Festival Flaskô Fábrica de Cultura - INSCRIÇÃO ABERTA

enviado por Derlone Pereira


INSCRIÇÃO ABERTA

Seguimos firmes e fortes para a realização de mais um Festival Flaskô Fábrica de Cultura, e agora as inscrições no site já estão abertas, essas inscrições são para o público participante que deseja se hospedar na fábrica ao longo dos dias do Festival, e servem como base para dimensionarmos melhor a estrutura para atendermos a todos.

Segue o link das Inscrições:

Como é sabido de todos, o Festival Flaskô Fábrica de Cultura é organizado de maneira independente e autônoma, contando com as parcerias de muitos para sua realização, sendo assim, temos também uma conta para depósitos com a finalidade de arrecadar o dinheiro necessário para manter o festival gratuito para todos, vale muito a pena ajudar:

Segue link para a Campanha Financeira:

No mais, logo abaixo  temos o Projeto Completo do Festival, com todos os itens de maior interesse.

Batata
Mobilização
Fábrica Ocupada Flaskô

INTRODUÇÃO

Neste ano de 2015 teremos a sexta edição do Festival da Fábrica de Cultura Flaskô. Entendemos a arte como instrumento de reflexão e crítica da organização produtiva na sociedade atual, uma arte que contribua para a formação de sujeitos que se reconheçam como tais diante da história, capazes de compreender o passado, de criar suas próprias memórias, de se articular socialmente, de mudar o rumo das coisas. É através da arte que podemos manifestar nossas ideias e ideais. Através da convivência, de conversas casuais, de compartilharmos os espaços é que podemos construir mudanças.
Assim, é com grande satisfação que trazemos a público o 6° Festival Flaskô Fábrica de Cultura , que acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de Agosto de 2015. As atividades acontecerão na Flaskô, Rua Marcos Dutra Pereira, 300 – Parque Bandeirantes – Sumaré – SP e nos arredores da fábrica.
A Flaskô é uma fábrica ocupada que produz tambores e que está sob controle dos trabalhadores após o abandono provocado pelo patrão em 2003. Em agosto de 2010, ocorreu o primeiro Festival em decorrência da criação da Fábrica de Esportes e Cultura da Flaskô. A iniciativa tem como objetivo potencializar a luta dos trabalhadores da fábrica e promover atividades culturais e esportivas à comunidade do entorno. Foi criado também o galpão de esportes e cultura, onde acontecem atividades de caráter público, com construção coletiva, oferecendo um espaço cultural que a cidade de Sumaré tanto carece.
Desde então, nos últimos 5 anos ocorreram grandes festivais que sempre serviram para comemorar as atividades culturais da Fábrica Ocupada Flaskô, como espaço de resistência e iniciativa no meio cultural por parte dos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica. Durante todas estas atividades pudemos nos encontrar com muitos parceiros, dialogar através de peças, debates, lançamento de livros, músicas e filmes. Os quatro Festivais anteriores contaram com a presença de grupos artísticos, bandas, apoiadores e público de outros lugares do Brasil e, inclusive, de outros países. Outras informações a respeito das edições anteriores podem ser vistas no site www.festivalflasko.org.br

INSCRIÇÃO – PÚBLICO ESPERADO
            A inscrição para o evento será gratuita. Solicitamos que quem for participar se inscreva no site www.festivalflasko.org.br para que a comissão organizadora possa oferecer a melhor infraestrutura possível aos participantes. Será aberto um espaço para alojamento solidário para aqueles que não forem do município, com refeições coletivas nos dias do evento.
Estima-se um público entre 500 a 1000 pessoas. Já indicaram interesse em participar pessoas de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Americana, Limeira, São Paulo, Marília, Araraquara, dentre outros.

FORMAS DE DIVULGAÇÃO
            Como divulgação, está previsto divulgação do cartaz pelas redes sociais, divulgação por email, além de confecção de um site sobre o evento. Contamos também com a contribuição dos grupos para divulgação das atividades.
Além disto, está planejado panfletagem de material impresso nas escolas do bairro.
Serão impressos 500 cartazes para serem colados em locais estratégicos na região e 6.000 panfletos.
  
