poema Fósforo de Vieira Vivo / foto: Marcelo Luiz de Freitas

Fósforo



Declare, a todos nós, agora,
a quanto tempo ocultas em ti
as chagas do Armagedom

Conte-nos, como te aprisionaram
na domesticação do fogo        
e como urdes, contra nós,
o martírio das chamas

Mostre-nos, espinho em brasa,
a ira incendiária de deuses vulcânicos
para que sintamos na pele
a ardência insana
da piromania

in Objetos d'Versos
ed. Costelas Felinas - livros artesanais

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