Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa. Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

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Vivo correndo
Imaginando a natureza
que floresce por onde passo
Até que percebo que as vezes
Estou dentro de um porta retrato
parado sem se mexer
no meio da sala
Mas tudo faz sentido
é a vida que anda
Um cavalo correndo
Sem medo
Não importa onde esteja
Sua aparência e força
Quebra todo desconforto
Até um quadro velho e morfo.
chamado de Figueiredo
preferir o cheiro mesmo
dos cavalos ao do povo.
Talvez por achá-lo burro...
Talvez até por certeza...
Mas mereceria um coice?
Só se o povo compreendesse
o sentido da expressão,
poderia conceder-lhe
um coice forte na fuça,
para ele acordar pra vida.
Mas escrevi num repente
estes versos tão somente
para o presente labor
das grãs Costelas Felinas!
Deixo aqui meu relinchar
e um abraço em sete sílabas:
abraço, caros colegas!
Oliveira Caruso (Niterói - RJ)
Sigo trotando
Montado em mim mesmo
Minhas ferraduras abandono
Solo fofo, proteção dispensável
Meu afã arredio
Pede passagem, calmamente
Abandonei a viseira, vejo horizonte
Defino caminhos, sem pensar, só sentindo
(Luiz Vaillant)
O ar, me lembra que fui Pégaso
A água que cai, Hipocampo nas águas
O fogo por dentro, Pesadelo de mim me torno
A terra, fofa, fértil, me chama à realidade, nua
Sou cavalo
de ar,
de água,
de fogo
Mas caminho sobre a terra
Cavalo Guerreiro
Batalhas terrenas
Pasto, gosto, relincho
A vida se vive aqui
No prado, os sonhos elementais
São guias, para quem tem os cascos
Firmes na relva doce
Não à sela, à cocheira,
À ferradura.
Quer trotar livre pelas campinas,
Quer liberdade.
Deixar as crinas voarem ao vento...
E ao cair da tarde
Rolar na terra, refestelar-se.
No cavalgar dos sonhos
Com as pálpebras caídas,
Saudade é o sentimento.
Então, alado, galopar sem destino
Em direção ao etéreo
E só parar quando o corpo cansado
Pedir arrego -
Aguerrido alazão.
Cida Micossi
Beijo, Cida Micossi