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Trajes Poéicos - TELÉSTICO

Composição poética na qual certas letras utilizadas no fim do verso formam um nome ou uma palavra.
 
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os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores do concurso.



Lua branca



Amada lua branca,

raios que inundam

o lago azul celeste,

inspira  menestrel

com todo o frenesi

lembrança  amada.

Marly Barduco Palma - cepelista
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(In) Consciência



Ficam na lembrança  

longas cenas que dançam

Parece que o tempo para

Parecem onda do mar

Volta depois que bate

e deixa na areia um coral

Segue um momento sereno

Encontro de terra e céu



Bilá Bernardes



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lembranças me amedrontam

não tenho tempo de ficar velha

no jardim respiro polén

limpo o antigo baú

sinto-me como viajante

com algum desejo inenarrável

que a brisa à noite acaricia



Benette Bacellar



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Pisei confiante na gramA

Começa o jogo e já começo a driblar o M

Tabelinha rápida com o O

Na grande área um lindo chapéu no R

E faço um gol de letra em vocÊ



Emiliano Pedroza



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Roseiral III
  
Rente às rosais alamedas faz-se exalar
Suave fragrância de um odor supremo
Que no tempo nos faz andar para trás
Mergulhando na infância docemente
Integrando o imediato ao que já foi
Na mesma essência ver-se fluir
Poeta e pássaro ante musa e fêmea

mágica, angélica, divina e floral

Vieira Vivo   - cepelista
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Teimosa lágrima      

Sofri muito ao perceber que tu irias partiR
Tentei reter a teimosa lagrima diante de tI
Mas meus olhos por instantes me traíraM
Desnudou-se minha pobre alma fragilizadA

Olímpio Coelho de Araújo  - cepelista
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Amor de Mãe



Aqueles que amaM

Sem medir quem mais amA

Sabem o que é amaR

Não é somente dizer eu te amo, eu te quero etC

Ama quem sente o amor aquI

Ama quem sente o amor agorA



É mais que os olhos podem veR

É um sentimento profundo, diferentE

É algo que eu descobrI

Quando tive meus filhoS



Igual a um vinho TanaT

Quem experimenta se surpriendE    

E embriagada por este amoR

Sei o que é amaR

É ver nos filhos o prazer que a vida me dÁ 



Verônica Vincenza

Teléstico: MARCIA REIS TERRA (meu nome de batismo)



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MARCIA FONTANELLA



Olhos que carregam me chamam

Provocam em mim grande chaga

Vagas de teu imenso mar

Afundam até Titanic

Resiste não minha nau a ti

Em ti meu corpo naufraga



Não mais sou CDF

Perdi-me em teu caminho

Quando provei de teu pólen

Deixei de esperar Godot

Godot não é mais minha busca

Encontro-me agora no Éden

Felicidade não mais se mede

Não se corta é indivisível

Presença indescritível

teu brilho que deuses ofusca



Sidclei Nagasawa Costa



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Juventude



Ainda não perdi a juventude

Mas vejo-a…retirar-se de mim

Neste espelho que não admiti

Que comutasse a imagem desejável

Dissipada nesse tempo que abandonei

E que vivi entre o sorriso e vontade alada.



Francisco Grácio Gonçalves



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Mãe de todos e todos a amaM
Na tristeza, na dor, na alegriA.
No teu coração, imenso amoR
Estou sempre pensando em tI

Mãe de Jesus, mãe devotadA

Ludimar Gomes Molina  - cepelista
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Noites Claras



No fundo azul
Um arco nu
À luz flutua.



David Henrique Nunes de Lima (Vencedor do concurso Trajes Poéticos)



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TECENDO SONHOS



Aqui, a nossa quimera é tecida

fio a fio, com o mesmo carinho que se cuida do ninho. A tecelagem

trama as cores do nosso futuro em cada urdume.

Os olhos dos nossos sonhos vão e vêm no vaivém do tear,

da lançadeira da nossa origem, fabricando o pano de fundo onde eu nasci.

Aqui o nosso peito pulsardor, pulsamor – toc, toc, toc, toc,

batendo (célere) no ritmo têxtil de quem esse chão tanto ama:

céu neon, terra fashion, cidade frisson; corazón, mi corazón!

Ah! Minha querida e tão sonhada e tão amada Americana!



Geraldo Trombin

 

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Sorriso

Neste mundo cheio de mistérios
sobrevive à espera do retorno
de quem veio cá se aventurar
e cruzou o mundo pelo mar
na esperança de encontrar aqui
a vida de sonhos e riquezas

mas qual! Tudo foi grande ilusão.

Deise Domingues Giannini  - cepelista

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Com amor ela nos cuidaM
              a zelar toda horA
 sem cansar nos embalaM
      se preciso, noite aforA...
                seu nome é mãE


Kedma O'liver - cepelista

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Aurora

 O cheiro da infância
A memória não ignorou,
Os apelos daquele olhar,
E o carinho materno
Para sempre vão ficar
Cravados no meu DNA

Clara Sznifer - cepelista
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Minha Poesia



minha P-

a-i-x-ã-o é o verso erradO,

inusitado, temperado: enfoquE!

aquele que contraria o portuguêS,

confunde o francês e dá, a quem deI,

melodia ao poemA.



Thais Lemes Pereira



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DEVASTAÇÃO



No meio da mata,

índios choram,

vendo a queimada

que lhes tira a paz.

E, escapando do fogo,

a pequena parintitin

grita, desesperada,

por quem fica para trás.



(Edweine Loureiro – Saitama/ Japão)



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LUCIA OLIVEIRA



Hoje, todo jornaL

Nos dá o lado crU

Do terrorismo FARC,

Que idealiza a sI

Mas tem vida absurdA



Quer faça o socialismO

A Colômbia ideaL,

Mas causa frenesI

Grassando como UV

O vício que entorpecE

Da juventude à leI,

Nutrindo de terroR

A vida colombianA



Natanael Gomes de Alencar 

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