Pular para o conteúdo principal

O POETA E SUA PROFECIA, O PROFETA ANUNCIANDO A POESIA - Marcelo Shell.

O poeta não tem zíper na boca, nem algemas em suas mãos...
Ele interpreta as sensações mais loucas, os emblemas da sua inspiração!
Rima a dor com o amor, é o chafariz que banha a flor, no deserto das almas ressequidas.
***
O poeta é o canto africano, triste, uníssono e profano, da escravidão de suas vidas...
É a humanidade ferida, pelo requinte que insiste, dos tolos desenganos, das acorrentadas partidas!
O poeta é berrante pois, destes afileirados bois, que rumam ao matadouro, de um mundo em aberração.
****
E quando o lastro da última esperança, já gasto pela desconfiança, jaz no peito morredouro, o poeta surge então...
Com o seu derradeiro alento, um carinho feito vento, na poesia balsamizada, no elixir da sua unção!
E canta em coro acompanhado, corta o choro desengonçado, traz de volta o sorriso onde o pranto era a lida.

Marcelo Shell
Membro da Academia de Letras do Brasil.
Belo Horizonte, 06 de Maio de 2017

postagem enviada pelo autor

Comentários

Anônimo disse…
concordo plenamente : não há como segurar o poeta...
gostei muito de suas palavras .
Pamela Andrade

Postagens mais visitadas deste blog

Poema em linha reta - Fernando Pessoa - Interpretação Osmar Prado

Enviado por A. Pastori Abaixo, link para uma brilhante e convincente interpretação - inusitadamente adaptada - do ator Osmar Prado, sobre um antológico poema de Fernando Pessoa.  Para refrescar-lhes a memória, logo abaixo do link está a poesia completa do Poetíssimo de Além Mar. http://www. poesiaspoemaseversos.com.br/ poema-em-linha-reta-fernando- pessoa/?utm_source=feedburner& utm_medium=email&utm_campaign= Feed%3A+ DaBuscaemPoesiaComPoesia+%28A+ Magia+da+Poesia%29#. Vivrun6rTIU Poema em linha reta - Fernando Pessoa Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesqu...

CONCURSO CARDÁPIO POÉTICO - INSCRIÇÃO ABERTA PARA OUTUBRO

A Ed. Costelas Felinas e o Clube de Poetas do Litoral em parceria realizam o concurso Cardápio Poético. O concurso é aberto a todos os interessados do Brasil ou do exterior (desde que escritos em língua portuguesa). NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO -  INSCREVA SEU POEMA PARA O MÊS DE OUTUBRO/2014 maiores informações:  cacbvv@gmail.com COMO FUNCIONA:   O concurso inicia em novembro de 2013 e termina em novembro de 2014 - SELEÇÃO:  Serão escolhidos 02 poemas por mês - O poeta selecionado poderá participar quantas vezes quiser durante o ano. Ao todo serão selecionados 24 poemas (02 por mês) - o júri será composto pelos integrantes do Clube de Poetas do Litoral (CPL).

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares. ********* os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.