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POR ONDE ANDOU O AZUL DOS TEUS OLHOS? de ANA HELENA LOPES

Fábio se sentou impaciente na sala de espera do Hospital Geral da cidade. O melhor da região. Encostou a cabeça na parede respirando fundo e inflando os pulmões, como se o ar que respirasse nunca fosse suficiente. Abriu um caderno velho, surrado, de capa dura vermelha e muitas páginas escritas, talvez todas. Recomeçou uma leitura que repetia insistentemente, como se buscasse uma pista.



            “Nunca tinha visto aquela garota antes. Juro! Acho que ela se mudou para a escola há alguns poucos dias. Desde que chegou, porém, não consigo tirar meus olhos dela. Não penso em mais nada que não naquele azul oceânico que habita seus olhos. Será que algum dia eles se dariam ao trabalho de olhar para alguém como eu? Um garoto franzino, de cabelo repartido, de músculos nada atléticos? Descobri que ela era nova na escola, chamava-se Amélia e faria as aulas de laboratório com minha turma. Eu mal podia esperar para vê-la de perto, para, quem sabe, fazer parte de seu grupo. 

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