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COM A MÃO NA BOTIJA - Luiz Otávio Oliani

LANÇAMENTO MAIO/ 2017
Esta peça teatral foi escrita em 18 de outubro de 2010 para a Feira cultural do Colégio Aristides Caire, Méier, Rio de Janeiro, com encenação prevista para a data de 06 de novembro do corrente ano, todavia não foi encenada por motivos alheios à vontade do autor.

ELENCO

● Lúcia Nogueira – Esposa de Antônio Nogueira e mãe de Roberto. Mulher dedicada ao marido e filho.
ROUPA: De meia idade, com coque no cabelo.

● Antônio Nogueira – Homem responsável, pai zeloso de família e preocupadíssimo com o filho.
ROUPA: Social

● Amanda Peixoto – Diretora do Colégio Sensação onde Roberto e os amigos estudam.

● Patrícia Melo – Assistente social do Colégio Sensação.

● Alice Alcântara – Perua, irresponsável, vive gastando o dinheiro do marido. Adora o celular e tem um amante, o personal trainer. Não liga para o filho Sérgio.

● André Alcântara – Pai que vive sempre preocupado em ganhar cada vez mais dinheiro.
ROUPA: Terno e gravata e celular na mão

● Padre Olavo – Aparecerá no velório de um personagem.
● Pedrão – Personal trainer. É amante de Alice, de quem só quer tirar vantagens financeiras.

Os “meninos” são o centro da peça e se envolvem com drogas. Têm entre dezesseis e dezessete anos. Vêm de famílias de classe média. Usam roupas de marca, incluindo tênis e bonés.

  •  Paulo 
  •  Sérgio
  •  Ronaldo
  •  Roberto
  •  João 

ATO I

Em cena, Paulo, Sérgio, Ronaldo. Chegam  Roberto e João. Todos se cumprimentam. (Os personagens podem falar: “Coé, mão?”/ “Tranquilo?”, “Beleza?”).

SÉRGIO: Aê...eu tô boladão com uma parada...

PAULO: Que parada é essa? Desenrola aí...

RONALDO: Fala logo...sem neurose...

ROBERTO SE VIRA PARA SÉRGIO: Qual foi? Tu vai contar pra eles que a gente tá...

JOÃO (DESCONFIADO, DE-BOCHANDO): Vocês tão o quê, porra?!!

SÉRGIO (IRRITADO): É que gente tá usando uma ervinha muito da maneira... muito legal... legal mesmo... só que o estoque tá acabando...

PAULO (ALEGRE): Oba! Eu quero provar essa parada!

RONALDO (DUVIDANDO): Mó caô...

ROBERTO: Caô nada... e é bom à beça...a coisa deixa a gente feliz, a gente fica mais leve...

RONALDO: Pô, isso vai dar mô berimbolo...

PAULO: Só vai dar berimbolo se tu contá a parada pra alguém...bico fechado,  mão!

RONALDO: Já é... eu tô nessa também...

SÉRGIO: Aê galera, isso é papo reto, coisa de homem. E a gente tem que buscar mais lá no morro...

JOÃO (ASSUSTADO): Morro? Tu acha que eu vou lá na favela buscar droga?

PAULO FALA PARA TODOS, MENOS JOÃO: Vamo lá, galera, vamo deixá esse pela-saco aí...

       E saem. Fica só João. 


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