PROGRAMAÇÃO


SEXTA (28 de agosto)

SÁBADO (29 de agosto)

DOMINGO (30 de agosto)




MANHÃ



9h-12h – Oficina de reciclagem criativa com Projeto 02
10h-12h – Oficina Câmara Escura + Pinhole
11h – Peça Infantil “O castelo de mulumi” – Cia Fio de Chuva

9h-12h – Oficina de reciclagem criativa com Projeto 02
9h-12h – Oficina de reciclagem e customização do vestuário
11h – Peça Infantil “O gato fantasma” – Grupo de Teatro Escalada

almoço

12h-14h – almoço coletivo
12h-14h – almoço coletivo


TARDE



14h-17h – Oficina de reciclagem criativa
14h-16h – Oficina Câmara Escura + Pinhole
17h – Peça “Metápolis” – Cia Trova  8

14h-17h – Oficina de reciclagem criativa
14h-16h – Curtas Tela Suja - “Entre nós dinheiro”, 25’ e “Coice no peito”, 25’ + debate
17h – Peça “Sou boliviano” - Grupo Kusillo de Teatro

jantar

18h -19h – jantar coletivo
18h-19h – jantar coletivo





NOITE

19h – Abertura

19:30h –  Peça “A comédia do Trabalho” – Núcleo Vermelho

21h – Sarau Poético e microfone aberto.


19h – 24h – Apresentações musicais (40 a 50 minutos para cada)
1.       Mr. Kill – hip hop
2.       Encanteria – Música instrumental cigana
3.       Nego Mantra – black music e fusão de estilos
4.       Tupi Balboa – rock e fusão de estilos
5.       Tupimasala  - mpb, samba e fusão de estilos brasileiros
6.       Saco de Neblina  - poesia  e fusão de estilos

19h – Peça “O Cortiço” – Cia Histriônica de Teatro

21h – Encerramento com Samba das Mina
ORÇAMENTO PREVISTO
Iniciamos uma campanha financeira solicitando contribuições solidárias para viabilizarmos o evento. Estão sendo contatados organizações políticas, sindicatos, parceiros e apoiadores da fábrica, além de que será aberto um chamado nos sites fabricasocupadas.org.br e www.festivalflasko.org.br para solicitação de apoio financeiro.
Reforçamos que o evento é organizado sem fins lucrativos e todos os organizadores são trabalhadores da fábrica, pessoas que contribuem na Fábrica de Cultura e Esportes ou que apoiam a luta da Flaskô.
O apoio pode ser tanto em material como em dinheiro. A conta de depósito será no:
Banco Bradesco
Nome: Rafael Gironi Dias (trabalhador da Flaskô)
CPF: 353.473.988-41
Ag: 3427
Conta Poupança: 1000276-1


Atividade
Justificativa
Valor
Cia Histriônica de Teatro – Campinas Teatro “O cortiço”
Auxilio com transporte
R$450,00
Grupo Kusillo de teatro - São Paulo Teatro “Sou boliviano”
Auxilio com transporte
R$580,00
Cia Trova 8 - São Paulo                   Teatro “Metápolis”
Auxilio com transporte
R$600,00
Cia Fio de Chuva – Campinas         Teatro Infantil “O castelo de mulumi”
Auxilio com transporte
R$40,00
Grupo teatral Escalada - Campinas Teatro infantil “O gato fantasma”
Auxilio com transporte
R$105,00
Núcleo Vermelho – São Paulo       Teatro “A comédia do trabalho”
Auxilio com transporte
R$600,00
Banda Encanteria – Campinas Apresentação Musical
Auxilio com transporte
R$80,00
Samba das Mina
Apresentação Musical
Auxilio com transporte
R$100,00
Banda Tupimasala - São Paulo Apresentação musical
Auxilio com transporte
R$200,00
Banda Nego Mantra – Hortolândia Apresentação musical
Auxilio com transporte
R$200,00
Mr. Kill – Campinas            Apresentação musical
Auxilio com transporte
R$30,00
Banda Tupi Balboa - São Paulo
Apresentação musical
Auxilio com transporte
R$260,00
Natasha e Bianca – Campinas       Oficina de câmara escura e pinhole
Auxilio para compra de materiais para oficina
R$310,00
Projeto Zero Dois - São Paulo
1) Oficina de Reciclagem criativa
2) Exposição “Marcenaria de reuso”
Auxilio com transporte
R$175,00
Oficina de reciclagem e customização do vestuário
Auxílio com transporte e materiais para oficina
R$240,00
Tela Suja Filmes - São Paulo Apresentação audiovisual de 2 filmes
Auxilio com transporte
R$130,00
Infraestrutura dos shows no sábado
Palco para apresentação das bandas, aparelhagem de som
R$2.600,00
Camisetas do Festival
100 camiseta variando tamanhos infantil, P, M, G feminina e masculina
R$1500,00
Divulgação
Impressão de 500 cartazes 4 cores A3 papel coche 90g, 6.000 panfletos colorido no mesmo padrão, e fitas adesivas.
R$1000,00
Registro do Festival
Auxilio transporte para grupos que se dispuseram a fazer o registro e cobertura das atividades do Festival
R$300,00
Alimentação para pessoas que estiverem no alojamento e cantina
Refeições de sexta a noite, sábado e domingo o dia todo
R$2.500
Total
R$12000,00

