ALMAS COM FOME de Cláudia Brino / MINGAU DAS ALMAS de Vieira Vivo

Lançamento em conjunto aconteceu no ano de 2008. Iniciando aqui a parceria definitiva de Vieira Vivo, como co-editor e encadernador da Costelas Felinas.

A foto foi retirada na noite de autógrafos e na imagem ao lado aparecemos com o também poeta Raul Christiano (fundador do grupo Picaré).


Prefácio

Mingau das Almas é a junção de poemas lapidados com a capacidade sensorial de sentir nas digitais o crescente mágico dos versos talhados para a convergência da matéria até ao estado alucinógeno e encantador de frases como “quimeras incrustadas no asfalto”.

            Vieira Vivo em sua maneira singular e límpida de dizer e redizer as coisas cotidianas transporta o leitor pelas estrofes realizadas ao sabor do etéreo, do encantamento de se aperceber nos detalhes do dia a dia.
            Versos que propiciam ao descanso depois do ato libidinoso do poema Cantata ou então a linha melódica do Compasso de Espera: “E outros virão no compasso da vida/Já sei que a volta, também/é uma partida.”.
            Seus poemas trazem um torpor que nos torna engrandecidos pelo simples fato de podermos estar à altura de lermos e sentirmos a criatividade do poeta que com simpleza diz: “ofereço simplesmente/o que trago na memória”
            Só nos resta apreciar “a tarde amarelada”, nos perder “na madrugada insana” e constatar a presença do “profeta do bem-virá”. -  por Cláudia Brino




Nosotros        

            No caso do avanço: o pé cabe na pegada
            Cabe um tanto para todos
            A vereda é dadivosa
            Sabe a senha dos que sabem

            No caso da paragem: aparece sempre...
            Mais, para preparar terreno
            Saciar silêncio e sono
            sob a saga do sossego

            Somos simples serelepes
            Seres lépidos
            Seres leves
            Seresteiros

            O tempo todo tramando toques
            Tocando o barco à tempestade
            Tocando o bojo
            da juventude       

 poema de Vieira Vivo - Mingau das Almas

Antes que o sol acabe
reze para o finito de meus olhos
e peça para que minha lágrima
mate sua sede.

Sei que não entendes quando digo:
mesmo contigo estou só
E todas as horas o mesmo protesto
da lua reclamando por trás das nuvens
trançadas.

E o amor empalidecido na pureza
da noite.

Permaneço como Ícaro
buscando o inatingível desejo.

Remo ao sol
buscando uma metáfora de mim mesmo

poema de Cláudia Brino - Almas com Fome


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