanta beleza
A rudeza em mim resiste.

Ah! Se nesse mar profundo
Meu mundo se transformasse
Nas suas ondas eu renasceria
Talvez a alegria voltasse!

Ludimar Gomes Molina - cepelista

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Tarde chuvosa

Em uma tarde chuvosa
Quero gostosa prosa
Para enfim descansar
Assim, voltar no tempo

E olhando a chuva cair
Vou me iludir que sou rainha
Ver chuva fininha e o meu chá tomar
Ah, sonhar e deixar a história me levar.

Verônica Vincenza
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VAI E VOLTA

Súbito, vem este amor.
Sem favor me apura o dom.
Faz-me tonto seu carinho,
Desalinho ao torto tom.

Sinto aqui ele apertando
E estreitando o peito em teste,
Prestes a deixar vazio
Seu macio berço agreste.

Sua falta está por dentro.
Concentro, mas já se vai.
Com meus ais, sai ao relento.
Indo lento, avança e cai.

Mas volta, me faz contente,
E, ingente, me envolve e trava,
E, em lava, me esquenta e grava.

Natanael Gomes de Alencar  - (Vencedor do concurso Trajes Poéticos)

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Ó Mar

Em quantas ondas vagueiam meu pensamento?
Num simples lamento, me entrego, ó mar!
Divago ao sabor da maresia
E com nostalgia contemplo sua paz!

A magia em tom azulado
Deixa encantado o pescador.
Olhos fixos na infinita imensidão
Não hesita em vê-lo soberano senhor

Clara Sznifer - cepelista 
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DESCOBRIDOR

Naveguei por oceanos
de desenganos e encantos.
Foi assim que perdi o medo
e cedo esqueci de prantos.

E, mesmo num frágil veleiro,
o marinheiro seguiu adiante.
Levando apenas na bagagem
a coragem do viajante.

Edweine Loureiro – Saitama/ Japão

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DESERTOR

Ninguém, nada por perto,
tudo deserto à minha volta.
Restam apenas a revolta das areias
e as mãos cheias de vento.
Sopro, invento os meus dilemas;
faço poemas, eu não aguento.
Meu sentimento não é desertor!
É, sim, lavrador na lida diária irrigando,
sempre cuidando das minhas plantações de ausências.
Ah! Esse colhedor de essências da minha árida zona,
que não me abandona nem me deixa beijar a lona jamais,
que todos os meus ais entende perfeitamente!

Geraldo Trombin
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 Meus Fantasmas

Há fantasmas na janela!
Mas era nela que eu via,
quando a abria, o amanhecer.
Agora, erei esquecer, chorar
e amar outras estações... 
Pois, assombrações vivem,
e existem, nesta janela,
que de tão bela você não vê.

 Thais Pereira

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O Barco


O barco se lança no mar
e ele a navegar na saudade
na felicidade sem par
de ele chegar de verdade

Deise Domingues Giannini - cepelista
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O que tem do outro lado?
Dormente comumente
Descobre-se calmamente
Diariamente, abertamente
Traumas de antigamente
Dramas de atualmente
Inicialmente são certezas
Depois dúvidas exclusivamente
Nada é exatamente
Tudo é semente
Dificilmente se explica
O caminho, facilmente
A vida, certamente
O amor, felizmente
Tudo é inteiramente
Nada é somente
Naturalmente se entende
Quando apaixonadamente
Novamente se sente
Mas dificilmente se explica
E então
Desesperadamente
Coração e mente
Coração mente ou
Mente a mente

Milton Anauate

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No final de linda tarde
O sol arde, fico triste.
Mesmo com tanta beleza
A rudeza em mim resiste.

Ah! Se nesse mar profundo
Meu mundo se transformasse
Nas suas ondas eu renasceria
Talvez a alegria voltasse!

Ludimar Gomes Molina - cepelista
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Amor e Paixão... 

Quero me embriagar no néctar da mais pura flor;
E na minha ressaca soluçar amor...
Quero titubear nos meus passos;
E me erguer na corrente dos laços do amor...

Quero acordar na ressaca da praia ao amanhecer;
E pagar carona nas assas de um passarinho para te ver...
Em um vôo lento, rasante e com liberdade;
De braços abertos para matar a saudade...

Como dois beija-flores, solvendo o néctar da paixão;
Brasa acesa, que queima com firmeza na lareira coração...
Incenso místico que espanta a solidão;

Entre duas taças o vinho tinto derramado...
Nem sangue e nem pecado, é o mais puro sentimento;
De dois corações descobrindo o Amor e a Paixão...


Flávia Fritas


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Estranheza

Deixa esse momento escuro
Que eu procuro em mim.
Não quero esquecê-lo jamais
Pois aqui jaz o infinito.

É nele que vejo estrelas
Sem vê-las como convem
No sopro meu murmúrio
Grita o infortúnio desse vazio.

E então me desespero
E só quero aqui ficar
Mesmo com tanta estranheza
É a tristeza que eu quero.

Zenaide Alós Guimarães Abati

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Litorânea I


Miro as vivas marés encasteladas
Danças variadas (jogo de imagens)
Vislumbro miragens alucinadas
aos céus elevadas: loucas paisagens

Vieira Vivo - cepelista
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Contemplando a imensidão do mar


Volto o meu olhar para o espetáculo das ardentias
O vento que sacode as ondas vindo beijar a areia
Tocando a praia serpenteia embalando o meu sonhar

Este mar imenso que deixa minha alma azul de alegrias
Mar de ardentias intensamente brilhantes iluminadas.
Este mar de sonhos que aflora a minha juventude perdida
Levando-me de volta a vida devolvendo-me a alegria de viver

Olímpio C. de Araújo - cepelista
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Amor

Sente-se o cheiro pardacento
Neste cinzento mar de emoções.
O aroma que nos percorre os rostos
Deixa-nos dispostos nesse amor.

O amor que julgamos desaparecido
Mas que perdido nunca ficou.
Surge agora, com outras cores, para depois…
Ser dos dois. Apenas nosso. Novo. Aqui.

Francisco Grácio Gonçalves
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Mar
  
Oh! Belo e turbulento mar!
Por que razão amar e admirar-te tanto?
Se em teus caminhos tu te agitas e foges,
por descaminhos sem saber para onde.
Oh! Mar misterioso, iracundo,
sei que és profundo, com ondas revoltas,
me banho em suas águas verde mar
E morro junto aos olhos verde mar de meu amado

Marly Barduco Palma - cepelista

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