  
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES A PARTIR DO CRONOGRAMA PROPOSTO

Núcleo Vermelho – São Paulo(SP) – Peça “A Comédia do Trabalho”
Na fictícia província de Tropélia, Leonid e Creonid, irmãos gêmeos e banqueiros, tentam salvar a instituição financeira herdada de seu pai da falência, enquanto um de seus funcionários tenta o suicídio e uma crise financeira assola o país, levando multidões de miseráveis as ruas. 

Projeto 02 – São Paulo (SP) - Oficina de Reciclagem Criativa
Após a discussão do texto, partiremos um passeio nas redondezas da fabrica, assimilando os conteúdos estudados a partir da realidade local. Durante o passeio, os participantes serão instigados a identificar, na própria comunidade, áreas de convívio subtilizadas, mas com grande potencial transformador, onde projetarão a intervenção a ser executada. Nesta mesma etapa se iniciará a coleta de materiais descartados e subutilizados, que serão usados como matéria-prima para nossa atividade. Toda essa etapa inicial acontecerá das 09h ás 13h do primeiro dia. Voltando da pausa do almoço às 14h os participantes receberão a tarefa de projetar em conjunto com o grupo inteiro uma intervenção sobre um tema especifico escolhido pelo grupo também. Com o projeto definido começa a “mão na massa”, onde algumas técnicas básicas e referencias de marcenaria artesanal serão introduzidas para qualificação da intervenção. Os participantes terão até as 18h do segundo dia para construir e terminar o projeto proposto.

Oficina de Câmara Escura + Pinhole com Bianca Moschetti e Natasha Mota
Pretende-se realizar uma oficina de introdução à fotografia analógica, partindo da construção de uma câmara escura e de uma máquina fotográfica artesanal. Esta câmera fotográfica artesanal que construiremos é chamada de pinhole (“buraco de alfinete”).
Com a câmara escura e com a máquina fotográfica observaremos e fotografaremos a Fábrica de Cultura da Flaskô e o Festival, suas atividades e as pessoas que estão ali. Sendo um registro um momento de prática fotográfica dos próprios participantes do Festival.
A oficina será então divida em dois momentos de aproximadamente duas horas cada um. O primeiro momento é a construção coletiva de uma câmara escura com caixa de papelão, possibilitando que os participantes observem a formação da imagem invertida dentro da caixa. Essa formação de imagem é o princípio básico tanto da fotografia como da formação de imagem no nosso cérebro.
No segundo momento construiremos uma pinhole com caixinha de fósforo, enfatizando o processo de criação fotográfica em que a questão “artesanal” e “não-profissional” aproxima a relação entre os participantes com a fotografia analógica.

