Pular para o conteúdo principal

Oscar Araripe / Bienal de Brasília / Agende-se


Oscar Araripe / Uma auto apresentação

Minhas flores são flores que não são flores, em vasos que não são vasos, sobre toalhas que não são toalhas. Às vezes são visitadas por borboletas, que nem são borboletas.
Sou um pintor nascido da literatura, da escritura. Já pintei de tudo – de peras e maçãs aos casarios, às marinhas, às montanhas de Minas, aos retratos dos heróis e dos amigos. Mas, quedo-me pelas flores. Com elas me liberto da História e das historinhas, dos blábláblás conceituais, das anedotas, essas pragas da Pintura. Somente formas e cores, e o silêncio.  Tudo que pintei foram cósmicas paisagens de flores magnetares.

Sou autodidata até aonde se pode ser. Orgulho-me de ter introduzido uma nova tela para a Pintura, graças à intuição. Aprendi minhas pinceladas fazendo e soltando pipa. Minha imaginação nasceu com o Carnaval do Rio de Janeiro, com os balões de São João dos subúrbios cariocas e com as bolas-de-gude da minha infância, no bairro proletário do Encantado, onde menino via universos coloridos em olhinhos de vidro, girando como um pião, e que eu podia jogar e quebrar, com todo talento e vigor.
Amo a linha, a sabedoria da mão, a exatidão do traço, o discernimento, a definição. Amo as coisas claras, e separo as cores das tintas. Creio que a arte faz a vida e a vida as cores. Sem vida não é cor; é tinta. Cores, tintas... Umas não existem, outras não valem nada.
Como a Arte faz a vida? – eis a nossa questão. Creio ser a Arte anterior à própria vida.
Eu pinto para que tudo vire pintura. Creio que revolução em Pintura é pintar um novo jarro de flores, nada mais do que isto.
A Liberdade é uma questão estética, não existe beleza na miséria. Toda flor é bela. Todo belo é livre. Eu pinto flores para viver de cores e morrer alegre.


Outubro de 2016

Artistas selecionados - 2016

Pintura
Oscar Araripe / Tiradentes / MG
Maria Marysia Portinari Greggio (Marysia Portinari) / São Paulo / SP
Alexsandro de Brito Almeida / Gama / DF
Mário Henrique Torrado da Silva Coelho (Mario Henrique) / Lisboa / Portugal
Maria José Marques Porto / Cacém / Portugal
Denis Cavalcanti Porto (Denis Cavalcanti) / Cacém / Portugal
Sandro Corradin / Jundiaí / SP
Inos Corradin / Jundiaí / SP
Roberto Kenji Fukuda / Curitiba / PR
Alexander Lobaina Jimenez / Unión de Reyes / Matanzas / Cuba
Cláudio Hideki Matsuno / São Paulo / SP
Akimi Watanabe / Brasília / DF
José Madureira Vasconcellos (Vasconcellos) / Dinamarca / Goiânia / Goiás
Tarcisio Viriato / Brasília / DF
Antonio Carlos Elias / Brasília / DF
José Ivan Santos / Brasília / DF
Fernanda Talavera (Fefe Talavera) / São Paulo / SP
Debora Censi / São Paulo / SP
Ana Marlize Serafin / Curitiba / PR
Francisco Garcia Gonzales / São Paulo / SP
Ricardo Ramos / Florianópolis / SC
Tássia Sardão / Bauru / SP
Nelson Luiz Pereira Screnci (Nelson Screnci) / São Paulo / SP
Sylvana Cotrim Lobo (Sylvana Lobo) / Brasília / DF
Hilda Cavalcante de Moura (Hilda Moura) / Maceió / Alagoas
Oswaldo M. Cavalcante Júnior (M. Cavalcanti) / Brasília / DF
Fabio Henrique Tenório Pedrosa (Fabio Pedrosa) / Brasília / DF
José Guilherme Silva Brandão / Mogi das Cruzes / SP
Patricia Calisto Marcondes de Carvalho (Patricia Calisto) / Peru / Brasília / DF
Cristiani Papini Arantes (Cristiani Papini) Belo Horizonte / MG
Marcelo Gonczarowska Jorge (Marcelo Jorge) / Brasília / DF
Corina Miyamoto Conceição Ishikura (Corina Ishikura) / São Paulo / SP
Tatiane Cristina Egual (Tati Egual) / São Bernardo do Campo / SP
Sandra Carol Lapage (Sandra Lapage) / São Paulo / SP
Marcelo Lins de Magalhães (Marcelo Lins) / Rio de Janeiro / RJ
Mauro da Silva Pereira (Mauro Silper) / Belo Horizonte / MG
Hosana Epaminondas Bezerra / São Sebastião - DF
William Zarella Jr. (William Zarella) / São Paulo/SP
Claudio Boçon (Claudio Boczon / Curitiba / PR
Ricardo de Almeida Larangeira (Ricardo Larangeira)
Stella Margarita Martinez Molina (Stella Margarita) / Treinta y Tres / Uruguai / Rio de Janeiro/RJ
Clovis Dias Júnior / João Pessoa / PB

