Figura de Linguagem: EPANORTOSE - poema de Ludimar Gomes Molina

Figura de Linguagem: EPANORTOSE

Vingança


Quero ver-te sofrer! Não! Quero que queimes no inferno!
Afinal o que me fizeste não tem perdão.
Feriste minha dignidade, Pior mataste-a!
Amei-te por toda minha vida! Queres saber, idolatrei-te!
Fui sincera nos meus sentimentos
Tu dizias me amar também.
Eu, tola e apaixonada acreditei no teu amor.
E tu me trocavas por outras.
Eu aqui, sempre a esperar-te cheia de saudade.
Entregando-me a ti com paixão,
Hoje o véu da falsidade descobre teu rosto
deixando na minha alma, do fel o gosto.
Vai-te embora! Não quero ver-te nunca mais!
Não me procures! Nem penses em mim!
Ah! Pensaste que eu te perdoaria?
Que me iludiria com suas mentiras infames!
Saberei me recompor! Seja como for!
Tu serás página virada! Página apagada
Um dia te sentirás arrependido.
Hás de ver-me alegre e saltitante, com novo amor, novo amante.
Nesse dia quero que olhes para mim
e testemunhes minha felicidade
Quero que te sintas amargurado, abandonado.
Que te sintas derrotado.
Então sentir-me-ei vingada e até recompensada.
Estarás só! Ninguém irá  acreditar mais em tuas mentiras.
Teu coração arrependido se encherá de calor. Serão as chamas do inferno
Teu lar eterno!


Figura de Linguagem: EPANORTOSE
figura de linguagem que anula, modifica ou corrige intencionalmente uma palavra ou frase dita anteriormente.
EX: - Gosto muito de Ângela. Não, minto. Amo-a demais!
- Odeio-te, destruidor de lares. Não! Enganei-me. Abomino-te
poema de Ludimar Gomes Molina
Projeto Trajes Poéticos (Clube de Poetas do Litoral) - por Cláudia Brino

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