Cia Fio de Chuva – Campinas(SP) – Peça infantil “O castelo de Mulumi”
Escrita nos anos iniciais da Ditadura Militar no Brasil, a peça infanto-juvenil de Jurandy Pereira parece preconizar a construção de um novo tempo, materializando em cena a esperança contida em nossas crianças. Com quase meio século de história, “O Castelo de Mulumi” ainda hoje nos remete a um tempo bom, onde os sonhos e as fantasias se mesclam com a realidade, vivida e sonhada por crianças e adultos que ainda carregam a esperança dentro de si. E é no intuito de trazer à tona essa esperança e resgatar a vontade pela transformação que a Cia Fio de Chuva de Teatro apresenta essa peça e a leva àquelas que, muito mais do que nós, tem o futuro e o presente nas mãos: as crianças.
Como toda história parte de um começo, nossa história parte do menino Piretsim, o súdito de apenas 10 anos de idade e com um grande potencial para rei. Em verdade, há um rei em todas as crianças, basta entregar-lhes um pano e um cabo de vassoura que logo o cetro e o manto real já estarão em uso, refazendo o dia a dia e reconstruindo toda uma nação. O Rei velho, símbolo da velha Educação, retrógrada, autoritária e hierárquica, é substituído pelo menino que, cheio de vida e renovação, representa a nova Educação, aberta ao diálogo, em consonância com o dinamismo da nova sociedade, que tem no alunado o protagonismo do processo de aprendizagem. 
Queremos direcionar o vento da cultura aos bairros mais desfavorecidos da nossa cidade, pois há neles também muita terra fértil – às vezes, literalmente, com suas ruas sem asfalto se fazendo de palco à tantos Piretsim's de pés descalços. Ao contrário do Rei, que, amedrontado, fecha as portas de seu castelo para que o Novo não adentre, aqui escancaramos nossas portas, janelas, paredes e palcos e exponenciamos o poder do teatro de gerar cidadania e promover harmonia.

Cia Trova 8 – Peça “Metápolis”
A Cia. Trova 8 foi fundada a partir do encontro de aprendizes do processo de formação da SP Escola de Teatro. O grupo é formado essencialmente por integrantes que vieram de cidades do interior de São Paulo para aprender e desenvolver o ofício teatral na capital, portanto desde sua fundação a relação do individuo com a cidade é um tema pungente. A peça Metápolis passa por uma trajetória em que a história de um suposto "grande líder" precisa ser criado e liderar a vida das pessoas nesta cidade chamada Metápolis. Essa trajetória é composta de músicas e musicalidades, números circenses e em grande parte do registro de interpretação a ironia é muito presente. Além de utilizarmos a mímica como um meio de criar cenografia e objetos cênicos.

Mr. Kill – Campinas (SP) – apresentação musical
Mr. Kill traz consigo ideias de críticas construtivas sociais, revolucionárias e sobre a realidade em seu formato autônomo.

Encanteria – Campinas (SP) – apresentação musical
Formada no ano de 2013, a banda Encanteria é composta por estudiosos, interessados e entusiasmados por música. A banda utiliza instrumentação acústica com o objetivo de fazer música em qualquer lugar, desde ruas, praças, espaços alternativos e até mesmo espaços fechados. Diversas são as influências na criação e interpretação das músicas, os ritmos e melodias ciganas (Balcânica e Klezmer), circense, funk, forró, mantras, aparecem com bastante frequência nas composições. Com músicas que encantam pela sua liberdade e diversão, nasce uma trupe que busca despertar sentimentos e encantar através do som que envolve, da beleza que irradia, da fantasia que transcende e da alegria que contagia.

Nego Mantra – Campinas/Hortolândia (SP) – apresentação musical
A banda Nego Mantra tem em sua linguagem sonora os ritmos do Rap, do Reggae, da Capoeira, do Samba, do Rock e afins. Nossa abordagem poética versa sobre a realidade da vida nas cidades urbanas e toda complexidade da opressão do capital sobre os sujeitos, seus sonhos e sentimentos.

Tupi Balboa – São Paulo (SP) – apresentação musical
Tupi Balboa - Iniciada como um projeto instrumental, a Tupi Balboa surgiu no cenário independente em 2011. Um trio formado pelos mineiros Paulo Costa e Thiago Vilela, guitarrista e baterista da banda, e o carioca Victor Hime, como baixista, iniciou músicas autorais no estilo rock progressivo e funk americano. Mas foi com a entrada da vocalista paraense, Rafaela Mattos, e o início das canções autorais em 2013, que a banda amplificou seu o peso e a criatividade unindo melodias e letras muitas vezes sarcásticas com uma proposta visual que se desdobra em verdadeiros hibridismos de linguagens que flertam com a moda, o cinema e a dramatização, e se reinventam numa linguagem própria. As influencias vão desde a música regional e nomes brasileiros como Secos e Molhados e Mutantes até bandas como Led Zeppelin e Pink Floyd. Mais que um conceito de “porrada” musical do lado Balboa ou “índio” rock do lado Tupi, a Tupi Balboa entende que a potencialidade e criatividade de seus quatro integrantes, e a  unidade de todas as sonoridades e experiências trazidas para dentro desse sistema faminto por informação, viram uma obra genuína.A música é uma das formas que o grupo encontra para se comunicar entre si e para outros. 

