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CAIXA DOIS É CRIME - por Emanuel Medeiros Vieira

CAIXA DOIS É CRIME

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

O lugar-comum da maioria dos políticos quando dizem que os recursos de suas campanhas foram “registrados na Justiça eleitoral” não tem mais sentido.
Antes mesmo da “lista do Janot”, a decisão do Supremo de abrir inquérito contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), como avaliou Eliane Catanhêde , “cria um precedente e atinge em cheio a maior trincheira dos políticos para se defender: recibos e valores declarados oficialmente à Justiça Eleitoral não valem mais nada, ou valem muito pouco, (...), pois não atestam nem a licitude do dinheiro nem a idoneidade do candidato”(...).
Caixa Dois – é preciso insistir – é crime, é corrupção.

É claro que as oligarquias, as classes dirigentes, os partidos políticos, enfim, os velhos donos do país não vão ficar quietos esperando a degola.
A moralização e a ética não interessam a eles.
“A principal estridência desse coro ocorre quando se vê que se planeja uma anistia para delinquentes que se recusam a confessar. Todos operam no caixa dois, diz o coro, mas eu nunca operei, responde cada um dos cantores”, escreveu Elio Gaspari.
Para ele, só a rua salva a Lava–Jato.  
A Lava-Jato “foi na jugular da oligarquia política e de boa parte da oligarquia empresarial do país”.
E articulam-se tenebrosas transações para que a pele da classe dominante seja salva.
O Procurador-Geral, Rodrigo Janot, bem disse: há uma ameaça real à democracia no Brasil, pelo nível astronômico da corrupção (sistêmica).
E que obriga aos brasileiros de boa vontade a tomarem posição firme em prol da igualdade e da justiça.
É preciso lembrar, que o Brasil foi o último país independente das Américas a acabar com a escravidão.
Complementa o jornalista Elio Gaspari (a caixa alta é minha): “SEM A RUA, A OLIGARQUIA UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA”.
E a grande pizza será assada.
ADENDO SOBRE UM PROVÉRBIO POPULAR (“Pimenta nos olhos dos outros é refresco”):
O “andar de cima”, na reforma da Previdência,, quer que a aposentadoria só ocorra aos 65 anos.
Temer aposentou-se aos 55 anos. Geddel aos 51. Padilha aos 53.
(Salvador, março de 2017)

postagem enviada pelo autor

Comentários

Anônimo disse…
Sim essa corrupção é demasiadamente feroz agressiva e totalmente vergonhosa.
jorge Carlos
Costelas Felinas disse…
Prezado Jorge Carlos
Agradeço o lúcido comentário. É mais um estímulo para que continuemos na trilha em busca da Verdade e da Justiça.
Fraternalmente, Emanuel Medeiros Vieira.

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