Pular para o conteúdo principal

A POESIA QUE VIROU PROSA - Eu, marginal me Confesso por Narciso de Andrade e Olímpio Coelho de Araújo


A POESIA QUE VIROU PROSA -as palavras em negrito formam o poema de Narciso de Andrade e o autor Olímpio Coelho o transformou em prosa.

As pessoas se comovem ao perceberem que estou triste, acabrunhado
quando chego com olhos úmidos de tanto repensar a minha história 
sempre pedindo perdão. Ando pelas ruaspor vielas quase inabitadas.
Eu me aproximo das pessoas cada instante com uma motivação diversa e 
com lágrimas nos olhos. Eu nunca falo de mim e dos meus desencantos
E quando chego perto das pessoas perturbo-me diante da realidade 
Inventando palavras dançarinas para passar o tempo e espantar a solidão 
elas se comovem dando vazão ao pranto que brotam das minhas palavras
Por ser poeta miserável eu comovo as pessoas. Acato muitas sugestões.  
Eu, marginal, me confesso um ser atormentado, inútil, fútil e sem tino
responsável pelos prantos, pelas dores, dissabores, pelas  guerras e
por toda tristeza do mundo. Fico perplexo diante da vida que levo.
Essa inexplicável ausência do mundo real, da vida que me acende o desejo 
de notícias do infinito. Aceito curtir os dias de amargura e desalento.
Essa solidão perpétua repleta de incerteza me faz construir uma placa
em bronze gravada para fazer parte da minha história e deixar marcada
na testa de cada um o roteiro do meu heróico, triste e cruel destino.

Olímpio Coelho de Araújo. OCA – IWA
atividade CPL por Cláudia Brino

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trajes Poéticos - RIMA EMPARELHADA

rimas que ocorrem seguidamente em pares.

*********

os poemas publicados aqui participaram do concurso Trajes Poéticos realizado pelo Clube de Poetas do Litoral - salvo os poemas dos autores cepelistas que foram os julgadores dos poemas.              

VII Seletiva Nacional de Poesia – 2017 Para a edição do livro VII COLETÂNEA SÉCULO XXI

VII Seletiva Nacional de Poesia – 2017 Para a edição do livro VII COLETÂNEA SÉCULO XXI - que trará uma Homenagem ao poeta e professor Pedro Lyra – 
(será o 41º livro editado pela PoeArt Editora- DESDE 2006 COM VOCÊ!) (Prazo: ATÉ 30 de abril de 2017)
(somente pela INTERNET)


   A PoeArt Editora de Volta Redonda RJ, institui o livro VII Coletânea Século XXI  (depois das bem sucedidas Antologias Poéticas de Diversos Autores, Vozes de Aço da I a XVIII, depois do sucesso da I a VI Coletânea Século XXI, do livro Cardápio Poético, 1ª e 2ª edição, I a III Coletânea Viagem pela Escrita. Dentre os já homenageados por suas contribuições literário-culturais em nossos livros, estão: Adahir Gonçalves Barbosa, Alan Carlos Rocha, Álvaro Alves de Faria, Astrid Cabral, Clevane Pessoa, Flávia Savary, Flora Figueiredo, Gilberto Mendonça Teles, Maria Braga Horta (in memoriam), Maria José Bulhões Maldonado, Mauro Mota, Olga Savary, Oscar Niemeyer, Pedro Albeirice da Rocha e Pedro Viana.


SEM TAXA DE INSCRIÇÃO: (AT…

SAFRA VELHA DE CLÁUDIA BRINO recebe indicação do International Poetry News

É com alegria e surpresa que acabo de receber de Giovani Campisi a notícia de que o livro Safra Velha de Cláudia Brino (Costelas Felinas) é um dos livros indicados para concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura 2018.

Indicado pelo jornal International Poetry News entre 25 títulos de autores internacionais encaminhados ao Comitê Organizador do Prêmio Nobel de Literatura - 2018
A indicação foi feita pela Direzione Editoriale / Edizioni Universum

clique na imagem e veja a IPN  INDICAÇÃO NO - INTERNATIONAL POETRY NEWS


Este livro não é vendido em livrarias e se movimenta à margem da grande mídia. Adquirindo a versão impressa você receberá dedicatória especial tendo o seu nome impresso no livro.