Tupimasala – São Paulo (SP) – apresentação musical
Tupimasala é um grupo paulistano influenciado por MPB, samba, além de artistas de rock nacional e internacional. Surgido na capital de São Paulo, no final de 2013, tem como membros a vocalista Samantha Machado, Adam Esteves, violão e voz, o baterista Fernando Massucci e Hector de Paula no baixo. O nome é fruto da contração entre as palavras Tupiniquim (gentílico brasileiro) e masala (tempero picante da Índia). A proposta do grupo consiste na mistura de ritmos brasileiros e poesia. Tudo isso com gostinho de pimenta. As letras problematizam desigualdades de gênero, questões raciais, além de abordar a vida na cidade grande.

Saco de Neblina – São José dos Campos (SP) – apresentação musical
A apresentação musical do Saco de Neblina traz ao palco músicas de autoria própria, resultado das criações dos poetas joseenses Léo Mandí (voz e violão), Sérgio Ponti (voz e violão), Fernando Selmer (baixo e percussão), da artista visual Letícia Kamada (voz e baixo) e da escritora Rosa Scaquetti (voz e percussão). Criadas a partir de diversas histórias e poemas de artistas que vivem as ruas de São José dos Campos, as canções do Saco de Neblina expressam o resultado de um processo de aproximadamente um ano de criação coletiva em permanente transformação.

Grupo de Teatro Escalada – Campinas (SP) – Peça infantil “O gato Fantasma”
É uma linda história de amor entre um gato vira-lata e uma gatinha siamesa.
Fred, um gato abandonado, anda pela rua à procura de uma casa para morar, pois o casarão que ele morava foi demolido, e além disso, perdeu de vista a Lili, sua namorada.

Exibição Tela Suja Filmes, São Paulo (SP)
O COLETIVO TELA SUJA FILMES desde 2011 estuda, discute, produz e pesquisa cinema político de ficção - crítico, popular e de baixíssimo orçamento. O primeiro filme produzido foi o curta-metragem ENTRE NÓS, DINHEIRO (2011), e na medida em que o filme estabeleceu contato com o público em exibições por cineclubes, espaços alternativos e trilhou uma importante trajetória em festivais brasileiros e latino-americanos, o Coletivo reflete e reafirma a necessidade de se fazer um cinema que mostre o mundo através da câmera, mas do ponto de vista da classe de seus integrantes, a classe trabalhadora e sempre com viés anticapitalista. Em 2014, o coletivo trouxe a tona sua última produção, o curtametragem COICE NO PEITO (2014), que durante este ano e 2015 circulou e circula em festivais e mostras cinematográficas. Em 2015, iniciamos o projeto AS VEIAS ABERTAS DO CINEMA LATINO AMERICANO, que prevê novas produções, atividades de formação e a Mostra Itinerante do Cineclube AS VEIAS ABERTAS DOS CINEMA LATINO AMERICANO, que terá como espaço de exibição e reflexão coletiva quatro cidades. Um desses espaços é a Fábrica Flaskô, numa parceria especial e honrosa para o Coletivo.
Propomos ao 6º Festival da Fábrica de Cultura Flaskô a exibição dos dois curtas metragens produzidos pelo TELA SUJA FILMES, ambos com duração de 25 minutos (somando assim 50 minutos de sessão) seguido de debate sobre os temas abordados pelos filmes.

ENTRE NÓS, DINHEIRO, dirigido por Renan Rovida
FICÇÃO, COR, DIGITAL, 25MIN, 2011, SP, BRASIL.

