CIRANDA - Cris Dakinis

A autora Cris Dakinis apresenta sua poética através de quadras.


Nasci... Meus primeiros vestidos?
Alguns de luxo, pois eram doados
Vestes usadas por nenéns rosados
Roupas da sobra para os desvalidos

Ao tempo, eu, Rosa, a precisada...
Puseram em mim um nome de flor
Por quê? Seria para evocar a cor
Ou por ser fácil Rosa ser lembrada?

Talvez vestido algum me agasalhasse!
Bastavam uns panos e colos de afeto
Isso eu tive... E sei que houve um teto
Em que nasci; seios onde mamasse...

Cresci... Ouçam hoje como eu lido:
Teço alinhavos da vida oferecida
Sigo os traçados, desfechos da vida
Nos trilhos do tempo, troco de vestido...



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Comentários

Anônimo disse…
Que lindo os 2 primeiros versos da segunda estrofe
Pamela Andrade
Cris Dakinis disse…
Muito obrigada, Pâmela!
artesanal livros disse…
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Para Cris Dakinis

Muito bonitas as tuas quadras, Cris!
"Ciranda" é um belo e evocativo poema.
Fraternalmente, Emanuel Medeiros Vieira
Cris Dakinis disse…
Ah, meu caro amigo de escrita, o seu apreço é um prêmio para mim!
Grata pelo gentil comentário.
Cris Dakinis disse…
Muito obrigada pelo gentil elogio e apreço pelos versos, caro amigo.
Abraço fraterno :)
Cris Dakinis disse…
Obrigada, mais uma vez, pela divulgação de meu trabalho, Artesanal Livros!