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Trajes Poéticos - Ditirambo

Poesia que celebra os prazeres da mesa e das bebidas alcoólicas. É o canto festivo dos banquetes.

Veja os poemas


poemas dos cepelistas



Deleite
  
Oh! Benesse dos sentidos!
Supremo paladar de iguarias
sorvendo líquidos e sólidos
solidificando o encanto
de degustar finos néctares
Oh! Regozijo do sentir!
Amplos sabores saboreando
claras e escuras delícias

Vieira Vivo
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Contrastes

Nestes dias nem quentes nem frios,
em que a natureza nos oferece
flores com cores vivas e flores em tons pastéis
que nos encantam igualmente,
lembro-me de Davi; os seus Salmos,
salmista ímpar, temeroso a Deus e artista,
que também gostava muito da mesa boa e farta,
regada a bons vinhos, os quais regalava seus amigos.

Marly Barduco Palma
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Leitão e caipirinha

Sobre a mesa o leitão assado o esperava
Despertando o apetite do convidado.
A caipirinha espumante o desconcentrava.
No sarau o desconhecido poeta
Poetizava lindos versos rimados.
Nas dependências da cozinha a cozinheira
Cozinhava e a alegria do poeta se esvaía
Virando tristeza na longa espera anunciada.

Surge um pobre homem em desalinho
Levantando nuvens de pó pelo caminho.
Caminhava resoluto rumo a roça
Roçado que ao largo se estendia.
No casebre cuja porta se abria
Em mesa farta o viajante comia bebia.
Chegou trazendo escuro manto de tristeza
Partiu levando alvo manto de alegria.

Olímpio Coelho de Araújo
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O Ócio

O convite que ora faço
É para a vida celebrar.
Celebrando a vida,afastamos a morte
Deixando a alegria se instalar.
Antes do amor, o corpo busca energia,
Energizando-se com frutas e delícias.
Um vinho tinto para o gozo apimentar
E um branco se o cansaço chegar.

Clara Sznifer
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Ah! Este banquete que me deleita!
Este licor que minha alma alimenta.
Alimentando minhas fraquezas.
Enfraquecendo minhas fortalezas.
Este pecado divinal a que me entrego
Entregando de bandeja o meu prazer
À minh’alma  que no prazer se deita!

Ludimar Gomes Molina

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