É churrasco de fim de ano na firma, o bar do Velho Cuba, e o que era para ser uma festa é trabalho para os funcionários. As relações mediadas pelo dinheiro e pela exploração se juntam ao discurso democrático do patrão e à sua própria ilusão no crescimento econômico do país. Trabalhando, é possível enriquecer? Um dia de "festa" na periferia do capital.

COICE NO PEITO, dirigido por Renan Rovida
FICÇÃO, P&B, DIGITAL, 25MIN, 2014, SP, BRASIL.

Dito o dito pelo não dito, Dito eu, dito você, dito nós.

Grupo Kusillo de Teatro – São Paulo (SP) – Peça “Sou boliviano”
O Grupo de teatro “Kusillo” iniciou suas atividades em setembro de 2013.  Inicialmente conformado por ex-alunos (as) do curso de Português para Imigrantes ministrado pelo “Projeto Si, Yo Puedo”. Com o objetivo de criar um espetáculo que ao mesmo tempo fortaleça ainda mais os vínculos dos envolvidos e também consiga problematizar questões a respeito da realidade migratória na cidade de São Paulo. Da experiência destas oficinas foi criada uma apresentação na linguagem do clown que leva o nome “Sou Boliviano”. Nesta peça uma pessoa imigrante procura voltar ao país de origem, para isso começa vender seus pertences e na perspectiva de apurar a venda conta às dificuldades que atravessou em São Paulo.

Cia Histriônica de Teatro – Campinas (SP) - Peça “O Cortiço”
A graduação de Artes Cênicas da Unicamp propõe, na sua grade curricular, a montagem de quatro exercícios teatrais, cada um com uma proposta específica. No primeiro deles - onde surge “O Cortiço”- o foco está na criação de signos cênicos a partir de uma fonte não-dramática. Este romance foi escolhido pela turma e tem como princípio a exploração da linguagem coral desenvolvida pelos 25 alunos-atores, sendo este o único semestre em que todos trabalham juntos.
O romance de Aluízio Azevedo, publicado em 1890, é no Brasil, um dos principais representantes do movimento Naturalista (uma das ramificações do movimento Realista). No início do processo de montagem, escolhemos imagens potentes e determinantes do livro, a partir da orientação de nossos diretores, como o “despertar do cortiço”, a “multiplicação de pessoas” e a oposição entre “trabalho e festa” para as primeiras experimentações. O principal objetivo foi de coletivizar essas imagens. Ao longo da peça transitamos do movimento da massa para o individual, do público para o privado.
Para nos aproximarmos da estética naturalista, fizemos também um estudo das qualidades corpóreas dos animais, com a construção de um corpo zoomorfizado. As referências foram muitas, desde Charles Darwin, Cândido Portinari, Paula Rego, o cartunista Lan até Fernando Pessoa e outros. Trouxemos, também, os fados portugueses, o lundu, o samba-de-roda, a capoeira e o maculelê para compor nossa ambientação sonora, bem como adentramos a busca do figurino e cenário que compunham a paisagem brasileira do final do séc. XIX. A pesquisa musical foi feita em parceria com o Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp. Os alunos da Graduação de Música, além de participarem do processo de criação da peça e de elaboração da trilha sonora, executam-na ao vivo, integrando os coros vocais e cênicos juntamente aos atores.
O resultado é fruto de um trabalho essencialmente coletivo entre atores, músicos e diretores, estabelecendo uma linguagem própria.

Ateliê da Moras (Vicente Perrota) – Oficina de reciclagem e customização do vestuário
A oficina tem como objetivo transformar peças antigas e sem uso do vestuário em novas possibilidades de uso. Desconstruindo peças e valores. Trabalhando com um novo ponto de vista para objetos do nosso cotidiano, conscientizando e mostrando a importância da diminuição de consumo.

Samba das Mina – Campinas (SP) – apresentação musical
Samba das Mina é um coletivo formado apenas por mulheres que busca através da música colocar em pauta as questões de gênero e opressões.


CONTATOS DA COMISSÃO ORGANIZADORA
            É possível contato com a comissão organizadora tanto por email como por telefone. Deixaremos os nomes de alguns membros para facilitar a comunicação:
Nome
Telefone
Email
Josiane Lombardi
019 99268.4406
Victor Mantovani
019 99324.7643
Rafael Gironi Dias (Batata)
019 99613.9818

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