Escultura
Leandro Gabriel Coelho Pereira / Belo Horizonte / MG
Jéssica Paiva / Lúcio Costa - Brasília / DF
Darlan Manoel Rosa (Darlan Rosa) / Brasília / DF
Antonio Carlos Elias / Brasília / DF
Ricardo A. Rodrigues (Rick Rodrigues) / João Neiva / Espírito Santo
Maria Cristina Martins Agostinho (Cristina Agostinho) / Maringá / PR
Amanda de Souza Meirelles (Amanda Mei) / São Paulo / SP
Maria Fernanda Pacca (Fernanda Pacca) / Brasília / DF
Marcio Garcia de Oliveira (Marcio Garcia) / Rio de Janeiro / RJ
Luiz Carlos Oliveira da Silva (Luiz Martins) / São Paulo / SP
Felipe Seixas Coelho (Felipe Seixas) / São Paulo / SP
Lívia Maria da Silva (Lívia Limp) / Belo Horizonte / MG
Sanagê Cardoso / Brasília / DF
Déborah Engel / Rio de Janeiro / RJ

Arte Digital
Adeildo Eugênio dos Santos (Massape) / Campina Grande / PB
Andréia Maria Ferrari (Dhéia Ferrari) / São Paulo / SP
Fabiano Rodrigues / São Paulo / SP
Mariana Teixeira Elias (Mariana Teixeira) / São Paulo / SP
Regina Maria Motta Vater Lundberg (Regina Vater) / Rio de Janeiro / RJ
Weimar Marchesi de Amorim (Weimar) / Ribeirão Preto / SP
Tirzah Marília Nogueira Ribeiro (Tirzah Ribeiro) / Montevidéo / Uruguai / Florianópolis / SC
Elcio Miazaki / São Paulo / SP


postagem enviada por
Projetos Fundação Oscar Araripe

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema em linha reta - Fernando Pessoa - Interpretação Osmar Prado

Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa.  Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares. ********* os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.                

Revista temática Cabeça Ativa - BORBOLETAS

CAPA: Nelly Vieira                    R$4,00 (incluídas despesas postais) Nesta edição de nº 22, Cabeça Ativa dá um suave e elegante voo alongando suas páginas em direção ao aconchego sensível das borboletas. Alçamos nosso bailado aos céus a procura de poemas envoltos em aladas carícias e nos quedamos extasiados ante tantos versos ocupados em retratar um compartilhamento íntimo de pétalas afagando pétalas. Por tudo isso, convidamos nossos leitores a aninhar em seus dedos este singelo casulo de papel e a se deleitarem com os surpreendentes adejos poéticos provenientes das infinitas asas sem frênulos deste utópico panapaná literário. os editores   autores deste número: